
E aí, já deu tempo de ver? Que acharam?

Agora que a série terminou já dá pra pensar em comprar os DVDs – e que tal essa versão definitiva que já está na pré-venda da Amazon? Entre os extras, um momento se destaca: quando Bryan Cranston e Aaron Paul lêem pela primeira vez, entre cervejas, o roteiro do último episódio do seriado. Veja o teaser abaixo:

Um desocupado (ah, o que seria da internet sem eles?) transformou as primeiras e últimas aparições dos principais personagens de Breaking Bad em gifs, que dão uma idéia precisa do nível de decadência que foi o tom de todo o seriado. Cuidado ao clicar abaixo que, afinal de contas, tem altos spoilers:

A fase outonal de Mahmundi finalmente é registrada no EP Setembro, que ela acaba de disponibilizar gratuitamente. O Bruno já havia mostrado “Arpoador” na semana passada e agora vem o disco completo, do qual destaco “Vem”.
Dá pra baixar o disco aqui.

O destino de Jesse poderia ser bem diferente, como mostra o vídeo abaixo (cuidado que tem spoiler pra quem não terminou de ver Breaking Bad!):

E um dos discos mais promissores do ano deu sinal de vida – o projeto Darkside do Nicholas Jaar com o Dave Harrington. Ele já havia mostrado um aperitivo do disco no vídeo abaixo:

O Alberta #3 segue fechado, então não tem Noite Trabalho Sujo hoje. No entanto, no domingo, começa uma outra versão da festa bem…
SUSSA
Pois às vezes o lance é sair de dia, aproveitar a luz do sol, o ar livre, ouvir um som tranqüilo, encontrar gente legal… Sem correria, sem estrobo, sem beats pesados. Vamos esquecer a Noite um pouco e abraçar a Tarde, o por do sol, o azulzinho antes do ocaso, aquele climinha gostoso de passear no domingo. Alexandre Matias traz a versão vespertina da Noite Trabalho Sujo para o Neu – a Tarde Trabalho Sujo chama-se SUSSA e tem os pés no século 21. Na primeira edição, Matias toca ao lado de Danilo Cabral e Klaus Kohut e em vez de hits de todas as épocas, o clima é mais sossegado e intimista, a desculpa perfeita para você sair de casa sem precisar se preocupar com carão – é um evento Trabalho Sujo, afinal.
Vamos lá?
SUSSA – Tardes Trabalho Sujo
Domingo, 29 de setembro de 2013
Neu Club
Rua Dona Germaine Burchard, 421. Água Branca. (mapa)
Telefone: 3862-0481
Aceita os cartões MasterCard, Visa, Diners
Ingresso: R$ 15 (com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com) e R$ 20 (sem nome na lista)
Horário: Domingo, a partir das 16h20

No Estadão, o Bruno nos convida para uma reflexão certeira sobre o estado a violência de entretenimento disfarçada de telejornalismo de programas vespertinos brasileiros. Um trecho:
Que fazer, então? O que deve e o que não deve ser publicado? Sim. A violência existe na sociedade e cabe ao jornalismo mostrar a realidade em que vivemos. Sim. Eu sou jornalista e escrevo sobre violência. Acredito no papel pedagógico de conhecermos bem a sociedade em que vivemos, principalmente seus conflitos e problemas. Só que há limites. Resta-nos discuti-los à luz do que se acredita ser jornalismo de qualidade.
Pode-se comparar o papel do jornal e do jornalista à dinâmica de uma sessão de terapia. Quando se está em crise, diante do psiquiatra, de nada adianta falar sobre suas qualidades. É preciso revelar podres, racionalizar sobre eles, para só assim conseguir superar os problemas. O mesmo ocorre na sociedade. Conflitos sociais devem ser descritos e investigados para que possamos seguir adiante. O jornalismo, nesse sentido, deve compreender esses dramas na busca do conhecimento da sociedade sobre a qual escreve.
Não é esse o objetivo dos programas vespertinos que mostram a violência de forma excessiva. Como são jornais que buscam acima de tudo audiência, eles acabam sendo forçados a dar o que o público quer – não o que o público precisa para compreender a sociedade em que vive.
Em vez de jornalismo, acabam proporcionando entretenimento ao público sedento de justiça. Desempenham o papel que antigamente era cumprido pelos enforcamentos em praça pública. Os apresentadores vociferam contra a impunidade, clamam pela punição exemplar do bandido, criticam as autoridades. Satisfazem o desejo mórbido de vingança ao mesmo tempo em que fazem seu público se identificar com os cidadãos direitos que se indignam junto com o apresentador.
Ver a violência na televisão, assistir aos crimes impunes, compartilhar a mesma situação de impotência com o apresentador, pedir com ele a morte do bandido, parece um exercício diário para suportar o cotidiano de uma cidade sem justiça. Em vez dos enforcamentos públicos e dos linchamentos, sobra para o apresentador de televisão satisfazer o desejo de vingança. Em substituição ao Poder Judiciário, que hoje, no Brasil, parece ter a eficiência daquele que existia em tempos medievais.

Que inusitada psicodelia é essa, que emana destes Boogarins formado em Goiânia por Fernando Almeida e Benke Ferraz que lançaram um disco – chamado Plantas que Curam – pela loja indie nova-iorquina Other Music?
Excelente, hein. O disco inteiro pode ser ouvido abaixo:
