Quando bolamos, lá no Centro Cultural São Paulo, uma semana para marcar o século do nascimento da amizade entre Mário e Oswald de Andrade, um encontro que fez nascer o país que conhecemos hoje, pensei em ir além do que se espera de uma curadoria de música de um lugar como aquele – resumidamente, shows – e reuni um time de pensadores e cabeças da música que explicitaram sua reverência aos mestres em um ou em vários momentos de sua carreira. Assim, junto com a programação completa da Semana MáriOswald, que acontece desta terça até o domingo, a Sala Adoniran Barbosa recebe a série Conferências sobre uma Amizade, com nomes como Tom Zé, Iara Rennó, Elo da Corrente, José Miguel Wisnik e Ronaldo Fraga. Cada um deles vai falar sobre a importância dos dois até hoje, cem anos depois de seu encontro, em uma programação gratuita que começa hoje com a apresentação do José Miguel Wisnik, uma das principais autoridades sobre estes dois pensadores, que disseca o amor e a inimizade entre a dupla. Abaixo o texto que escrevi para o catálogo desta semana:
Conferências sobre uma amizade
Gênios de personalidades complementares, não é exagero dizer que Mario e Oswald de Andrade inventaram e anteveram a cultura brasileira do século que viram nascer. Uma cultura urbana, cosmopolita, brincalhona e musical, que enxergava futuro ímpar e de destaque para um país rural de dimensões continentais recém-saído de uma colonização europeia. Se politicamente ainda engatinhamos, culturalmente somos filhos deste encontro.
Durante a Semana MariOswald, realizada na última semana de abril, a Sala Adoniran Barbosa receberá conferências de grandes nomes da cultura brasileira, herdeiros diretos e indiretos desta amizade, que aprofundam a relação de seu trabalho com a influência que tiveram dos dois maiores ícones do modernismo brasileiro.
José Miguel Wisnik, Iara Rennó, Elo da Corrente, Ronaldo Fraga e Tom Zé expõem diferentes aspectos da vida e obra de Mario e Oswald de Andrade e os colocam em contraponto às suas próprias produções. Em vez de shows, as apresentações realizadas durante a semana seguem o formato de conferência, em que artistas estabelecidos em diferentes áreas da cultura brasileira expõem sua relação com os dois homenageados.
O músico, cantor, compositor, professor e ensaísta José Miguel Wisnik abre a Semana MariOswald falando sobre a relação entre os dois autores – tanto suas proximidades quanto suas divergências. A conferência de abertura acontece na terça-feira e chama-se “Mario e Oswald: Amor e Inimizade”. No dia seguinte é a vez do estilista Ronaldo Fraga falar de seu grande mentor intelectual, Mario de Andrade, e de como sua obra foi crucial na formação de sua carreira.
Na quinta-feira é a vez de Iara Rennó mostrar e conversar sobre sua Macunaópera Tupi, um disco composto em cima do clássico livro de Mario de Andrade, Macunaíma. A apresentação mistura músicas do disco com interpretações da autora sobre sua obra e a obra original. No sábado é a vez do grupo de rap Elo da Corrente viajar pelas Missões do mesmo autor, mostrando as canções que compuseram sobre os registros feitos por Mario no início do século passado. Como a conferência de Iara, os integrantes do grupo também falarão sobre o processo de composição e de pesquisa para a realização de seu trabalho, feito em 2009 em parceria com o Centro Cultural São Paulo.
A semana de conferências na Adoniran Barbosa encerra-se com a presença do cantor e compositor Tom Zé, que fala sobre a importância do Modernismo para a Tropicália, fazendo também uma conexão com a cultura brasileira atual. A base da conferência do genial baiano é seu disco Tropicália Lixo Lógico, de 2012.
Todas atrações da Adoniran Barbosa durante a semana MáriOswald serão gratuitas.
Conferências sobre uma Amizade
de 25 a 30 de abril
Cinco conferências com personalidades que se inspiraram nas obras e na dualidade entre Mário e Oswald de Andrade para falar sobre as transformações que acontecem no Brasil de hoje – e como elas veem a importância desses autores em suas obras e na história do Brasil.
Conferência de abertura: Mário e Oswald – amor e inimizade, com José Miguel Wisnik
dia 25/4 – terça – 20h
Ronaldo Fraga (estilista) fala sobre Mário de Andrade, seu mentor intelectual
dia 26/4 – quarta – 21h
Iara Rennó disseca sua versão de Macunaíma
dia 27/4 – quinta – 21h
Elo da Corrente embarca na viagem das Missões
dia 29/4 – sábado – 19h
Tom Zé traça a conexão entre o modernismo, a tropicália e hoje
dia 30/4 – domingo – 18h
Sala Adoniran Barbosa
grátis – a bilheteria será aberta duas horas antes do inícío do evento para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis pela internet – cada pessoa poderá retirar um par
Mais informações sobre o evento, que tem atividades em todas as outras curadorias dedicada ao tema, aqui.
Este sábado o evento Record Store Day completa dez anos e é indiscutível que ele foi crucial para que a indústria fonográfica começasse a ver que o velho vinil – tido como morto para a maioria das pessoas àquela época – poderia ser reencarado como um produto viável, inclusive comercialmente. Um novo interesse pelo formato, temperado com uma forte dose de nostalgia, fez o disco voltar à franca circulação, primeiro como curiosidade, depois como modismo e finalmente como uma das fontes de renda de artistas, tanto jovens quanto veteranos e defuntos.
Mas a renascença do vinil só aconteceu devido a uma resistência analógica que manteve-se firme mesmo quando parecia que o digital ia dominar tudo. Enquanto todos se desfaziam de suas coleções de discos, estes personagens – DJs, técnicos, colecionadores, artistas – guardavam as suas como seu maior tesouro, enquanto criavam uma rede de troca e de interrelações que permitiu que o vinil renascesse pleno. Ele não ressuscitou do nada – e sim de um terreno que nunca deixou de ser alimentado.
São estes os heróis celebrados no evento Cultura do Vinil, que acontece no Centro Cultural São Paulo nos dias 22 e 23 de abril, das 14h até o início da noite. Chamei os caras da Patuá Discos – Paulão, Ramiro e Peba – para me ajudar a criar um evento que falasse da importância cultural do disco, não apenas do ponto de vista mercadológico, e assim reunimos bambas de todas as estirpes para dissecar este objeto cada vez mais clássico. O fim de semana começa com o pioneiro Seu Osvaldo, um dos primeiros DJs do Brasil, contando seus tempos de Orquestra Invisível e ainda tem um debate sobre fuçar discos em sebos, com dois mestres no assunto, Rodrigo Gorky (Fatnotronic) e Edson Carvalho (Batuque Discos); uma aula de limpeza e manutenção de discos, com César Guisser; e outra sobre masterização para vinil, com Arthur Joly. Além disso teremos apresentações de cobras como DJ Nuts, Erick Jay e o braço paulistano do núcleo Vinil é Arte, Formiga e Niggas. O evento será encerrado com uma homenagem ao querido Don KB, que faleceu no mês passado, quando seu irmão, Marcio Cecci, apresenta-se ao lado do grande MZK, recriando o clima das Jive Nights, e apresentando o filho do Don, Enzo Cecci, dando continuidade à linhagem nos toca-discos.
E o melhor: tudo de graça. Chega cedo pra garantir a presença. Abaixo, a programação completa (tem mais informações aqui):
Sábado, 22 de abril
14h: Naquele tempo, com Seu Osvaldo
Seu Osvaldo começou a discotecar em 1958 com sua Orquestra Invisível e é considerado o primeiro DJ do Brasil. Ele conta um pouco de sua experiência e mostra o som que rolava nas festas de sua época.
15h: Nos toca-discos: DJ Nuts
DJ Nuts é um dos DJs brasileiros mais reconhecidos fora do Brasil tanto pela técnica como por sua pesquisa. Ele fala um pouco sobre sua trajetória e exibe sua habilidade nos toca-discos.
16h: Busca sem fim, com Edson Carvalho e Rodrigo Gorky
Edson Carvalho (Batuque Discos) é reconhecido como um dos melhores “record dealers” do Brasil. Rodrigo Gorky, além de DJ e integrante do Bondê do Rolê, é um voraz colecionador de vinil. Os dois conversam sobre os macetes de como fazer um bom garimpo de LPs e compactos.
17h: Limpeza e Manutenção, com Cesar Guisser
Nem sempre um vinil que está pulando, está riscado. Cesar Guisser, especialista em limpeza e conservação de discos de vinil, apresenta as melhores técnicas e produtos para manter sua coleção em bom estado de conservação.
18h: Nos toca-discos: Vinil é Arte
Vinil é Arte é um coletivo que reúne 6 DJs, com três duplas que representam as cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A programação de sábado termina com uma discotecagem dos DJs residentes em Sampa: Formiga e Niggas.
Domingo, 23 de abril
15h: Nos toca-discos: Erick Jay
Erick Jay é o DJ residente do programa “Manos e Minas” e atual campeão mundial do DMC, o principal campeonato de DJs do planeta. Ele faz sua performance de “turntablism”, a arte de invenção musical a partir de dois toca-discos.
16h: Masterização em vinil, com Arthur Joly
Arthur Joly (Reco Master) é especialista no Brasil na complexa ciência da produção de um vinil. Ele divide com o público a sua experiência nessa rara atividade.
18h: Homenagem a Don KB
Don KB, falecido aos 47 anos em março deste ano, foi uma das figuras por trás da casa noturna Jive, que fomentou a vida noturna paulistana e a cultura de vinil no começo dos anos 2000. Ele é homenageado com discotecagem de dois de seus principais parceiros na Jive (MZK e Marcio Cecci) e também do seu filho, Enzo Cecci.
Chegamos à terceira noite de Negro Leo Chega em São Paulo e ele avisa que a partir desta segunda-feira as coisas vão ficar insanas. Se você não sabe o que é Negro Leo Chega em São Paulo, ele fala mais sobre isso aqui e aqui – e aqui tem mais informações sobre o show desta segunda no Centro da Terra.
São Paulo está mudando para você à medida em que você fazer essa série de shows em São Paulo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-sp-muda-para-voce-a-medida-em-que-voce-faz-essa-serie-de-shows-em-sp
A segunda noite foi uma versão alternativa da primeira noite?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-a-segunda-noite-foi-uma-versao-alternativa-da-primeira-noite
A terceira noite pode seguir o mesmo rumo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-a-terceira-noite-pode-seguir-o-mesmo-rumo
Como que as dimensões do Centro da Terra favorecem esse tipo de composição?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-como-que-as-dimensoes-do-centro-da-terra-favorecem-essa-criacao
O quanto esse processo é ensaiado e o quanto ele é improvisado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-o-quanto-esse-processo-e-ensaiado-e-o-quanto-ele-e-improvisado
Como criar em frente a uma plateia muda o processo de criação?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-como-criar-em-frente-a-uma-plateia-muda-o-processo-de-criacao
O que esperar da terceira noite de Chega em São Paulo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-o-que-esperar-da-terceira-noite-de-chega-em-sao-paulo
Kiko Dinucci mostra seu Cortes Curtos neste domingo de Páscoa, às 18h, lá no CCSP. Em versão enxuta, sem convidados, só com esse power trio pós-punk perfeito: Kiko grunhindo na guitarra e conversando nos vocais, Marcelo Cabral tortuoso ao mesmo tempo no baixo e no synth e Serginho Machado moendo a bateria (mais informações sobre o show aqui).
O grupo paulistano Garotas Suecas se apresenta de graça nesta quinta-feira no CCSP, lançando o clipe de “Me Erra”, do EP Mal-Educado, do ano passado. O disco é parte da transição que o grupo atravessa após a saída do vocalista Guilherme Saldanha, processo concluído neste semestre, quando o grupo termina de compor e gravar seu próximo álbum. Mais informações sobre o show aqui.
Negro Leo segue chegando. Na segunda noite de sua temporada no Centro da Terra, cuja curadoria é assinada por este que vos escreve, ele desce ainda mais nas profundezas da cidade, engrossando o caldo que começou a curar na semana passada. Como em todas as apresentações deste mês, não sabemos o que acontecerá durante o show, apenas os músicos que ele convidou para participar da temporada. São os mesmos? São outros? Alguém volta? Nunca acaba? Conversei com o Leo sobre o processo de encontro ao produto.
Quais suas impressões sobre a primeira noite no Centro da Terra?
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São músicas em processo ou sequer são músicas?
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Como Negro Leo Chega em São Paulo está sendo criado, como obra?
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Qual sua relação pessoal e musical com Dustan Gallas, Thomas Harres e Zé Nigro?
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O quanto a experiência dos quatro shows pode ser mais importante do que o produto fechado?
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São Paulo nunca acaba?
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Mais informações sobre o show no evento do Facebook.
Negro Leo está sossegado em São Paulo – morando próximo ao Parque da Água Branca, ele acorda ao som de galos e galinhas mesmo estando próximo ao coração da besta de metal e concreto. Mas inquieto como sempre, inicia nesta segunda uma temporada em que quatro segundas-feiras transformam-se em sua obra de chegada à cidade. Negro Leo Chega em São Paulo começa a ser realizado hoje, a partir das 20h, no Centro da Terra, e pode contar com a participação dos seguintes convidados: Juliana Perdigão, Maria Beraldo Bastos, Jonathan Doll, Cibelle, Dustan Gallas, Zé Nigro, Thomas Harres, Ava Rocha, Rafael Montorfano, Dellani Lima, Filipe Nader, Ivan Gomes, Bruno Schiavo, Farme & Hixizine e Paulinho Fluxus. Só saberemos quando a noite começar. Conversei com ele sobre a expectativa para hoje e suas impressões sobre a cidade.
Qual é o som de São Paulo?
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E em termos visuais, como São Paulo lhe pareceu esteticamente?
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O que você gosta de ouvir na cidade?
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São Paulo é uma cidade fria?
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Como você compara a relação entre ricos e pobre do Rio e de São Paulo?
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O que esperar da primeira noite de Negro Leo Chega em São Paulo?
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Jackson Araújo esteve em três das quatro noites da temporada de Tatá Aeroplano no Centro da Terra e conta o que viu num texto ótimo. Segue um trecho:
É que Tatá tem esse dom tão raro em tempos tão sombrios: a dádiva. A própria construção do espaço cênico que ele habita não o coloca no centro, transgredindo a norma da estrela se postar no meio do olhar. No palco, que divide com as amigas Bárbara Eugênia –eles estão gravando álbum novo com produção de outros geniais parceiros, Dustan Gallas e Junior Boca– Julia Valiengo –a Grace Ohio, partner de Frito Sampler– e com o poeta parceiro Peri Pane, Tatá se mantém sutilmente na mesma linha imaginária de seus pares, roubando delicadamente a cena com seu solos intensos e movimentos corporais únicos, sob total respeito de quem o acompanha.
Consegui ver naquele contraluz enevoado, sua figura esguia com a leveza de um Bowie e até mesmo de um Ney, meio Rita, meio Jagger, saltitando livremente como se numa pista de dança, onde bailam aqueles que se entregam ao êxtase transcendental das nove Musas filhas de Zeus, ninfas das águas e seu coro feminino. Uma imagem que me parece fazer tanto sentido em tempos de valorização da natureza, da simplicidade e dos afetos.
Em seu tribalismo cosmopolita, Tatá exala na pele a eloquência de Calíope, a poesia de Érato, proporciona os prazeres de Euterpe, faz brotar flores delirantes como Tália… E rodopiando como Terpsícore, atualiza em seu ritual pagão o desejo de conectar alma e corpo à plenitude da vida cósmica. Por meio da música — eletrônica e/ou acústica — Tatá e seus muitos amigos amplificam as vibrações até os limites do divino.
A íntegra do texto está aqui. E você viu que a temporada de abril é com o Negro Leo, né?
Depois de uma temporada brilhante do Tatá Aeroplano para inaugurar e abençoar a música no Centro da Terra, é a vez de entrarmos em território desconhecido. O dono das segundas-feiras de abril é o instigante Negro Leo, que acaba de se mudar do Rio de Janeiro para cá com mulher e filha e usa o mote da chegada na cidade para construir esta obra aberta em quatro atos chamada Chega em São Paulo. São quatro noites entre o ruído e a melodia, a canção e a desconstrução, a música e o silêncio, em que ele convida nomes como Juliana Perdigão, Maria Beraldo Bastos, Jonathan Doll, Cibelle, Dustan Gallas, Zé Nigro, Thomas Harres, Ava Rocha, Rafael Montorfano, Dellani Lima, Filipe Nader, Ivan Gomes, Bruno Schiavo, Farme & Hixizine, Paulinho Fluxus e eventuais surpresas nos dias 3, 10, 17 e 24 de abril. Mas quem toca que dia? Quem toca o quê? Que músicas vamos ouvir? Vamos além da música? Teatro, performance, dança, cinema e luz – quais são os limites que traduzem as expectativas sobre a chegada de Negro Leo em São Paulo? Conversei com ele sobre esta temporada que começamos na semana que vem. Vem com a gente.
Conhecer São Paulo
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O cartaz da temporada no Centro da Terra
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A rotina em São Paulo
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O que é Chega em São Paulo
https://soundcloud.com/trabalhosujo/negro-leo-chega-em-sao-paulo-a-rotina-em-sao-paulo
Começamos com o pop psicodélico sem letras discerníveis do Frito Sampler, passamos pelo encontro intimista ao lado de Bárbara Eugenia e depois fomos à outra galáxia guiado pela pista de dança espacial do Zeroum – e agora é hora de encerrarmos este primeiro mês de emoções ao lado de Tatá Aeroplano com seu disco mais recente ao vivo. O show do Step Psicodélico, que fecha a primeira temporada da minha curadoria no Cetro da Terra, conta com a presença dos mesmos Júnior Boca, Dustan Gallas, DJ Marco e Bruno Buarque que já acompanham Tatá há anos e ferve a segunda-feira com particiapações especiais do Peri Pane, Julia Valiengo e outras surpresas. Conversei com o Tatá sobre o show deste dia 27 e ele ainda fez um balanço do impacto desta temporada em sua carreira. Mais informações sobre o show de hoje (que começa pontualmente às 20h, não se atrase!) neste link. E já já eu digo quem assume o comando do Centro da Terra no mês de abril!
15 anos de Tatá Aeroplano: Como Tatá Aeroplano conheceu Júnior Boca, Dustan Gallas, Bruno Buarque e DJ Marco
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-como-tata-conheceu-junior-boca-dustan-gallas-bruno-buarque-e-dj-marco
15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala sobre experiência de gravar com estes músicos há tanto tempo
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15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano lembra desde quando ele não toca junto com estes mesmos músicos
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15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala de um novo disco que ele já tem pronto para gravar com estes músicos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/15-anos-de-tata-aeroplano-tata-fala-de-um-novo-disco-que-ele-ja-tem-pronto-para-gravar
15 anos de Tatá Aeroplano: Tatá Aeroplano fala sobre como estão as gravações de seu disco em dueto com Bárbara Eugenia
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15 anos de Tatá Aeroplano: O que pode-se esperar do último show da temporada no Centro da Terra
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15 anos de Tatá Aeroplano: Um balanço sobre a temporada em março de 2017
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