
Essa música nova da Azealia Banks (“Chasing Time”) é boa, mas tem um quê de Swing Out Sister e outro de C+C Music Factory, lembrando aquele final dos anos 80 quando não se fazia muita distinção entre o que era house music, hip hop ou R&B. É um bom rumo.

Sem lançar nada há quase uma década, o Fugazi ressurge das cinzas com uma relíquia de 26 anos de idade – a Dischord vai lançar a primeira demo da banda, gravada em 1988, em CD e LP. E, melhor ainda, colocou todo First Demo em streaming em sua conta do Soundcloud, saca só:
O lançamento marca a fase final das Fugazi Live Series. O projeto para catalogar TODOS os mais de mil shows que o Fugazi fez entre 1987 e 2003 virou um site no início do ano passado e aos poucos o áudio de todos os shows estão sendo colocados para download gratuito (no esquema “pague o que quiser”). Dá uma sacada no site, é de tirar o fôlego só de ver a quantidade de material disponível.
Além disso, First Demo abre uma nova fase no capítulo das vendas dos registros em disco, afinal de contas toda banda tem seu pequeno acervo de gravações demo até a música chegar a um formato final.
Se eu que nem sou tão fã dos caras assim achei o material foda, imagina o povo que é megafã…

É o Gene Kelly num clássico do cinema ou apenas um maluco sem ter o que fazer?
Circulandô!

Eis o vídeo para o épico free jazz que David Bowie lançou há pouco mais de um mês como parte de sua próxima coletânea, Nothing Has Changed, que será lançada na semana que vem. Noir e tenso como a canção gravada com a Maria Schneider Orchestra, o clipe confronta becos e vielas londrinos e nova-iorquinos e alterna este cenário com projeções da gravação da música, numa versão mais enxuta da faixa original, que tinha quase oito minutos.

Quem curte ficar reeditando filmes é Steven Soderbergh, que diz ter abandonado a direção no cinema, mas segue tocando vários projetos por aí. Um deles é seu próprio blog, em que ele de vez em quando desova rascunhos como uma versão que superpõe os dois Psicoses – o original de Hitchcock e o cover de Gus Van Sant. O filme está inteirinho superposto no site do diretor, mas se você quiser ter uma idéia do resultado indo direto ao ponto basta ver a cena abaixo, uma das únicas em que ele permite que a cor da versão de Gus Van Sant “vaze” para o mashup, todo feito em preto e branco.
Outro experimento foi realizado com o primeiro filme da série Indiana Jones, Os Caçadores da Arca Perdida. Soderbergh tirou o som e a cor do filme apenas para enfatizar a beleza e a inteligência da direção de Spielberg, que funciona mesmo sem esses elementos. Para deixar as coisas ainda mais estranhas, ele ainda colocou como trilha sonora músicas compostas por Trent Reznor, o trilheiro oficial de David Fincher, que também responde pelo nome de Nine Inch Nails. Dá uma sacada no site dele pra ver como ficou. Fico imaginando se a arte do futuro não vai ser toda assim: postada discretamente em sites para ser descoberta aos poucos, em camadas…

E o Iron Maiden também está surfando na onda do vinil – e desde o início do semestre vem relançando sua fase clássica – entre 1980 e 1988 – em reedições caprichadas. Além de todos os oito primeiros LPs que formam o principal corpo de sua obra (Iron Maiden, Killers, The Number Of The Beast, Piece of Mind, Powerslave, Live After Death, Somewhere in Time e Seventh Son of a Seventh Son), as versões em compacto dos singles que lançaram no mesmo período (veja quais abaixo) também estão sendo relançadas em vinil. O grupo descolou dois vídeos que contam como foi o processo de adaptação das capas e de passar o áudio original de volta ao vinil que são bem básicos pra quem é fã da banda:
E estes são todos os singles que estão sendo relançados pela banda:
“Running Free” / “Burning Ambition”
“Sanctuary” / “Drifter” e “I’ve Got The Fire” (ambas ao vivo)
“Women In Uniform” / “Invasion”
“Twilight Zone” / “Wrathchild”
“Purgatory” / “Genghis Khan”
“Run To The Hills” / “Total Eclipse”
“The Number Of The Beast” / “Remember Tomorrow” (ao vivo)
“Flight Of Icarus” / “I’ve Got The Fire”
“The Trooper” / “Cross-Eyed Mary”
“2 Minutes To Midnight” / “Rainbow’s Gold”
“Aces High” / “King Of Twilight”
“Running Free” (ao vivo) / “Sanctuary” (ao vivo)
“Run To The Hills (ao vivo) / “Phantom Of The Opera” (ao vivo)
“Wasted Years” / “Reach Out”
“Stranger In A Strange Land” / “That Girl”
“Can I Play With Madness” / “Black Bart Blues”
“The Evil That Men Do” / “Prowler ‘88”
“The Clairvoyant” / “The Prisoner” (ao vivo)
“Infinite Dreams” (ao vivo) / “Killers” (ao vivo)

Semana que vem pinta uma nova trilha sonora para o Grand Theft Auto V e entre as músicas inéditas está esse experimento chamado “Runaway”, em que o Jamie Lidell mexe com graves e grooves mais pesados do que os que ele está acostumado a lidar, soando mais gangsta que o esperado. Ficou bom, mas… será que ele vai continuar nessa linha?

Outro vídeo do Les Sins, projeto paralelo do Chaz “Toro y Moi” Bundick que tem um pézinho a mais na dance music que seu trabalho original. Desta vez a deliciosa “Why?” é quem vem pro holofote, ganhando um clipe meio psicodélico oitentista que é a cara desse novo disco…

18 anos recém-completos (no último dia 7), Lorde segue surfando sua boa onda. A novidade desta vez é a incrível versão em câmera lenta que ela fez ao vivo na BBC para a grudenta “Don’t Tell ‘Em”, do Jeremih. Se você não conhece o original, dá uma sacada antes:
Agora vê o que a pequena neozelandesa fez com a música…
Não é fraca não…

E Lykke Li visitou o hit de Drake “Hold On, We’re Going Home” em sua apresentação no Hammersmith Apollo londrino nesta quinta-feira. Ficou demais…
Uma das minhas versões favoritas desse hit é a do Arctic Monkeys, vocês já devem ter ouvido…