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RealEstateSP

Uma das melhores bandas independentes dos Estados Unidos hoje vem pro Brasil na semana que vem, quando o Real Estate se apresenta em São Paulo no dia 20 (olha o pôster feito pela Dani Hasse aí em cima) e no dia seguinte em Porto Alegre. Tenho um par de ingressos do show de São Paulo para sortear e quem quiser concorrer basta escrever nos comentários deste post qual é a sua música favorita da banda e porquê (e não esqueça de deixar seu email para que eu entre em contato). Recebo respostas até o domingo à noite e divulgo o vencedor na segunda de manhã. Valendo!

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Never Catch Me” não foi a única colaboração entre Flying Lotus e Kendrick Lamar, embora seja a única que tenha aparecido no disco do primeiro, o excelente You’re Dead. A faixa “Eyes Above” teria o rapper rimando, mas, em entrevista à Pitchfork, FlyLo disse que os versos não entraram na faixa por “motivos políticos”, sem especificar o que teria acontecido. Mas isso não quer dizer que ele não possa usar os versos ao vivo, como fez no show da quinta-feira que deu em San Diego, nos Estados Unidos.

A foto saiu do Instagram do produtor.

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E aí, além da Noite Trabalho Sujo de hoje, você já sabe o que fazer nesse fim de semana? Seguimos dando nossas dicas aqui: http://noitestrabalhosujo.tumblr.com/

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Acompanho o trabalho dos Arctic Monkeys desde que eles eram revelação no MySpace, mas só fui respeitá-los de verdade a partir do show deles no Lollapalooza Brasil de 2012, quando começavam a rascunhar sua obra-prima AM, o melhor disco de 2013. Naquele show deu para sacar que Alex Turner não ficava só na teoria e encarnava um personagem arquetípico do rock – o rebelde galã que envelhece sem esmorecer como Elvis Presley. Apesar de não ter nem 30 anos, ele pisava firme como rocker clássico, misto de Gene Vincent com Johnny Cash, Joe Strummer com Brian Setzer, um Montgomery Clift com a sensibilidade de Buddy Holly. O completo domínio da platéia era semelhante ao que tinha de seu instrumento, tratando-o com reverência e desdém às vezes ao mesmo tempo. Os fãs de Queens of the Stone Age que me perdoem, mas considero os Arctic Monkeys a principal banda de rock na ativa – e grande parte desse título vem da postura de astro de seu frontman.

Por isso foi inevitável animar-se para assistir a um terceiro show deles aqui no Brasil – ao mesmo tempo que foi inevitável desanimar-se quando foram divulgados os preços dos ingressos. Pior não é apenas o valor das entradas, mas a existência dessa nefasta pista vip, um enorme curral de endinheirados que separa a banda de seu público de verdade. Paguei o vip para assistir ao show do Cure no Anhembi ao lado de um monte de gente que não estava nem aí pro show, conversando no celular, paquerando e tirando foto com os amigos. Dias depois, em Buenos Aires, sem a opção da pista vip, os verdadeiros fãs da banda haviam chegado no meio da tarde para garantir seu lugar na grade. Cercados por fãs de verdade, que cantavam todas as músicas de cor, a banda de Robert Smith se empolgou bem mais em Buenos Aires do que no show de São Paulo. Por isso quando soube do preço da área vip dos Monkeys em São Paulo resolvi gastar esse dinheiro num ingresso comum em Santiago, pagando bem menos pela entrada e usando o resto da grana para pagar parte da passagem de avião, usando a banda como desculpa para curtir um fim de semana esticado na capital chilena.

E as surpresas da noite começaram pelo local do show, o ginásio Movistar Arena, fechado, com seu teto abobadado como um globo e no meio de um parque, que além de ter tudo funcionando bonitinho (banheiro, filas, entrada) ainda proporcionou alguns momentos espetaculares graças à sua construção. Uma arena circular, ela é cercada por uma arquibancada à meia altura, que permite que se assista ao show da altura do palco principal. O Hives nem chegou a ser uma surpresa pois por mais desprezível que a banda possa ser em termos de importância, ela se garante em presença de palco, principalmente devido ao carisma de seu líder tagarela Pelle Almqvist, protagonista da segunda surpresa ao exibir um espanhol fluente o suficiente para desfilar piadas inteiras para o público chileno. Este por sua vez era uma surpresa ainda maior – já que a faixa etária do local não ultrapassava os 18 anos. O público do Arctic Monkeys no Chile era muito mais novo que a própria banda e a tratava com uma reverência religiosa, erguendo câmeras e celulares para registrar poucos frames daquele momento de catarse coletiva.

Calcado no disco do ano passado, o show é um desfile quase integral dos hits do disco preto e seu palco é ornado com globos de discoteca à frente de um enorme neon que reproduzia a onda de frequência que estampa a capa de AM. A iluminação e a disposição dos instrumentistas no palco deixava Alex Turner claramente no olho do furacão, com o baixista Nick O’Malley, o guitarrista Jamie Cook e o baterista Matt Helders assumindo algum protagonismo em certos vocais de apoio ou solos de seus instrumentos. A estrela da noite é o vocalista da banda, sua principal força-motriz, que domina o público enquanto canta suas baladas roqueiras. O show começa logo após de uma versão instrumental para uma nada acidental “Are You Lonesome Tonight?” e abre com três mísseis do disco do ano passado: “Do I Wanna Know?” já estabelece o clima pesaroso e grave da noite, acompanhado pelos fãs cantando o riff da música – uma tradição do rock latino. Mas basta Alex começar a cantar para nos lembrar que estamos em frente a um ídolo juvenil – e a imensa massa de vozes de adolescentes grita nos intervalos das letras de todas as músicas. O refrão da primeira faixa – “crawling back to you…” – é cantado como o refrão de uma missa. Mas qualquer ar messiânico ou clima religioso é deixado para trás a cada vez que Alex aponta para o público ou desvia o olhar como se estivesse desinteressado.

“Snap Out of It” segue cantada em uníssono pelo público, mas flutua no éter, numa câmera lenta lynchiana que pouco lembra a dinâmica pontiaguda da versão do disco. É no meio da faixa que o vocalista pela primeira vez interage com o público, arriscando algumas palavras em espanhol. De blaser azul e um topete impecavelmente engomado, Turner já não é mais o rebelde à James Dean que parecia encarnar há dois anos. Há uma segurança adulta, um ar de crooner e uma empáfia como se fosse um gângster júnior – quando larga a guitarra para cantar “Arabella” segurando apenas o microfone e seu cabo, ele caminha como um Chris Moltisanti dos Sopranos ou o Ray Liotta em Goodfellas: cheio de si, cercado por amigos de confiança, ele é o dono do pedaço, o rei da noite, um conceito de popstar bem diferente daquele que nos acostumamos a ver. Como se Elvis não tivesse engordado na fase Las Vegas e fosse o rei de lá até hoje, uma espécie de Frank Sinatra do rock. E isso é mais desconcertante quando lembramos que o sujeito é inglês. Antes da faixa acabar ele retoma a guitarra como se estivesse apenas experimentando a vida sem seu instrumento nativo.

E emenda uma sequência de hits de discos passados que começou com uma acelerada “Brianstorm”, passou pela lenta “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” (com direito à coreografia discreta de macarena quando a canção é citada), uma versão quase latinizada para “Dancing Shoes” e “Teddy Picker” emendada com “Crying Lightning”. Depois foi a vez de voltar a AM com “No. 1 Party Anthem” protagonizando um dos momentos mágicos do show, quando o público tirou seu celulares para acender lanternas para o alto enquanto balançava os braços para acompanhar a balada. Não havia a referência do isqueiro aceso dos anos 70 para aqueles adolescentes, não era citação nem ironia, simplesmente a vontade de fazer parte de um instante apaixonado com milhares de fãs ao redor. E assim a Movistar Arena se iluminou como um céu estrelado, transformando-se num enorme bailinho dos anos 50. “Knee Socks” aproveitou-se do transe para impor seu ritmo marcial e a costura de guitarras em outro grande momento do show.

“All My Own Stunts” abriu outra sequência de músicas do passado e Alex deixou o blaser de lado, chamando devagar o hit “I Bet You Look Good on the Dancefloor”, que ligou o público na tomada, deixando-o em ponto de bala para “Library Pictures”, quando Turner provocou o público, chamando o “Chi, Chi, Chi!” da torcida de futebol para que este repondesse com “le, le, le!”. Daí para o final foi uma série imbatível de clássicos modernos, começando com a irresistível “Why’d You Only Call Me When You’re High?”, passando pelo hino “Fluorescent Adolescent” e terminando a primeira parte do show com a reverente “505”, uma música que parece sintetizar essa fase adulta vivida atualmente pela banda.

O bis é o suprassumo do disco do ano passado e começa com a forte “One for the Road”, passa pela apaixonante “I Wanna Be Yours” (e em outro momento mágico da noite, os holofotes apontam para os globos de discoteca, transformando o ginásio em uma casa noturna dos sonhos) e termina com os golpes de machado desferidos no riff de “R U Mine?”, todas convocando o público para cantar em uníssono e desprender-se naquele universo frio e escuro do disco de 2013.

As luzes se acenderam e Joe Cocker começa a cantar “With a Little Help from My Friends” nas caixas de som, provocando um efeito dúbio, pois não sabemos se estamos vivendo um momento clássico como o Woodstock que registrou a versão definitiva para a música dos Beatles ou se acordamos de um flashback de um passado que não vivemos, como o Kevin Arnold de Anos Incríveis. Uma noite memorável, um dos grandes shows do ano, uma das grandes bandas deste século.

Abaixo os vídeos que fiz do show.

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Reabrimos nossos trabalhos na sexta passada com uma noite memorável, mas as Noites Trabalho Sujo não podem parar! Nesta sexta, dia 14, quem assume a coordenação da pista é o divo Danilo Cabral, que recebe os compadres André Palugan e Guto Nunes para ir da funzeira ao indie rock passando pelo rock clássico, muitas doses de música brasileira e dance music pra fazer a mulherada dançar até o chão. Nomes para lista de desconto através do email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h, sem falta! Vai ser imperdível, se prepare!

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo + Palugan + Guto
Com Danilo Cabral, André Palugan e Guto Nunes
Sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

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Não vou no show de hoje, mas não me impede celebrar a vinda dos macacos ingleses pra América do Sul.

Arctic Monkeys – “Brianstorm”
Arctic Monkeys – “Do I Want to Know?”
Arctic Monkeys – “She’s Thunderstorms”
Arctic Monkeys – “Crying Lightning”
Arctic Monkeys – “Fluorescent Adolescent”
Arctic Monkeys – “Library Pictures”
Arctic Monkeys – “The View From The Afternoon”
Arctic Monkeys – “Potion Approaching”
Arctic Monkeys – “Fake Tales Of San Fransisco”
Arctic Monkeys – “R U Mine?”
Arctic Monkeys – “Dancing Shoes”
Arctic Monkeys – “Teddy Picker”
Arctic Monkeys – “Dangerous Animals”
Arctic Monkeys – “One For The Road”
Arctic Monkeys – “Dance Little Liar”
Arctic Monkeys – “Why’d You Only Call Me When You’re High?”
Arctic Monkeys – “Cornerstone”
Arctic Monkeys – “Mad Sounds”
Arctic Monkeys – “505”
Arctic Monkeys – “I Wanna Be Yours”

“You call the shots, babe…”

asimov

“Eles certamente não são desconhecidos, mas é um conjunto de livros que acho que todos se beneficiariam de sua leitura”, explicou o produtor e roteirista Jonathan Nolan em entrevista ao site Indiewire, referindo-se a um dos maiores clássicos da ficção científica, a trilogia Fundação, escrita por Isaac Asimov. O site Wrap confirmou que o irmão de Christopher Nolan, que já está desenvolvendo um remake para o clássico robô Westworld, de Micharl Crichton, junto à HBO, irá transformar a saga de Asimov em seriado através da grife da emissora. Fundação quase foi adaptado há alguns anos, quando a Sony incumbiu Roland Emmerich de tentar transformar em filme a história do psicohistoriador Hari Seldon que prevê a decadência do Império Galático e o início de uma era de trevas de 30 mil anos e refugia-se com outros artistas, intelectuais e engenheiros no planeta Terminus, para tentar criar uma sociedade que sobreviva a um futuro nada otimista.

cometa-som

E uma das primeiras descobertas da Missão Rosetta foi uma série de ondas transmitidas pelo cometa Churyumov-Gerasimenko numa freqüência inaudível para seres humanos, mas que se sintonizada dentro do espectro de nossa audição, soa como uma canção:

É isso aí, o cometa está cantando enquanto viaja pelo espaço. Quem esperava por essa?

Marion-Cotillard-Snapshot-in-LA

A carreira musical bissexta da atriz Marion Cotillard é irresistível e conta agora com mais uma jóia em sua coroa – a deliciosa “Snapshot in LA”, produzida pelo Joseph Mount do Metronomy num clipe feito em parceria com a revista i-D e a grife Dior. O clipe, que começa contemplativo e blase à californiana, engana à primeira vista, antes de cair no sobrenatural…

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Depois de chegar ao topo do pop em 2014, Taylor Swift enfrenta o maior desafio de sua carreira: continuar lá em cima. Mas a hitmaker vem tirando tanta onda com o sucesso que, pelo jeito, não vai ser difícil pra ela. Vê só essa versão para “Blank Space” gravada com o apresentador da BBC Greg James…