
É o que diz Kevin Shields, o homem-My Bloody Valentine, em entrevista ao Guardian:
“Britpop foi massivamente forçado pelo governo. Algum dia será interessante ler todos os arquivos do MI5 (o serviço secreto britânico) sobre o britpop. Fizeram tudo bem debaixo do nosso nariz.”
É uma teoria que corre há um bom tempo – e finalmente alguém resolveu falar. Parece estranho, mas se você parar pra pensar…

O pai do Hüsker Dü está entre nós e toca hoje e amanhã na choperia do Sesc Poméia. O Fernando Dotta, do Single Parents, o entrevistou antes de ele chegar ao Brasil e ele falou sobre método de composição, sua autobiografia e bandas novas (ele curte Toro y Moi!). Dá uma sacada:
A transcrição traduzida da entrevista segue abaixo:

…aparece o Josh Homme.
O Queen of the Stone Age é padrinho dessa excelente fase da banda inglesa – natural que aparecesse para saudá-los em algum momento, como aconteceu no show da quarta passada, no Wiltern, em Los Angeles.
A foto é do tumblr Spiders and Vinegaroons.

Se esse papo do Norman McDonald já fundiu a cuca de muito neguinho, se preparem para o vídeo abaixo (que só pode ser visto, claro, por quem já terminou as duas séries).

Não… Sério…

Não…

JP Cuenca postou no Facebook, mas achei importante reforçar seu nome aos bois:
Você, articulista de jornal, rádio e tv, que ajudou a criminalizar os protestos e abriu espaço para a porrada da polícia no povo: a culpa é sua.
Você, editor preguiçoso, que jamais contou o número de manifestantes feridos, mas sim o número de cacos de vidro no chão: a culpa é sua.
Você, repórter, que fechou uma matéria sem ouvir nem sequer um manifestante, comprando a versão da PM como fato depois de décadas de assassinato e abuso: a culpa é sua.
Você, profissional liberal com voz na sociedade, que prefere não emitir nenhuma opinião porque tem medo de perder o emprego, o contato, a boquinha ou a pulserinha na área VIP: a culpa é sua.
Você, indigente intelectual militante de “esquerda”, que se cala para manter seus negócios, conchavos ou empreguinhos no governo Dilma ou Cabral: a culpa é sua.
Você, escritor, cineasta, diretor de teatro, ator, artista plástico, que se cala com medo de queimar seu filme para os próximos editais, prêmios, bolsas e regadores de mão oferecidos pelas três esferas de poder estatal: a culpa e sua.
Chegou o futuro: somos todos políticos agora. o silêncio é a sua mão suja.
É um bom ponto. (A foto que abre o post foi twittada pelo Rafucko.)

Muito gênio:
Agora resta saber se vão descobrir todas as referências escondidas no vídeo. Quer tentar?

Juntos, no David Letterman. Pelo nível de doideira era de se esperar que fosse uma parada inaudível…
Mas não ficou ruim, hein.
Christopher Keely se perguntou sobre isso e chegou a esta conclusão:


Parece besteira, mas saca só o que aconteceu naqueles seis anos no meio do século passado:
Vi no Buzz da Galileu.