Trabalho Sujo - Home

Curadoria

Encerrando as comemorações dos 28 anos do Trabalho Sujo, o último Inferninho Trabalho Sujo deste novembro mágico acontece nesta quinta-feira, quando mais uma vez Thiago França traz a fina esculhambação de seu Xepa Sounds para o sobrado interdimensional que abre novas dimensões no meio do canteiro de obras que muitos conhecem como bairro de Pinheiros. Antes da Xepa quem toca é o André Prando e depois dela eu e a Fran derretemos a pista com aqueles hits que você conhece – e outros tantos que você nunca imaginou ouvir no Picles! O Inferninho acontece no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde e a noite vai até…

Chegando aos finalmentes do ano, vamos à época mais curta de shows no Centro da Terra pois temos apenas duas semanas de atividades no teatro. Isso, no entanto, não diminui a importância das apresentações, muito pelo contrário. Em vez de termos as temporadas nas segundas-feiras, são cinco espetáculos de quatro artistas que acabam funcionando como conclusão desse ano intenso que todos tivemos. O mês começa dia 5, com a estreia paulistana do espetáculo Andarilho Urbano, de Tatá Aeroplano, que sobe sozinho no palco para voltar em canções de diferentes fases de sua carreira e contar suas histórias. Depois, dias 6 e 7, temos ninguém menos que Arrigo Barnabé no palco do Centro da Terra fazendo sua homenagem a Itamar Assumpção no espetáculo Arrigo visita Itamar. Na segunda seguinte, dia 11, Caçapa começa a sair da toca e mostra suas novas composições na apresentação Eletrodinâmica e o ano encerra com o espetáculo PSSP apresentando pela Filarmônica de Passárgada. Nossas noites começam sempre às 20h e os ingressos para as apresentações podem ser comprados neste link.

Num outro patamar

Bruno Berle apresentou seu disco de estreia, No Reino dos Afetos, pela primeira vez na íntegra, convidando amigos músicos e compositores que fizeram parte deste processo quando ainda morava em Maceió. Ao seu lado, dividindo-se entre diferentes instrumentos e formações estavam Marina Nemésio, João Menezes, Batataboy e Phylipe Nunes Araújo, seus conterrâneos, que revezavam-se entre piano, guitarra, violão, MPC, percussão e baixo elétrico para elevar para outro patamar um disco gravado com poucos recursos e que fez seu autor um nome tão reconhecido, a ponto de lotar o Centro da Terra.

Assista abaixo: Continue

Encerrando a programação de música de novembro no Centro da Terra vem o alagoano Bruno Berle mostrar seu disco de estreia No Reino dos Afetos na íntegra pela primeira vez ao vivo, tocando inclusive músicas que não apresenta em seus shows. Esta apresentação ainda conta com vários artistas e produtores que o ajudaram a fazer esse disco, como Batataboy, Oriana Perez, Phylipe Nunes Araújo, Marina Nemesio e Santiago Perlingeiro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

Na terceira noite de sua temporada Prémistura no Centro da Terra, Chicão Montorfano adentrou em suas raízes progressivas e invocou o espírito prog para o teatro, reforçando a seriedade do gênero. A noite começou com o grupo formado por Marcela Sgavioli, Gabriel Falcão, André Bordinhon, Fernando Junqueira e Filipe Wesley puxando a clássica “Armina” do seminal disco A Matança do Porco, do grupo Som Imaginário, que completa 50 anos em 2023, e que Chicão aproveitou para misturar lindamente com a música de abertura de seu primeiro disco solo, Mistura, que lança ainda em dezembro. Além de chamar Marcela para três canções de seu segundo disco (o cara nem lançou o primeiro e já tem o segundo pronto) apenas no formato voz e violão – e depois, piano – para finalizar a apresentação tocando dois clássicos extensos do prog mais clássico: “Starless” do King Crimson e “Closer to the Edge” do Yes. Foi de cair o queixo.

Assista aqui: Continue

Maior satisfação anunciar a primeira apresentação do supergrupo Ondas de Calor nesta quarta-feira no Centro da Terra. Formado por músicos cearenses que, além de tocar com vários nomes da cena independente brasileira, se reuniram como a banda de apoio da cantora Soledad, os cearenses Davi Serrano (voz, guitarra, baixo e teclas), Xavier (voz, bateria, baixo e guitarra) e Igor Caracas (voz, bateria e guitarra) e o sergipano Allen Alencar (voz, guitarra, baixo e teclas) transformaram-se em uma banda para mostrar suas composições solo como um grupo e nesta apresentação de estreia, que batizaram de Calor e Desordem, contam com as participações das cantoras Anais Sylla e Julia Valiengo e a iluminação de Camille Laurent. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Vôo cego

O paraibano Vieira encarou sozinho o público do Centro da Terra nesta terça-feira, ao enveredar por sua Crise dos 20 ao mesmo tempo em que mostrou músicas inéditas. Revezando-se entre a guitarra e o violão, ele soltou sua voz cantando impasses dolorosos e vôos cegos que combinavam tanto com o fato de ele não estar conseguindo enxergar a audiência (é míope e havia quebrado seus óculos) quanto com a versão que fez para um clássico de sua conterrânea Cátia de França, no “Coito das Araras”.

Assista aqui: Continue

Temos o prazer de apresentar nesta terça-feira, no Centro da Terra, o trabalho do paraibano Vieira, que já colaborou com os Boogarins, Giovani Cidreira e Bixarte e mostra as belas canções de sua Crise dos 20 no palco do teatro do Sumaré. O espetáculo começa pontualmente às oito da noite e ainda há ingressos à venda neste link.

O segundo show de Luiza Villa celebrando os 80 anos de Joni Mitchell foi mais à vontade que a primeira apresentação e mesmo o peso de tocar no Blue Note não intimidou a cantora e seu grupo, todos mais livres e confortáveis após a inevitável tensão da primeira noite. Todos os músicos tiveram seus momentos de destaque, mas Luiza especificamente deixou o público à sua disposição, passando por cima de eventuais percalços com muita graça e desenvoltura, como quando não lembrou do início de “Hissing of Summer Lawns”, música em que não toca nem violão ou guitarra e deixa completamente solto seu principal instrumento: sua voz. Foi demais.

Assista aqui: Continue

E lá vamos nós para mais uma sessão de celebração da vida e obra de uma das maiores compositoras do século 20. Joni Mitchell completa 80 anos neste mês de novembro e Luiza Villa mais uma vez faz sua homenagem à mestra, acompanhada de sua fiel banda: Pedro Abujamra nas teclas, João Pedro Ferrari no baixo, Tomé Antunes na guitarra e violão e Tommy Coelho na bateria. O espetáculo Both Sides Now desta vez acontece no Blue Note São Paulo (Av. Paulista, 2073, com entrada pelo Conjunto Nacional) neste domingo, às 19h, e ainda há ingressos disponíveis.