Um dos grandes nomes da música popular contemporânea, o músico e compositor Edgard Scandurra é mais conhecido como a força cerebral e emotiva do Ira!, mas tem uma carreira solo paralela que ergue-se tão importante, embora não tão popular, quanto o trabalho de sua banda original. Um dos principais nomes da música paulistana desde os anos 80, Edgard Scandurra trilhou uma carreira solo ímpar, com projetos paralelos, tributos e discos solo que flertam com o rock clássico, o punk, a música eletrônica, o pós-punk, o noise e a canção francesa. Convidei-o para dissecar sua musicalidade solo na programação do Segundamente do mês de maio e ele dividiu suas quatro segundas em quatro shows diferentes: na primeira segunda, dia 7, ele recria seu primeiro disco solo, Amigos Invisíveis, de 1989; na segunda, dia 14, ele volta para o início dos anos 80, quando fez parte das bandas Mercenárias e Smack; na terceira segunda-feira, dia 21, ele visita suas canções de formação apenas no piano e guitarra (indo de Aphrodite’s Child a Eric Carmen) no espetáculo Lembranças Afetivas; e ele finalmente encerra seu mês no Centro da Terra mostrando sua faceta eletrônica ao tocar com os filhos no projeto Benzina aka Scandurra. Conversei com ele sobre estas quatro apresentações, que ele batizou de Operário do Rock (mais informações aqui).
Quando foi que você se viu como um operário do rock?
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Como Operário do Rock virou o o mote da temporada?
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Fale sobre a primeira noite, Amigos Invisíveis.
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A segunda noite é Smack e Mercenárias.
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E a terceira noite? É a primeira vez que você usa esse formato?
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A última noite é do Benzina aka Scandurra. Como ele funcionará ao vivo?
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Quais projetos ficaram de fora dessa temporada?
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Você acredita que a temporada funcionará como uma terapia?
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Duas forças do metal instrumental contemporâneo brasileiro, os paulistanos Huey e os pernambucanos Cosmo Grão, se encontram neste domingo (mais informações aqui).
O músico e intérprete João Leão, que já tocou com Saulo Duarte, Céu, Bárbara Eugenia e Juliano Gauche, lança seu primeiro disco solo, Bílis Negra, nesta quinta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo em apresentação gratuita (mais informações aqui). O disco, como explicita seu título, é uma obra melancólica e delicada em que João passeia por canções de amigos, como Lirinha, Tika e o próprio Saulo, autor da faixa que ele escolheu para começar a divulgar o disco, “Canção do Silêncio”, cujo clipe ele lança em primeira mão no Trabalho Sujo.
Fenômeno na internet e parte da nova safra de artistas indie folk que flertar com a MPB, Pedro Salomão apresenta-se neste domingo, às 18h, no CCSP (mais informações aqui).
A cantora paulista volta ao Brasil depois de uma turnê pelos Estados Unidos e Europa em apresentação neste sábado no CCSP – mais informações aqui.
O rapper cearense Don L mostra seu Roteiro pra Aïnouz, Vol. 3 com participações de Terra Preta, DJ Roger e Guilherme Held neste sábado e domingo no CCSP (mais informações aqui).
A cantora paraense mostra seu ótimo disco Não Sei Fazer Canção de Amor com participações especiais de Manoel Cordeiro e Lucas Santtana nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h (mais informações aqui).
As bandas Carahter, Institution e Noala apresentam-se na terceira edição do festival de pós-metal organizado pela gravadora Dissenso no Centro Cultural São Paulo, a partir das 17h (mais informações aqui).
Sexta-feira 13 no Centro da Terra não poderia ter menos que isso, quando os Vermes do Limbo lançam seu novo disco, O Sol Mais Escuro, tocando ao lado do Negro Leo, da Carla e da Paula do Rakta, da Taciana Barros e do Edgar Scandurra num encontro que promete causar geral. É a primeira noite de sexta da minha curadoria no pequeno grande palco do Sumaré e a noite não poderia ser menos atordoante que isso. Mais informações sobre a apresentação aqui.
A sessão de terça-feira do Centro da Terra desconecta-se um pouco da temporada de Luedji Luna (donas das terças de abril, que volta nas próximas terças, 17 e 24 deste mês), para abrir espaço para uma única apresentação solo de mais um projeto do líder e fundador do Violeta de Outono, Fábio Golfetti. Neste dia 10 ele apresenta o projeto Lux Aeterna, em que toca guitarra ao lado do filho Gabriel, que assume sintetizadores e teclados. Inspirados pela cena progressiva e psicodélico dos anos 70 de nomes como Ash Ra Tempel, Tangerine Dream, Hawkwind e Amon Düul II, que deu origem ao trance moderno, quanto pela música erudita do compositor húngaro-austríaco György Ligeti (de onde tiraram seu nome) e por trilhas sonoras de videogame, os dois sobem ao palco juntos pela primeira vez para mostrar a obra Parallax, comemorando ainda o aniversário do próprio Fabio (mais informações sobre o espetáculo aqui). Conversei com o Fabio sobre este novo projeto e como ele se relaciona com sua obra psicodélica.
Como surgiu o Lux Aeterna?
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Fale um pouco da sua relação musical com seu filho Gabriel.
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Como vocês decidiram fazer um grupo juntos?
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O que ele acrescentou ao trabalho que você não conhecia?
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Quais são as principais influências deste trabalho e como ele conversa com o Violeta de Outono e seus outros projetos?
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Há intenção de lançar algum material registrado?
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