
Fui voltar a ouvir o produtor alemão Munk graças ao robusto remix que ele fez para “West Coast”, da Lana Del Rey, e dei de cara com a deliciosa “Happiness Juice”, gravada com vocais de Mona Lazette. Ficou demais.

O novo disco do francês Sebastien Tellier, L’Aventura, é inspirado na música brasileira. E pra ajudar a espalhar o disco, ele pediu ao pessoal do Hercules & Love Affair dar um trato em sua “Aller Vers Le Soleil”. Ficou massa.

Vamos acelerando…
Fabulous Counts – “Jan Jan”
Banda do Mar – “Mais Ninguém”
O Terno – “O Cinza”
Boogarins – “Despreocupar”
Romulo Fróes – “Ó”
Redinho – “Playing with Fire”
Lewis – “I Thought The World of You”
Merely – “Forever”
Sebastien Tellier – “Aller Vers Le Soleil (Hercules & Love Affair Remix)”
Jungle – “The Heat”
The Acid – “Fame”
Prince Innocence – “Cold”
Hotlane – “Whenever”
Saint Pepsi – “Fiona Coyne”
Sinkane – “Hold Tight”

O Music Go Music, de Los Angeles, já tem um espaço em nossos corações graças à irresistível “Warm in the Shadows“, um universo de nove minutos setentista que parelha Abba, Roxy Music e disco music no mesmo inferninho chique. A música era o carro-chefe de seu primeiro disco, Impressions, e agora eles vêm com o segundo álbum, Expressions, a ser lançado este mês. O primeiro aperitivo é essa deliciosa “Inferno”, que pega mais pesado na disco music que no glam dance. Não que isso seja um problema, saca só:
E o disco novo joga luz sobre um velho projeto do grupo que começa a mostrar a cara em 2014. O musical scifi Active Savage: Rise of Menergy é descrito como a história de uma parada de Halloween em West Hollywood que é transportada para o Egito antigo em um acidente. A faixa “Speed of Light” foi publicada há três anos, mas só agora eles abriram para o público – e ela descreve o momento em que ocorre a viagem interdimensional que causa a saga principal. Mas daí a esperar que o musical estreie são outros 500…

O disco novo do Sinkane tá aí na esquina e ele solta mais uma música pra antecipar o lançamento de seu Mean Love. Mas por melhor que seja a versão original de “How We Be” (saca só), esse remix feito pelo Lexx dá uma bela amaciada.

E o Little Joy do Camelo funciona bem. Ele montou uma bandinha bem despretensiosa com a mulher Mallu Magalhães e o amigo Fred Ferreira, seguindo os passos de Rodrigo Amarante em seu exílio norte-americano ao lado da trupe de Devendra. A diferença neste caso é o ar tarantinesco dado pela guitarra surf music que pontua as duas faixas que o trio já mostrou, “Hey Nana” e “Mais Ninguém”, ambas bem sussa, saca só:

Quem já assistiu a um show do trio paulistano O Terno sabe que eles talvez sejam a melhor banda de rock de São Paulo hoje, embora o vocalista e guitarrista Tim Bernardes discorde: “Não acho que somos uma banda ‘estritamente’ de rock”. Tudo bem, há doses de música brasileira suficientes para tirar o trio do estereótipo tradicional do gênero, mas a formação baixo-guitarra-e-bateria e as altas doses de psicodelia, rock sessentista e microfonia não negam as origens.
O mais impressionante, no entanto, é o vigor e a força com que Tim, o baixista Guilherme D’ Almeida e o baterista Victor Chaves apresentam suas músicas – ainda mais levando em conta suas idades (Tim e Victor têm 23 anos, Guilherme, 24). As coisas ficam ainda mais sérias a partir de seu próximo disco, batizado apenas de O Terno, que será lançado na próxima semana em CD e vinil, com shows em São Paulo (dia 22 no Auditório Ibirapuera) e Porto Alegre (dia 25 de agosto no bar Opinião). O grupo julga que este trabalho, o primeiro disco composto apenas por músicas próprias, é um passo além rumo a uma sonoridade mais ampla, uma vez que se permitiram explorações sonoras nas gravações que não haviam conseguido fazer no disco de estréia, batizado de 66.

Produzido pela banda e Gui Jesus Toledo, o segundo disco ainda conta com participações especiais, como Tom Zé, Pedro Pelotas (tecladista do Cachorro Grande), Luiz Chagas (pai e guitarrista de Tulipa Ruiz) tocando lapsteel, Marcelo Jeneci, entre outros. A banda descolou dois aperitivos do novo disco pro Trabalho Sujo – a capa acima, assinada por Renata de Bonis, e a faixa “O Cinza”, segunda música do segundo disco, ouça abaixo.

A essa altura de 2014 você já deve saber que a estréia da dupla londrina Jungle é um dos discos pra se prestar atenção neste ano. Com um pé na disco music e outro no pop africano, ele deslocam-se pela Nova York imaginária do final dos anos 70 e enfileiram hits irresistíveis pelo caminho. Abaixo, um remix para o hit “Time” feito pelo inglês Andy Smith, que também assina como Lxury.

