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Curadoria

Conheci a baiana Paula Cavalcante quando ela estava prestes a lançar seu primeiro EP no final do ano passado e de lá pra cá acompanhei a evolução de seu trabalho solo instrumental, Corpo Expandido, em que ela cria paisagens áridas e ambiências ambivalentes apenas com seu violão. Do lançamento de Entre Ruínas e Devaneios ao recente A Cor do Fim, ela foi descobrindo-se como autora musical ao mesmo tempo em que conciliava este novo trabalho com sua história na fotografia e é esse o ponto de partida do espetáculo que apresenta nesta terça-feira no Centro da Terra. Em Imagem Sonora ela apresenta seus transes instrumentais ao mesmo tempo em que explicita suas referências musicais, que vão de trilhas sonoras de filmes brasileiros ao free jazz. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Convidado para assumir as segundas-feiras de outubro no Centro da Terra, o cantor, compositor e guitarrista Fernando Catatau inventou Frita – uma série de encontros com velhos e novos compadres e comadres através de apresentações ao vivo em que visita composições que ainda não saíram da gaveta, engrena novas parcerias e revisita velhas canções com novas roupagens. Nas próximas semanas, ele se encontra com Juçara Marçal, Edson Van Gogh, Jadsa, Mateus Fazeno Rock, Yma e Anna Vis em apresentações feitas para o palco do teatro do Sumaré – e a temporada começa nesta segunda, dia 10, com o encontro entre Catatau e Kiko Dinucci, numa noite que reúne dois dos maiores nomes da música brasileira contemporânea. Os ingressos podem ser comprados neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

Dose dupla de Alzira E no Centro da Terra. Nesta terça-feira recebemos o Corte, banda que ela lidera ao lado de integrantes do grupo Bixiga 70, quando apresenta músicas novas de seu próximo álbum – e também aproveita para repassar momentos de sua carreira solo. No dia seguinte, na quarta-feira, será exibido também no teatro o excelente documentário Aquilo Que Nunca Perdi, dirigido por Marina Thomé, que conta, de forma afetiva, a impressionante carreira desta mulher. Quem assistir ao show da terça-feira não paga para ver o documentário no dia seguinte – e as duas apresentações começam pontualmente às 20h e podem ter seus ingressos comprados antecipadamente aqui e aqui.

Vamos começar mais uma viagem por universos diferentes da música brasileira, quando outubro chegar para dar início a uma nova fase de nossas vidas. A primeira segunda do mês (que tem cinco segundas-feiras) ainda faz parte da temporada do selo Matraca, quando Lau e Eu encerra a leva de apresentações Tempo Presente, e a partir da outra segunda, dia 10, começamos a temporada em que Fernando Catatau convida compadres e comadres para shows únicos a partir de encontros inéditos – sua temporada, batizada apenas de Frita, conta com quatro noites que prometem ser históricas: na primeira, dia 10, ele recebe Kiko Dinucci; na outra, dia 17, é a vez de Juçara Marçal; no dia 24, ele convidou Anna Vis para dividir o palco, e na última, dia 31, é vez de ele receber Yma e Edson Van Gogh, guitarrista dos Garotos Solventes que acompanham de Jonnata Doll. Como se isso fosse pouco, a primeira terça do mês, dia 4, é com a banda Corte, liderada por Alzira E, que fez uma apresentação especial para o teatro a partir do documentário Aquilo Que Nunca Perdi, que Marina Thomé fez sobre sua história – e quem for ao show na terça pode assistir ao documentário de graça na quarta-feira, dia 5, no próprio Centro da Terra. No dia 11 de outubro é a vez da baiana Paula Cavalcante mostrar seu projeto acústico Corpo Expandido pela primeira vez em São Paulo ao mesmo tempo em que prepara o lançamento de seu primeiro álbum. No dia 18 de outubro recebemos, diretamente de Portugal, o carioca Ricardo Dias Gomes, integrante da banda Do Amor, que chega à cidade para apresentar um espetáculo solo motivado pelo momento em que o Brasil está atravessando, e no final do mês, dia 25, é a vez da irresistível banda Eiras e Beiras mostrar todo seu encanto no pequeno palco do Sumaré. Noites mágicas para inaugurar uma nova fase – garanta seus ingressos antecipadamente neste link.

Na última terça-feira de setembro, quem sobe ao palco do Centro da Terra é a cantora e instrumentista Marina Marchi, que apresenta composições próprias e versões para músicas alheias no espetáculo Entreaberta, que faz com o quarteto que leva seu nome, em que ela, além de cantar, toca violão e guitarra, acompanhada de Danilo Silva na guitarra, Caio Pamplona no contrabaixo e Vicente Pizzu na bateria. Seu repertório é influenciado por jazz e música brasileira e além de suas próprias composições, ela também toca músicas de Milton Nascimento, Joyce, Tom Jobim e Herbie Hancock, entre outros. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Ina é mais uma artista com quem estava conversando antes da pandemia se abater sobre nós sobre a possibilidade de fazer uma apresentação no Centro da Terra – ela estava finalizando seu primeiro disco solo e querendo experimentar possibilidades no palco. De lá pra cá, seu álbum ficou pronto – Chão deve ser lançado ainda este ano – e ela fechou o espetáculo em que mostra, pela primeira vez, seu disco no palco. Com direção musical de seu companheiro João Paulo Nascimento, que também toca violão no disco e no show, ela ainda conta com a rabeca de Bruno Menegatti, as percussões de Camilo Zorilla e o baixo de Bia França para invocar este disco antes mesmo de ele ter sido lançado nesta terça-feira. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Nesta terça-feira, Bruno Schiavo tira um atraso de dois anos levando seu primeiro disco solo, A Vida Só Começou, para os palcos depois do lançamento, que aconteceu no fatídico março de 2020. Mas quando o convidei para apresentar-se no Centro da Terra, ele preferiu desconstruir o disco original em vez de simplesmente reproduzi-lo – e assim nasceu o espetáculo Espumas, Ex-Peixinhos e Eu-Te-Amos, em que ele apresenta uma versão audiovisual do disco ao lado de três novos colaboradores, a violoncelista Chica Barreta, o beatmaker e multiinstrumentista Batataboy e o produtor Bernardo Pacheco, que o ajudam a reencontrar suas canções originais a partir de outro ponto de vista. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

O baiano Uiu Lopes é quem começa os trabalhos da temporada Tempo Presente, a primeira em que um selo, no caso, o Matraca Records, realiza por quatro segundas-feiras no Centro da Terra. Uiu está prestes a lançar seu primeiro disco solo e passeia por diferentes fases da sua carreira, convidando inclusive alguns artistas com quem colabora para participações surpresa (quem conhece, já sabe), entre eles o cantor e compositor César Lacerda. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link. E na próxima segunda quem se apresenta é a banda Pelados.

Outra dívida pré-pandêmica: havia convidado a maestra e guitar heroine Lucinha Turnbull para apresentar-se no Centro da Terra há mais de dois anos, mas o coronavírus nos obrigou a adiar este encontro. Originalmente, o espetáculo teria outra formação e quando fui chamá-la para retomar os trabalhos, ela sugeriu a dobradinha que tem feito com o devoto Luiz Thunderbird num encontro de vozes e violões, com muita música e conversas sobre música. A apresentação Thunder & Turnbull acontece nesta terça-feira e começa pontualmente às 20h – e os ingressos podem ser comprados neste link.

O primeiro nome a subir no palco do Centro da Terra neste mês de setembro é outra dívida pendente desde 2020. Convidei o paranaense Giancarlo Rufatto para voltar a fazer shows no início daquele ano, quando ele ainda estava cogitando a possibilidade de voltar com uma banda, voltando a ensaiar coletivamente o que poderia ser o início de um novo disco. Aí aconteceu o que aconteceu e, recluso como todos naquele meio de semestre bizarro e ele começou a lançar suas Canções de Distanciamento Social, que o fizeram retomar os trabalhos artísticos de forma solitária. E é assim que ele finalmente chega ao palco do teatro, sozinho com sua guitarra, com apenas uma participação de um músico convidado em algumas músicas, mostrando seus Grandes Clichês, Grandes Hipérboles neste segunda-feira, a partir das 20h. Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos antecipadamente neste link.