
Volto de mais uma temporada candanga justamente para iniciar a celebração de um dos grandes heróis do cerrado no palco do Centro da Terra, quando o mestre Gabriel Thomaz assume sua temporada nas segundas-feiras de agosto fazendo uma verdadeira jornada em sua própria história. São quatro noites dedicadas a momentos diferentes de sua carreira. Na primeira segunda, dia 5, ele mostra a nova encarnação de seu grupo mais conhecido, o grupo Autoramas, que repassa seus grandes sucessos, inclusive festejando o aniversário de um quarto de século de seu primeiro disco, Stress, Depressão e Síndrome de Pânico. Na segunda noite, dia 12, ele mostra seu trabalho solo que assina como Multi-Homem para, na outra semana, dia 19, visitar o grupo que lhe colocou no mapa da música brasileira, quando repassa o repertório do mitológico Little Quail & The Mad Birds no ano em que o primeiro disco do trio comemora três décadas de existência. E como nem tudo é passado, Gabriel encerra a temporada no dia 26, quando mostra sua novidade deste ano, ao apresentar a versão infantil de sua banda principal, que batizou de Autoraminhas. Vai ser quente! E não custa lembrar que os espetáculos do Centro da Terra começam sempre pontualmente às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do teatro.
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Agosto começa agora e essa é a programação de música do Centro da Terra no mês do cachorro louco. Quem toma conta das segundas-feiras é o conterrâneo Gabriel Thomaz, que assina a temporada do mês com seus inúmeros projetos – dos Autoramas a uma volta ao Little Quail, passando por algumas surpresas. Às terças-feiras, temos primeiro, no dia 6, a cearense Soledad retoma sua carreira depois de um período longe dos palcos e aponta para seu futuro próximo. No dia 13 é a vez de Ana Spalter mostrar o início de seu primeiro disco solo, que ainda está sendo gravado, no palco do Sumaré. Dia 20 temos a estreia nos palcos da carreira solo de Olívia Munhoz, mais conhecida como uma das melhores iluminadoras de música do Brasil, que mostra suas composições ao lado de um grupo da pesada. E no dia 27 é a vez de Paola Ribeiro mostra a força de sua voz ao mesmo tempo em que começa a mostrar seu primeiro trabalho autoral. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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Maravilhosa a apresentação que o grupo Música de Montagem fez nesta terça-feira, encerrando a programação de música de julho no Centro da Terra. Liderado pelo professor Sergio Molina, que salta do violão para o piano em quase todas as músicas, regendo o resto do grupo enquanto faz os vocais, o grupo conta com um time de instrumentistas que reúne características quase antagônicas quando falamos de música: concisão e exuberância. Todos eles – da baterista Priscila Brigante à baixista Clara Bastos, passando pelo guitarrista Vitor Ishida e pela voz e presença da fantástica Xofan – dominam tanto seus instrumentos quanto têm plena noção de exibir seu virtuosismo apenas em momentos específicos, preferindo manter a coesão das canções, que passeiam por territórios espinhosos sem nunca perder a ênfase no pop. A presença dos dois convidados da noite – a elegante Ana Deriggi e o apaixonante Rubi – só aumentaram o sarrafo de uma apresentação para ser aplaudida de pé. Excelente!
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E chegamos à última apresentação musical de julho no Centro da Terra quando, nesta terça-feira, o grupo Música de Montagem apresenta o espetáculo O Grito no Escuro. O grupo, liderado pelo professor Sérgio Molina, ainda conta com Clara Bastos (contrabaixo e pedais), Vitor Ishida (guitarra e pedais), Xofan (voz e pedais) e Priscila Brigante (bateria acústica e eletrônica), mostra músicas de seu disco mais recente, Rua, além de revelar um início de novo repertório, quando recebe como convidados os vocalistas Ana Deriggi e Rubi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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Direto de Sorocaba, Dabliueme foi o convidado final da temporada BNegron Convida, que o MC BNegão conduziu às segundas-feiras de julho no Centro da Terra. Sozinho em sua MPC, o produtor e poeta fez incursões por diferentes raízes da música brasileira, misturando João Donato, Elis Regina, Tincoãs e Aldir Blanc entre beats e loops e seus versos falados para depois receber o anfitrião da temporada, com quem dividiu o palco por três números, cada um apontando para um lado diferente.
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Só quem foi sabe. Os Boogarins levaram o público que lotou o Picles no aniversário de primeiro ano do Inferninho Trabalho Sujo para lugares distantes dentro de si mesmo ao improvisar por quase duas horas em mais uma Sessão de Cura e Libertação – estava lembrando com eles, após a sessão, que a última que eles fizeram com público presente foi quando os chamei para tocar no Centro Cultural São Paulo quando fazia curadoria de lá. De alguma forma, portanto, o quarteto goiano estancou o pesadelo que atravessamos nos últimos anos, com Dinho soltando na voz os demônios em nome de todos os presentes, Benke derretendo-se nas paredes enquanto sua guitarra rasgava o ambiente, Fefel entre o baixo e o synth criando linhas melódicas que funcionavam como bases para o metrônomo preciso – e free – do baterista Ynaiã Benthroldo. Uma noite épica que continuou comigo e a Fran naquela pistinha que todos conhecemos bem. E em breve teremos grandes novidades sobre o Inferninho…
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O público que foi ao Centro da Terra foi hipnotizado pela mistura de sensações propostas pelo projeto Onira, que contou com participações especiais que aprofundaram ainda mais o estado de sonho encapsulado pela dupla formada por Jovem Palerosi e Tatiana Nascimento. Enquanto a contrabaixista Lea Arafah dava uma dimensão mais orgânica e grave às texturas sonoras, a dupla formada por Daisy Serena e Bruna Isumavut transformavam o escuro do teatro em uma viagem visual para dentro. À frente, o produtor paulista criava texturas eletrônicas e andamentos de guitarra, enquanto a poeta brasiliense conduzia todos a um estado de vigília em que cânticos ancestrais e conversas triviais misturavam-se sem rumos definidos, criando um híbrido de confusão com perda que aumentava ainda mais a intensidade da noite.
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Maior satisfação receber no Centro da Terra mais uma apresentação do projeto Onira, criado pela poeta brasiliense Tatiana Nascimento e peli músico e produtor paulista Jovem Palerosi, que mostram o espetáculo Sonhar a Tempestade, pensado especialmente para a ocasião desta terça-feira. Os dois vem misturando som e poesia desde o ano passado e agora juntam-se à contrabaixista Lea Arafah (que também faz a arte do cartaz), à vídeo-artista Daisy Serena e à iluminadora Bruna Isumavut para reverenciar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana homenageando existências negras trans, travestis e nao-binárias e as referências à dissidência sexual e/ou deserção de gênero trazidas no panteão por Orixás como Otim, Iansã, Oxumaré, Oxum, Oxossi e Ossaim. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria ou no site do Centro da Terra.
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A segunda noite da temporada BNegron Convida que o compadre BNegão está apresentando no Centro da Terra também foi a estreia de um mago das teclas e das produções no palco. Freelion, pseudônimo usado pelo baiano Sandro Mascarenhas para fundir sua mescla de ritmos caribenhos, reggae e pagodão eletrônico baiano, brilhou em sua primeira apresentação, misturando sozinho levadas primas em diferentes instrumentos, seja a escaleta, os sintetizadores, a MPC e até o piano do teatro – tudo para uma celebração de ritmo e groove que fez o público levantar-se das poltronas no final da apresentação. Ele ainda convidou o MC Dante Oxidante e o anfitrião da noite para subir no palco e fazer alguns números, entre elas a irresistível “Essa é Pra Tocar no Baile”, que fez com que todos dançassem no teatro. Estreia de responsa!
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Você sabia que o Centro da Terra agora tem uma curadoria de cinema? Pois fui assistir a um dos filmes pautados pela Chica Mendonça, a curadora das quartas-feiras, pois teria uma surpresa musical ao final. O documentário A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinski, está entrando em circuito comercial e teve sua pré-estreia no nosso teatro num dia que muita gente ficou pra fora, pois a protagonista do documentário, compositora, arranjadora e musicista histórica que felizmente está tendo sua importância resgatada recentemente, estava presente na sessão. E não apenas na plateia, ao final da exibição, Lea Freire subiu ao palco do teatro primeiro tocando piano ao lado do baixista Fernando Brandt, mas logo passou para seu instrumento do coração, a flauta transversal, quando convidou o mestre Filó Machado para dividir o palco com os dois. O violonista foi um dos primeiros parceiros de Lea, que transita entre a música erudita, a bossa nova e o choro e transpõe barreiras entre gêneros musicais com uma leveza e graça impressionantes – e vê-la ao lado de Filó, que comemorou os 50 anos da parceria, logo após assistir a um filme que, entre outras coisas, celebrava aquele encontro foi emocionante. Então já anota aí na agenda que toda quarta-feira tem filme lá no Centro da Terra – e algumas vezes podem vir boas surpresas como a desta quarta à noite…
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