
A cantora Anná traz sua mistura de sagrado e mundano para o Centro da Terra nesta terça-feira, com o espetáculo Deusa Diaba da Terra do Sol, em que mistura sambas de raiz, forró e experimentações dance digitais, como o funk e o piseiro, em uma apresentação que é acompanhada de Allan Gaia Pio, Wanessa Dourado e Raquel Tobias. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Mais uma segunda-feira com Sandra Coutinho no Centro da Terra e na segunda visita à Linha do Tempo Contínuo, ela expandiu seus parâmetros musicais mais uma vez, primeiro dividindo o palco com a dupla Espelho (Bernardo Pacheco grunhindo ecos e ruídos elétricos, Mariana Taques jogando seu corpo no mundo) enquanto marcava o tempo e cantava melodias com seu baixo pós-punk para, em seguida, embarcar numa viagem tribal krautrock ao lado de Rafael Crespo e Guilherme Pacola, variando novas versões de temas musicais que havia composto quando morou em Berlim. Intenso!
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Quem diria que uma camerata à paulistana iria cair tão bem numa pistinha? Na edição dessa sexta do Inferninho Trabalho Sujo a Filarmônica da Pasárgada subiu ao palco do Picles com fagote, acordeão, clarinete, percussão e laptop para seguir a risca de uma tradição criada no Lira Paulistana, citando inclusive Rumo, Itamar, Arrigo e companhia para celebrar a cultura da cidade. E depois, ah depois, eu e a Fran seguimos incendiando a pista enfileirando escolhas improváveis e certeiras, de Jonnata Doll a Olivia Rodrigo, passando por Rosalía e Snoop Dogg. E a pista só acaba porque chega uma hora o Picles acende a luz. Daqui a duas semanas tem mais…
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Mais uma noite acesa pelo fogo da música, desta vez numa sexta! Toco fogo em mais um Inferninho Trabalho Sujo ali no Picles, que começa com a apresentação da banda Filarmônica da Pasárgada, que toca por volta das 22h, seguida da minha discotecagem ao lado da comadre Francesa Ribeiro, aquecendo corações e quadris até a hora que acendem a luz! O Picles fica no número 1838 da Cardeal, no coração do maltratado bairro de Pinheiros e quem chegar antes das 21h não paga para entrar! Vamos!

O encontro de Kiko Dinucci e Lucio Maia no Centro da Terra nesta terça-feira mostrou como duas escolas musicais completamente diferentes podem se encontrar, se estranhar e se complementar numa noite de improviso que contrastou os efeitos psicodélicos e paisagens ambient desenhadas pelo guitarrista pernambucano com o violão punk e percussivo do músico de Guarulhos. Enquanto Lucio pilotava sua pedaleira que incluiu até uma inusitada talkbox, Kiko espetava seu violão rústico com pregadores de roupa, pedaços de papel e gravetos, além de cantar – seja em português ou iorubá – canções sobre bases apenas ruidosas. E ao mesmo tempo que pareciam terem vindo de planetas diferentes, se encontravam em complexas camadas de harmonia atonal e melodias esparsas. Bem foda.
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Nesta terça-feira, o palco do Centro da Terra recebe o primeiro encontro de duas lendas-vivas da guitarra elétrica brasileira, quando Lucio Maia e Kiko Dinucci se encontram no espetáculo Arquitetura do Caos. Só os dois e seus instrumentos abrem caminhos para explorar possibilidades musicais inéditas cruzando a linhagem do samba punk noise do jovem mestre de Guarulhos às acrobacias psicodélicas do mestre pernambucanno. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui.

Sandra Coutinho começou sua temporada Linha do Tempo Contínuo no Centro da Terra voltando para regiões de sua carreira que há tempos não visitava. Ela abriu a apresentação sozinha no palco para logo depois ser acompanhada do casal Edgard Scandurra e Sílvia Tape, que a ajudaram a executar temas compostos no período em que ela morou em Berlim, na Alemanha, na virada do milênio. Depois o baterista Rodrigo Saldanha juntou-se a eles, quando visitaram as composições de Maluf 111, projeto que Sandra e Edgard criaram no início dos anos 80 e fizeram apenas alguns shows, sem nunca ter gravado nenhuma daquelas composições, que ficavam em algum lugar entre o ska e a surf music numa paisagem paulistana poluída daquele período. Depois o guitarrista Tadeu Dias juntou-se ao trio para revisitar o seminal Smack, uma das principais bandas pós-punk do Brasil, que contava com Sandra e Edgard na formação original. Uma noite histórica – e foi só a primeira.
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Imensa satisfação de materializar, nas segundas-feiras de agosto, toda a diversidade musical de uma das principais cabeças da música contemporânea paulistana. A líder das Mercenárias, Sandra Coutinho, apresenta sua temporada Linha do Tempo Contínuo, mostrando as diferentes facetas de sua personalidade artística, sempre acompanhada de novos e velhos parceiros. A temporada começa neste dia 7 de agosto, quando ela mostra primeiro composições da época em que morou em Berlim (entre 1997 e 2004) e outras mais contemporâneas, ao lado de Silvia Tape e Edgard Scandurra para, em seguida, se juntar a Scandurra, Rodrigo Saldanha e Tadeu Dias para visitar temas de bandas clássicas dos anos 80, como Smack e a nunca gravada Maluf 111. No dia 14, ela vem acompanhada primeiro da dupla Espelho (formada pela dançarina Mariana Taques – dança e pelo guitarrista Bernardo Pacheco) e depois apresenta-se com Guilherme Pacola, dos Vermes do Limbo, e Rafael Crespo, guitarra do Herzegovina. No dia 21, ela primeiro divide o palco com Paula Rebellato (que toca equipamentos eletrônicos, teclado e percussão) e Mari Crestani (no saxofone), e depois volta aos tempos do AKT ao lado de Bibiana Graeff, Silvia Tape e Rodrigo Saldanha. Ela finalmente encerra sua temporada no dia 27 convocando suas Mercenárias (com Silvia Tape, Pitchu Ferraz e Edgard Scandurra) para tocar músicas do lado B da clássica banda paulistana. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já podem ser comprados antecipadamente neste link.

E o espetáculo que Laura Lavieri realizou nesta terça-feira no Centro da Terra, por mais que tivesse cânticos indígenas e mantras indianos que justificassem o título da noite (Mântrica), não ficou apenas em repetições e círculos musicais ancestrais e, auxiliada por Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas, ela invadiu o terreno da canção popular e levou essa lógica musical cíclica para clássicos de Cole Porter, Tincoãs, Radiohead, Beatles (e George solo!) e até Can, fazendo tudo correr como parte de um mesmo fluxo criativo, como por exemplo quando enfileirou a eterna “É Preciso Perdoar” com “As Esferas” de Ava Rocha e Negro Leo. Uma noite plena.
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Começamos os trabalhos de agosto no Centro da Terra com uma apresentação que Laura Lavieri criou especialmente para esta ocasião. No espetáculo Mântrica, a cantora e compositora abraça poemas circulares pelas ondas da música, trabalhando elementos que estão ligados à sua produção artística e à forma de relacionar-se com o mundo, como controle, proteção, concentração, expurgo. Nessa imersão musical e terapêutica, ela vem acompanhada dos amigos Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.