
Hoje à tarde, a partir das 14h, participo mais uma vez do programa da Roberta Martinelli na Rádio Cultura AM, o Cultura Livre – na pauta, claro, música brasileira. Dá pra acompanhar o programa pela internet também, neste link.

Mais uma Noite Trabalho Sujo no Sarajevo, mais good vibes concentradas nos fundos da Bela Cintra, como dá pra ver pelas fotos da Natália. E nessa sexta vamos fazer uma festa pra descer além do chão…

Há 50 anos, o cartunista Quino estreava a tira de sua criação mais famosa, a universal Mafalda na revista semanal Primeira Plana – e o UOL juntou alguns cartunistas brasileiros para celebrar a importância do cinquentenário da argentina mais querida do Brasil. Separei três aqui.



Tava falando do livro de Thomas Pynchon que o Paul Thomas Anderson vai adaptar para o cinema e eis que surge o trailer de Inherent Vice, realocando tensões faciais e expressões fechadas para a década da vez.
Muito climão, pouca sustança – essa parece ser a tônica de quase todos os filmes de PTA (costumo brincar que o Paul Anderson que temos que dar atenção é o Paul W.S. Anderson, esse sim bem resolvido). Não que seja um mau diretor, mas ele viaja no próprio ego e erra feio a mão em filmes que contam com atuações espetaculares, deixando a direção bem aquém da interpretações fantásticas vividas por alguns dos grandes atores de nosso tempo. Claro que Inherent Vice vai ser melhor do que todos esses filminhos que tentam requentar o Scorsese de Goodfellas (como Trapaça ou O Lobo de Wall Street, do próprio Scorsese) e certamente encabeçará listas de premiações no ano que vem. Mas não me iludo, mesmo sendo o filme que vai apresentar Pynchon para as massas.

Que incrível. Vi aqui.

Outros trinta segundos de Endless River, o disco novo que David Gilmour e Nick Mason vão lançar sob o nome de Pink Floyd, desta vez enfatizando a participação do tecladista Rick Wright, morto em 2008, cujos registros feitos em 1994 foram o motivo para os dois remanescentes comporem um novo álbum:

O estúdio norte-americano Muscle Shoals, fundado em 1969 no estado do Alabama, hoje é considerado uma meca para um certo tipo de sonoridade rústica e crua, que tornou-se característica da alma roqueira e caipira dos EUA principalmente por conta de discos ali gravados, como já contou o documentário que leva o mesmo nome do estúdio, lançado no ano passado. Nomes como Lynyrd Skynyrd, Herbie Mann, Canned Heat, Cat Stevens, Paul Simon e Cher (que batizou um disco com o endereço do local) gravaram discos inteiros ali, que também viu gravações clássicas como “I Never Loved a Man (the Way I Love You)” de Aretha Franklin, “I’ll Take You There” das Staples Singers e “When a Man Loves a Woman” de Percy Sledge.
Mas um dos primeiros nomes a dar a aura mística ao lugar não foi norte-americano – aconteceu quando os Rolling Stones começaram o trabalho que daria na obra-prima Sticky Fingers gravando três músicas no estúdio, entre os dias 2 e 4 de dezembro de 1969. O site Dangerous Minds descolou um souvenir e tanto destas sessões que deram origem a “Wild Horses”, “Brown Sugar” e “You Gotta Move”: o recibo do estúdio, que cobrou mil dólares pela gravação de pelo menos dois clássicos imbatíveis da história do rock.
O site ainda achou fotos incríveis das horas em que os ingleses foram o fundo da alma sulista do rock americano, tiradas por um dos fundadores do estúdio, Jimmy Johnson, encontradas no blog The Asheville Oral History Project, do jornalista Clifford Davids:






Mais uma Noite Trabalho Sujo ali nos fundos de uma insuspeita hamburgueria numa paralela da Augusta – e só quando você passa pelo balcão, mesas, garçons e depois por um extenso corredor percebe que chegou àquele inferninho que irá salvar sua sexta-feira. De novo com formação completa – eu, Danilo, Luiz e Babee – a Noite Trabalho Sujo promete mais uma salva de hits para encantar corações, mentes e quadris e não deixar ninguém parado! A lista de desconto fica aberta até às 20h e o email pra enviar os nomes é o bom e velho noitestrabalhosujo@gmail.com. Vambora?
Noites Trabalho Sujo @ Sarajevo
Sexta, 26 de setembro de 2014
Rua Bela Cintra, 483. Fundos. Consolação.
Com: Alexandre Matias + Luiz Pattoli + Danilo Cabral + Babee
R$ 20 / R$ 15 (com nome na lista através do email noitestrabalhosujo@gmail.com)
É isso aí: o vinil branco de Thom Yorke é seu segundo álbum solo, chamado Tomorrow’s Modern Boxes, que, além do vinil, também será vendido e distribuído via… torrent! Abaixo, a declaração dada pelo Radiohead em seu site, um claro manifesto:
Como um experimento estamos usando uma nova versão do BitTorrent para distribuir o novo disco de Thom Yorke.
Os arquivos Torrent devem ser pagos para ter acesso a alguns arquivos.
Os arquivos podem ser qualquer coisa, mas neste caso é um “álbum”.
É um experimento para ver se as mecânicas do sistema são algo que o público em geral pode se envolver.
Se funcionar bem pode ser uma forma eficaz de permitir o controle do comércio via internet de volta às pessoas que criam o trabalho.
Permitindo que elas possam fazer tanto música, vídeo ou qualquer tipo de conteúdo digital para elas mesmos colocar à venda.
Ultrapassando os autodenominados seguranças na porta de entrada.
Se funcionar qualquer um pode fazer como nós fizemos.
O mecanismo torrent não requer nenhum servidor para fazer upload ou custos de hospedagem ou esse papo-furado de “nuvem”.
É uma vitrine de loja embutível e autocontinda…
A rede não apenas carrega o tráfico de dados, ela também hospeda os arquivos. Os arquivos estão na / são a rede.
Tomorrow’s Modern Boxes já está à venda via Torrent (algumas faixas podem ser baixadas de graça, o disco inteiro custa seis dólares) e também em vinil, no site da banda. Segue um aperitivo, além das faixas abaixo:
“A Brain in a Bottle”
“Guess Again!”
“Interference”
“The Mother Lode”
“Truth Ray”
“There is No Ice (For my Drink)”
“Pink Section”
“Nose Grows Some”
Mas isso não quer dizer que o Radiohead não venha com algo novo por aí…

E quem lançou música nova foi o Who, que está completando 50 anos de atividade e prevendo uma grande última turnê (que, será?, pode passar pelo Brasil). “Be Lucky” é bem ok e cita o AC/DC e o Daft Punk, ouve aê:
