Trabalho Sujo - Home

Curadoria

Bem bonita a primeira apresentação que Desirée Marantes e Sue fizeram na abertura de sua temporada no Centro da Terra. As duas tocaram temas de suas respectivas autorias revezando-se entre os instrumentos que dominam – Desi disparando efeitos, tocando violino, synths eletrônicos e piano; Sue entre os beats e a guitarra elétrica – e abrindo espaço para as intervenções de suas convidadas de hoje: Dharma Jhaz trocando diferentes instrumentos de sopro (flautas e sax), além de rimar, e Carol Costa com suas texturas visuais projetadas enquanto elas construíam, sempre juntas, paisagens musicais que nos envolviam em uma sensação, ao mesmo tempo acolhedora e incômoda (com as estátuas de gesso que espalharam pelo teatro), com temas se entrelaçando quase sempre em longas incursões instrumentais.

Assista aqui: Continue

Que beleza poder juntar dois talentos que acompanho há um tempo para desenvolver uma temporada autoral conjunta. As produtoras e multiinstrumentistas Sue e Desirée Marantes começam sua temporada Mil Fitas nesta segunda-feira no Centro da Terra, sempre reunindo artistas para criar paisagens sonoras a partir de diferentes abordagens. Nesta primeira segunda, dia 5, as duas mostram suas composições solo ao lado das também multiartistas Dharma Jhaz e Carol Costa. Na próxima, dia 12, elas recriam a garagem da Desirée, que também é um estúdio, com as participações dos vizinhos Carabobina (o casal Alejandra Luciani e Rafael Vaz) e de Fer Koppe, quando Sue assume as projeções da noite. Na terceira segunda mês, elas reúnem a Mudas de Marte Improvise Orquestra trabalhando o conceito de improviso conduzido com uma galera da pesada Ricardo Pereira, Romulo Alexis, Bernardo Pacheco, Natasha Xavier, Guilherme Peluci, Kiko Dinucci, Paola Ribeiro, Sarine, Gylez, entre outros a confirmar. A temporada termina dia 26, quando as duas tocam ao lado da banda Ema Stoned, da produtora e musicista Saskia e o do guitarrista dos Boogarins Dinho Almeida. As apresentações começam pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados por este link.

Encerrando a programação do Centro da Terra em maio, nesta quarta-feira exibiremos mais um filme graças à parceria com o festival de documentários In Edit, cuja 15ª edição acontece no mês que vem. E o objeto deste longa de 2013 é o artista que o batiza: o filme de Marco Abujamra disseca a importância deste símbolo do século 20 no Brasil – autor, dramaturgo, compositor e ator, ele vive na cabeça de milhões de brasileiros graças às canções que compôs – sem que muitos nem sequer saibam quem é seu autor. O filme reúne depoimentos de velhos compadres e comadres como Lima Duarte, Beth Mendes, Nelson Sargento, Gracyndo Jr., Tony Ramos e Maria Beltrão, além de versões de poemas do autor musicadas por Lenine e Arnaldo Antunes. O filme começa a ser exibido a partir das 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Debutante

Casa lotada para assistir à primeira apresentação solo de Manuela Pereira, que misturou dramas da adolescência com o fato de ter participado de um reality show com canções que pintavam à medida em que as cenas surgiam. Epifanias Noturnas – O Show é, na prática, uma peça musical em que a atriz destila seus medos e inseguranças usando canções como veículo, com uma trilha sonora hábil para entretê-la no palco – ao mesmo tempo em que ela conecta-se com o público através da música. Tomara que entre logo em cartaz.

Assista aqui. Continue

E nesta última terça-feira de maio, quem encerra as atrações musicais no Centro da Terra é Manuela Pereira, com seu Epifanias Noturnas – O Show. A filha de Maurício Pereira já vinha desenvolvendo este quadro em sua conta no Instagram, sempre tratando questões que afligem uma jovem artista a partir de canções que puxava sozinha e desenvolveu com a amiga Helena Fraga uma apresentação para levar suas Epifanias Noturnas para o palco. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

Fim do sonho

Encerrando sua temporada Decantar e Decompor no Centro da Terra, Lulina já anunciou que irá reunir as músicas improvisadas pelo tecladista Chiquinho Moreira quando fez os agradecimentos nas quatro segundas-feiras que formaram esta obra em movimento, transformando-as em um EP que marcará este maio de 2023, que viu seu retorno aos palcos depois do período pandêmico com uma banda dos sonhos – além de Chiquinho, o grupo contava com Hurso Ambrifi, Katu Haí, Lucca Simões e Bianca Predieri (esta infelizmente não pode comparecer para encerrar a safra de shows nesta última apresentação). Nesta quarta segunda, Lu convidou Felipe S, vocalista do grupo Mombojó e conterrâneo de bairro da cantora no Recife, com quem dividiu o vocal por duas canções, além de fazer dois duetos com Hurso, baixista e diretor musical desta nova fase, que chegou ao fim com doses de cachaça que a cantora levou para esquentar a despedida.

Assista aqui. Continue

Mais uma quarta-feira no cinema no Centro da Terra para assistir à história de mais um grande personagem da nossa música, graças à parceria que fizemos com o festival de documentários In Edit. Desta vez, o foco fica em uma das maiores compositoras e instrumentistas brasileiras, Léa Freire, que comumente é deixada em segundo plano pelo simples fato de ser mulher – mesmo que esteja no mesmo patamar de nomes como Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim e Hermeto Pascoal. O filme A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinsk, tenta reparar esse erro histórico e joga luz em uma biografia desconhecida para a maioria dos brasileiros, até de quem conhece bem a música do país. O filme começa a ser exibido a partir das 20h, os ingressos podem ser comprados neste link e o trailer pode ser visto abaixo.

Assista ao trailer: Continue

Que beleza a estreia do Risco Quarteto, que aconteceu nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando as quatro instrumentistas colocaram seu projeto em pé no espetáculo Cor da Corda. Transitando por um repertório tão tradicional quanto contemporâneo (equilibrando composições próprias com arranjos específicos feitos para canções de Zequinha de Abreu, Léa Freire, Luiz Gonzaga e Zé Gramani, entre outros), Mathilde Fillat, Mica Marcondes, Érica Navarro e Carla Raiza transitaram entre o formato tradicional do quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo) a variações deste com a inserção de diferentes rabecas, explorando texturas musicais que conversam com as canções que escolheram para apresentar. O grupo ainda contou com a colaboração de Marcelo Segreto (da Filarmônica de Pasárgada), com quem as quatro gravaram um disco de quarteto de cordas, violão e voz que será lançado no ano que vem, e da baterista Priscila Brigante, cuja participação, a princípio inusitada (o que uma bateria faria num quarteto de cordas?), funcionou lindamente. Uma vez que o barco saiu do porto, agora é ver este quarteto singrar pelos palcos da música. Vida longa!

Assista aqui. Continue

É um prazer receber o Risco Quarteto no Centro da Terra, que apresenta-se nesta terça-feira, mostrando seu espetáculo Cor da Corda, uma experiência a partir do formato tradicional do quarteto de cordas que mistura música erudita a popular e traz instrumentos como a rabeca para esta formação. Tocando composições próprias, tradicionais e contemporâneas de nomes como Zequinha de Abreu, Léa Freire, Luizinho Duarte, Luiz Gonzaga e Zé Gramani, Mathilde Fillat (violino e rabeca), Mica Marcondes (violino e rabeca), Érica Navarro (violoncelo, rabeca e violão) e Carla Raiza (viola e rabeca) recebem convidados como Marcelo Segreto (da Filarmônica de Pasárgada, que cantará e tocará violão) e a baterista Priscila Brigante, além da luz de Camille Laurent e as máscaras de crochê de Jamille Queiroz, criadas para o espetáculo. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados por este link.

Afiando cada vez mais a formação que montou para sua temporada Decantar e Decompor no Centro da Terra, Lulina abriu mais uma segunda-feira no teatro do Sumaré mostrando a eficácia melódica esperta que construiu ao lado de seu parceiro, o baixista e maestro Hurso Ambrifi, reunindo dois sintetizadores (um tocado por Chiquinho Moreira, do Mombojó, e o outro por Katu Haí, que também reveza-se entre a flauta transversal e o trompete), baixo, bateria (de timbres analógicos e digitais, disparados por Bianca Predieri) e pelas notas delicadas da guitarra de Lucca Simões. Esta formação consegue criar uma sonoridade que ecoa o minimalismo de bandas alternativas americanas e europeias favoritas do grupo (dá pra ouvir Yo La Tengo, Stereolab, Durutti Column, Pato Fu, Galaxie 500, Brian Eno, Saint Etienne, Flaming Lips, Belle & Sebastian, Charlotte Gainsbourg e Beta Band) atreladas a uma escola da canção brasileira escolhida por Lulina (que mistura os lados cronistas de Caetano Veloso, Jorge Ben e Gilberto Gil com o experimentalismo lírico de Tom Zé, Walter Franco, Pato Fu e Fellini). Tudo deixando-a cada vez mais à vontade – inclusive para tocar músicas sem a guitarra, algo raro -, como quando convidou o velho parceiro Rômulo Froes para tocar, pela primeira vez no palco, duas canções que trabalharam juntos há mais de dez anos. “A gente é da velha guarda indie”, brinco o paulistano. “Resistência indie!”, comemorou a dona da noite, que encerra sua temporada na próxima segunda, quando convida Felipe S. – e anunciou alguns convidados a mais, surpresa…

Assista aqui: Continue