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Curadoria

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A cantora e compositora baiana Luedji Luna é a dona das terças-feiras de abril no Centro da Terra, sessão ainda sem nome que abre a possibilidade para artistas expandirem obras em temporadas curtas. Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água é o nome de sua temporada, em que experimenta, ao lado de um baixista, músicas de seu novo repertório, para além do disco Um Corpo no Mundo, lançado no ano passado. A temporada é batizada com o título de uma dessas novas canções (que ainda incluem faixas chamadas de “Chororô”, “Khadja”, “Bença”, “Tudo que brilha”, “Eu sou um Árvore Bonita” e “Seta”, entre outras), todas mostradas pela primeira vez no pequeno grande palco do bairro do Sumaré, em São Paulo. São canções compostas ao lado do músico François Muleka, que participará de uma das apresentações, e o repertório deve variar de um show para o outro. As apresentações acontecem em todas as terças de abril, à exceção do dia 10 (mais informações aqui). Mas ela nem sabe se as novas músicas darão origem a um novo disco: “Nesse momento eu quero somente compor mais canções…”, como ela me conta na entrevista a seguir.

Como é começar a pensar em músicas novas no momento em que seu álbum está decolando?
Eu não pensei, essas canções simplesmente vieram! Tenho refletido muito sobre afetividade de mulheres negras, tenho pensado muito sobre meus próprios afetos e experiências amorosas, que acabaram virando letras, boa parte delas musicadas por François Muleka, que será convidado a cantar comigo em uma das terças. Nesse momento eu quero somente compor mais canções…

As canções têm algum ponto em comum? Elas estão em qual estágio?
Sim, eu sou letrista na maioria das canções e o François musicou boa parte delas, todas trazem como elemento comum a temática do amor ou a ausência dele. O formato será voz e baixo. Elas podem estar no estágio inicial ou final, não quero gerar expectativas.

Você mostrará músicas do seu disco atual?
Não, eu quero me experimentar cantando essas novas canções e ver a reação do público. Apesar de entender que quero trazer essa mesma temática no novo disco, não necessariamente essas serão as canções que estarão no próximo trabalho. Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água é uma experiência!

ricodalasam-centrodaterra

Em abril, as datas do Segundamente – temporada mensal que acontece às segundas-feiras no Centro da Terra com minha curadoria musical – são do rapper Rico Dalasam, que está finalizando o ciclo do EP Balanga Raba, lançado no meio do ano passado, e sai em busca de novas sonoridades. Assim ele embarca na temporada Elefantes, Tramas e Trava-Línguas (mais informações aqui), quando, acompanhado apenas dos músicos Moisés Guimarães (guitarra) e Dinho Souza (teclados), apresentando músicas novas e recriando antigas, buscando espaços musicais que possam levar suas canções para além da pista de dança. Influenciado pela moderna música africana e por artistas tão diferentes quanto Nicolas Jaar e Bon Iver, ele começa a mexer em seu repertório sem intenção de transformar o trabalho em um disco. “A palavra experimental é a que mais reverbera em minha cabeça”, explica o rapper. “Abrir as músicas e entregar mantras a partir de suas melodias e trava-línguas das rimas. É o único desejo dentro desse projeto.” Conversei com ele sobre esta etapa de sua carreira e como ele pensa em repensar sua carreira a partir deste experimento.

Qual o conceito por trás desta temporada no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-qual-o-conceito-por-tras-desta-temporada-no-centro-da-terra

Descreva como serão as apresentações – qual será a formação dos shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-descreva-como-serao-as-apresentacoes

Você ficará apenas músicas novas ou novas versões das antigas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-voce-ficara-apenas-musicas-novas-ou-novas-versoes-das-antigas

Quais são suas principais influências para esta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-quais-sao-suas-principais-influencias-para-esta-temporada

Como os shows mudarão entre si?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-como-os-shows-mudarao-entre-si

A temporada é um ensaio para o novo disco ou algo que funciona por si só?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/rico-dalasam-2018-a-temporada-e-um-ensaio-para-o-novo-disco-ou-algo-que-funciona-por-si-so

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A banda carioca Gangrena Gasosa, que misturou terreiro e heavy metal ao fundar o gênero saravá metal, traz o show de lançamento de seu disco mais recente, Gente Ruim Só Manda Lembrança pra Quem Não Presta, neste sábado, às 19h (mais informações aqui).

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Guizado está prestes a finalizar seu novo álbum e começa a mostrar as novidades a partir desta quinta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo, reunindo uma banda de cobras (Regis Damasceno na guitarra, Zé Ruivo nos teclados, Meno Del Picchia no baixo e Richard Ribeiro na bateria), além de contar com a presença ilustre do mago Negro Leo (mais informações aqui). Vamos lá?

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A segunda edição do ciclo Concreto, que reúne bandas clássicas e novas da cena punk e pós-punk de São Paulo no Centro Cultural São Paulo, recebe as presenças do mítico Olho Seco, uma das principais bandas da história do faça-você-mesmo paulistano, e do grupo Cankro, neste domingo, a partir das 18h (mais informações aqui).

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Maior prazer em receber o fundador do Art Popular, Leandro Lehart, neste sábado no Centro Cultural São Paulo, quando, a partir das 19h, ele volta no tempo para homenagear uma de suas maiores influências: o grupo Fundo de Quintal, cujos integrantes remanescentes participarão da apresentação (mais informações aqui).

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Maior satisfação receber nesta quinta-feira, a partir das 21h, a banda pós-punk do mestre Paulo Barnabé (mais informações aqui).

wme2018

Eu nem havia começado a trabalhar no Centro Cultural São Paulo quando soube que a Claudia Assef e a Monique Dardenne estavam organizando um evento para discutir o papel da mulher no mercado da música. Quando assumi o cargo de curador de música do CCSP, em fevereiro do ano passado, várias amigas me taguearam para elas – foi quando descobri que o local em que o evento originalmente se realizaria havia sido cancelado e que, a pouco mais de um mês de sua realização, a primeira edição do Women’s Music Event estava sem teto e correndo o risco de não acontecer. Havia acabado de chegar no Centro Cultural e tinha apenas uma ideia da mastodôntica burocracia que me aguardava, mas resolvi enfrentá-la e deu certo: trouxe o evento para o CCSP como o primeiro de minha curadoria e a repercussão que o WME teve desde então me provoca um orgulho particular. Por isso não pude me furtar da possibilidade de não realizar a segunda edição naquele recinto e a partir desta sexta-feira começa a segunda edição do WME, que pode não estar maior que a primeira (o que acho um senhor acerto – tamanho não é sinônimo de qualidade) mas está mais afiada, precisa e mais importante. São diversos debates, palestras, workshops e shows que acontecem pelos espaços do Centro Cultural (além de se espalhar por outros lugares, como no Jazz nos Fundos, no Clube Jerome e na House of Bubbles) e transformam nosso transatlântico terrestre em um míssil de estrogênio apontado para o ainda machista mundo da música, com feras como Karen Cunha, Mariana Aydar, Tiê, Vera Egito, Patricia Palumbo, Gaia Passarelli, Barbara Ohana, Roberta Martinelli, Ellen Milgrau, Roberta Youssef, Preta-Rara, Joana Mazzuccheli, Flavia Durante, Manuela Rahal, Patrícia Marx, Sarah Oliveira, Fabiana Batistela, Eliane Dias, Dani Arrais, Renata Simões, entre várias outras, que estarão pelos corredores do CCSP para atividades pagas (mais informações aqui), além de quatro shows gratuitos: Alice Caymmi e Far From Alaska nessa sexta e Luiza Lian e Flora Matos no sábado. A madrinha desta edição é Pitty, que participa de um bate-papo às 16h30 dessa sexta. Conversei com a querida Monique, uma guerreira que pude conhecer melhor no decorrer deste ano, sobre as novidades da edição 2018. A programação completa vem a seguir.

Quais os principais desafios para a segunda edição do Women’s Music Event?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wme-2018-quais-os-principais-desafios-para-esta-segunda-edicao

Qual a grande novidade deste ano?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wme-2018-qual-a-grande-novidade-deste-ano

Um ano depois da primeira edição, você percebe mudanças no cenário musical em relação às mulheres?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wme-2018-voce-percebe-mudancas-no-cenario-musical-em-relacao-as-mulheres-um-ano-depois

Fale sobre as atrações musicais desta edição.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wme-2018-fale-sobre-as-atracoes-musicais-desta-edicao

Qual a mesa que você considera imperdível nesta edição?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wme-2018-qual-a-mesa-que-voce-considera-imperdivel-nesta-edicao

Programação Completa 16/03

Sala Adoniran Barbosa
12H30 – 13H30 > Hashtag Publi : Os Limites do casamento entre marcas, eventos e influenciadores (Painel)
13H30 – 14H30 > MOTOROLA Apresenta : Você é o dono do mundo, não o Smatphone (Painel)
14H30 – 15H30 >Rap: Como um movimento que nasceu do gueto se consolidou como uma das maiores forcas da música pop (Painel)
15H30 – 16H30 > A Magia (e o Sofrimento) por trás do nascimento de um álbum. Afinal pq insistir no formato? (Painel)
16H30 – 18h00 > Q&A – PITTY (Painel)
18H00 – 18h30 > NETWORKING By TNT Energy Drink no Lounge
18h30 – 19h30 – Alice Caymmi (Gratuito – Show)
20h00 – 21h00 – Far From Alaska (Gratuito – Show)

Sala de Ensaio I
14h00 – 15h00 > Beat Making (Workshop)
15h00 – 16h00 > Discotecagem (Workshop)
16h00 – 17h00 > Gestão de Carreira (Workshop)
18h00 – 19h00 > Segurança Digital para Mulheres (Workshop)

Sala de Ensaio II
18h00 – 19h00 > Diga-me quem vc segue e eu te direi o que vc ouve: a importância da curadoria musical no mercado das plataformas digitais (Painel)

Programação completa 17/03

Sala Adoniran Barbosa
15H00 – 16H00 > Direito Autoral: Como determinar a autoria de uma música? Compositoras, letristas, quem deve receber pelos diretos de uma canção? (Painel)
16H00 – 17H00 > Audiovisual: Clipe, VJing e iluminação como ferramenta fundamental para divulgação da música (Painel)
17H00 – 18H00 > Branding: Os segredos por trás da construção de imagem e styling dos artistas (Painel)
18h00 – 18h30 > Networking by TNT Energy Drink no Lounge WME
18H30 – 19H30 > Luiza Lian (Gratuito – Show)
20H00 – 21H00 > Flora Matos (Gratuito – Show)

Sala de Ensaio I
14h30 – 15h30 > Formação de Rede: como plataformas de música voltadas para mulheres podem acelerar o protagonismo feminino no mercado (Painel)
15h30 – 16h30 > SKOL Apresenta: A Lei do Retorno “Como o investimento privado e os esforços de marketing de uma marca podem influenciar positivamente a cena cultural de uma cidade (Painel)
16h30 – 17h30 > A equipe técnica pode ser a alma do seu show/festival (Painel)
17h30 – 18h30 > Influenciadores: quem é você na fila dos likes (Painel)

Sala de Ensaio II
14h30 – 15h30 > Aprenda a Cantar Encontrando a Sua Própria Voz (Workshop)
15h30 – 16h30 > UBC Apresenta: Como potencializar os ganhos com sua música? (Workshop)
16h30 – 17h30 > Stage Management (Workshop)
17h30 – 18h30 Editais e Leis de Incentivo, por onde eu começo? (Workshop)

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Maior satisfação anunciar que este fim de semana o Centro Cultural São Paulo recebe duas noites com o mito Gustavo Black Alien, que faz dois shows neste sábado e domingo, mostrando os dois volumes de seu Babylon By Gus em duas apresentações que prometem – mais informações aqui.

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Depois que o primeiro ano de curadoria de música no Centro da Terra restabeleceu as segundas-feiras como dia de shows em São Paulo, é a vez de invadirmos as terças-feiras. Ao contrário do Segundamente, que propõe quatro shows diferentes para um artista em um mesmo mês, a terça, ainda sem nome, é mais livre e, ao mesmo tempo, mais tradicional. São temporadas que ficam ao gosto do artista, que usa aquelas terças para experimentar um novo show, mexer com canções novas ou consolidar um formato em experimentação, sem necessariamente dividir as apresentações em quatro momentos diferentes. A princípio as temporadas são de quatro terças-feiras, mas nem isso está rigidamente definido. Para começar as terças-feiras no Centro da Terra, chamei os irmãos Cappi – Marinho e Fernando, guitarristas do Hurtmold -, que estão às vésperas de lançar seu primeiro álbum – e usam a temporada para burilar sobre este projeto, focado em canções. Na primeira terça, dia 6, eles convidam o produtor Ricardo Pereira. Na segunda terça, dia 13, eles chamam seus compadres de banda Marcos Gerez e Maurício Takara. No dia 20, o convidado é o grande rabequeiro suíço Thomas Rohrer, e a temporada se encerra dia 27, com a participação da querida Juliana Perdigão. Os quatro shows lidam com o mesmo repertório, que vai sendo retrabalhado a cada nova semana. Conversei com os dois sobre esta temporada, que eles batizaram de Terça-Fera.

Como surgiu o MdM Duo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-surgiu-o-mdm-duo

Como a temporada Terça Fera funcionará em relação ao disco de estreia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-a-temporada-terca-fera-funcionara-em-relacao-ao-disco-de-estreia

Como serão as quatro noites e quem são os convidados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-serao-as-quatro-noites-e-quem-sao-os-convidados

Vocês vão mexer muito no repertório de cada noite?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-voces-vao-mexer-muito-no-repertorio-de-cada-noite

Vocês vão mostrar material inédito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-voces-vao-mostrar-material-inedito