
Há dois anos sem apresentar-se no Brasil, o músico e compositor Juliano Abramovay, que atualmente reside na Holanda, volta mais uma vez ao palco do Centro da Terra para mostrar suas músicas em três formações: sozinho, tocando violão e alaúde, quando atravessa a sonoridade do Mediterrâneo Oriental e da Ásia Ocidental; depois, ao lado da vocalista palestina Oula Al-Saghir, pega o alaúde para acompanhá-la pelo repertório da música árabe, e, finalmente, ao lado da violoncelista, cantora e compositora holandesa Chieko – de ascendência brasileira e japonesa -, ele saca seu violão para passear por um repertório que visita canções tradicionais da América Latina e do Japão, com direito a improvisos instrumentais entre os dois instrumentos.
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Sophia está surfando na temporada que está fazendo no Centro da Terra e a noite passada foi só a segunda das cinco apresentações que fará na casa. Mas ao apresentar-se ao lado da banda que a acompanhará nos próximos shows, antes mesmo de chamar os convidados da noite, ela já deu a medida de como será o resto do mês, já que o power trio que montou ao lado de Marcelo Cabral (entre o baixo e o synth bass) e Theo Ceccato (bateria) está azeitadíssimo. Ela começou a noite com os dois, tocou algumas músicas sozinha, misturando canções solo que ainda não têm disco, outras do Handycam que gravou ano passado com Felipe Vaqueiro, outras de sua banda Uma Enorme Perda de Tempo e algumas que compôs há pouquíssimo tempo. Mas o ouro da noite começou a acontecer quando ela convidou seus dois novos parceiros para subir no palco, primeiro Kiko Dinucci, que anunciou que tem disco novo vindo aí – que inclui “Água Viva”, parceria com Sophia que já está tocando em shows s- e depois Jonnata Doll, que entrou dançando no palco e logo chamou todos para acompanhá-lo em uma faixa inédita sua, “Vamos Dançar no Picles”, seguida de um atordôo sonicyouthiano quando os cinco engataram na hipnótica “Crack pra Ninar” do Kiko Dinucci, com Jonnata tocando guitarra. Uma noite maravilhosa, a primeira vez de um grupo tocando juntos que parecia que já tinham feitos inúmeros shows, tamanha a química no palco. Se você não foi a nenhum show dessa temporada da Sophia está perdendo, só tenho isso a dizer.
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Foi demais a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu neste sábado, no ótimo e novíssimo Macro Bar e Pista, uma casa ampla com três ambientes – uma área externa, uma pista ampla e uma área superior para shows – que funcionou lindamente pra marcar a chegada da festa à capital paranaense. A noite começou com a discotecagem em vinil da Márcia Manzana, que preparou um set só tocando versões alternativas de músicas conhecidas, e logo emendou com o primeiro show da noite, quando a banda 3x, projeto guitarreiro do rapper Respx, que não deixou ninguém parado, bebendo de diferentes fontes da história do rock – do punk ao emo, passando por hardcore e rock de garagem -, com atenções divididas entre os dois vocalistas, o elétrico Respx e a carismática Niko, que começaram esquentando a noite do melhor jeito possível.
Depois foi a vez da Feralkat, liderada por Natasha Durski, que hipnotizou o público com camadas de ruído lento e paisagens sonoras etéreas, construindo um universo onírico entre o trip hop e o shoegaze. Pilotando três sintetizadores, além de tocar guitarra, ela funcionou como um respiro entre os shows elétricos das duas bandas roqueiras que tocaram antes (3x) e depois (Wi-Fi Kills) de seu show. E além de pinçar uma ótima versão para “The Rip” do Portishead, ainda mostrou sua canção-assinatura, que acaba por sintetizar a vibe da banda a partir de seu título, “Lyncheana”.
O último show da primeira edição do Inferninho em Curitiba trouxe a new wave fulminante do Wi-Fi Kills, liderada pelo sensacional Klaus Koti, que também apresenta-se como uma banda de um homem só chamada O Legendário Chucrobillyman. Tocando guitarra e sintetizadores, Koti fez seu grupo passear por canções sobre inteligência artificial e Corel Draw (!), sempre no limite entre o ritmo e o ruído, e não escapou de tocar uma versão para uma música de uma banda que é um dos seus alicerces musicais, quando tocou “Uncontrollable Urge”, do Devo. O público foi ao delírio – deixando tudo mais fácil pra minha discotecagem que segurou o povo até às quatro da manhã. Quando é a próxima? Quero mais!
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Alô Curitiba! Nessa sexta-feira volto à cidade para realizar a primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo na capital paranaense. Começou numa tentativa de comemorar o aniversário de dois capricornianos ainda em janeiro, mas o papo com a Fernanda Maldonado evoluiu com a entrada da Marcia Manzana, que fez a ponte com o Macro Bar e Pista e logo estávamos escolhendo bandas locais para tocar na mesma noite, que recebe as participações de Feralkat, Wi-Fi Kills e 3x, além da Selecta Manzana com sua discotecagem em vinil e o back to back que deu origem a tudo, quando toco com a Fernanda. A noite começa às oito e vai até altas madrugadas, a casa fica na Rua João Negrão, 2450 e os ingressos já estão à venda. Vamoooos!

O Inferninho Trabalho Sujo desta quinta pegou fogo! A noite começou com a banda Boia estreando no Picles e fazendo o público cantar junto músicas que nem conhecia! Ases da música, os seis integrantes do grupo contagiaram os presentes com o magnetismo da vocalista Luli Mello e os solos do guitarrista Murilo Costa Rosa e do flautista e saxofonista Tato Quirino, sempre em harmonia com o violão e os vocais de Leo Bergamin, o baixo de Murilo Kushi e a bateria de Decco. Bebendo de diferentes fontes da MPB, o grupo mostrou seu show mais autoral, tocando apenas músicas próprias (e prometendo um EP para breve), abrindo exceção apenas para a bela “Sonhei Que Viajava Com Você”, do mestre Itamar Assumpção. Finos demais.
Depois foi a vez dos baianos do Tangolo Mangos apagar o fogo aceso pela banda Boia com gasolina. O quinteto baiano está cada vez mais afiado e eles não precisam nem trocar olhares para engatar mudanças de tempo, alinhar solos de guitarra e dominar o público. O carisma irrefreável dos vocalistas Felipe Vaqueiro – em sintonia finíssima com o outro guitarrista, mais na dele, Théo Kiono, que por sua vez sempre de olho no baterista -João Antônio Dourado , João Denovaro e Bruno Fechine só tornava a noite ainda mais quente, à medida em que cada um deles incendiava o Picles com seus instrumentos – Vaqueiro é um guitarrista absurdo, Deno trata o baixo como uma guitarra e Bruno passeia por inúmeros instrumentos de percussão, puxando o rock da banda sempre pra algum recanto do sertão nordestino e fazendo o público explodir em gritos e rodas de pogo. O grupo tocou várias músicas de seu álbum Garatujas, algumas do tempo que a banda só tinha um Soundcloud e outras tantas do próximo disco, que está em fase de finalização e, conforme anteciparam, deve sair ainda esse semestre.
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Nesta terça-feira, recebemos no palco do Centro da Terra o encontro entre pai e filho que celebra a afinidade musical de Paulo Padilha e seu filho Kim Cortada em uma apresentação emotiva. Com 30 anos de carreira musical, Padilha fez parte do grupo Aquilo Del Nisso e recebe o filho Kim, metade da dupla de rap experimental Kim & Dramma num espetáculo que batizaram de Filho de Peixe e reinterpretam os próprios repertórios e outras canções apenas com suas vozes, violão – a cargo de Padilha – e percussão – por conta de Kim. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.
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Sophia Chablau começou sua temporada Guerra no Centro da Terra puxando sua banda pro palco e trazendo um mimo para os fãs que compareceram em peso ao teatro nesta primeira segunda-feira do mês, quando tocou a íntegra do seu ainda não gravado terceiro disco. Ela pediu para que o público não filmasse nem publicasse as músicas ainda inéditas, pedindo para que registrassem apenas as músicas que eles já estão tocando nos shows há quase um ano, que nem têm títulos oficiais ainda, embora seus seguidores já as batizaram de “Ao Sul do Mundo” e “Eu Não Bebo Mais”. E entre os momentos que seguem apenas nas memórias dos presentes estão duas músicas com o baixista Téo Serson nos vocais – e numa delas com ele na guitarra – , além de canções do guitarrista Vincente Tassara, do baterista Theo Ceccato e da própria Sophia, como “Cinema Brasileiro”, parceria com Felipe Vaqueiro que abriu a noite desta segunda. Apesar do teor político estar presente na maioria das músicas novas, ele não é sempre escancarado – mas quando é, caso da excelente “Não Tenho Medo”, o grupo pega numa veia certa que só como ele sabe pegar. A noite terminou com duas músicas do disco anterior – “Quem Vai Apagar a Luz?” e o hit “Segredo” e Sophia esfuziante por ter conseguido finalmente mostrar essas canções que vêm trabalhando há meses. Se o disco novo sai esse ano? Ela não tocou nesse assunto…
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A primeira temporada de 2026 no Centro da Terra não poderia ser mais certeira, afinal Sophia Chablau, que vai tomar conta de todas as (cinco!) segundas-feiras deste mês de março no teatro, batizou sua residência no teatro com o título de Guerra no exato momento em que o mundo parece colapsar em mais um conflito bélico mundial. “Palavra temida que escancara o conflito, repetida na canção, metonímia ou metáfora de conflitos externos a nós, conflitos internos ou conflitos românticos”, explica a cantora paulistana. “Em último caso a vida sendo uma guerra contra a morte, o monumento fazendo guerra ao tempo, a canção fazendo guerra a desordem do universo. As grandes guerras, as pequenas guerras, as guerras. – Pra variar estamos em guerra. Não é um eixo temático, é uma provocação, é um anúncio – é preciso declarar guerra.” E para essa declaração ela reúne sessões que prometem ser históricas. A primeira acontece nesta primeira segunda (dia 2) quando recebe sua banda Enorme Perda de Tempo para mostrar novidades que eles vêm trabalhando. Nas segundas seguintes ela mantém o baterista Theo Ceccato e chama o baixista Marcelo Cabral para acompanhá-la na guitarra quando recebe duplas de peso. Na segunda (dia 9), ela chama Kiko Dinucci e Jonnata Doll. Na outra (dia 16) é a vez de receber Dora Morelenbaum e Juçara Marçal. Na quarta segunda do mês (dia 23) ela convida o casal Ava Rocha e Negro Leo e encerra sua temporada de ouro na última segunda do mês (dia 30) com as presenças de Vítor Araújo e Zé Ibarra. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra – mas corre que eles estão acabando!
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Os ingressos já estão à venda.

Mesmo com a chuva chata que caiu no fim desta quinta-feira, o Porão da Casa de Francisca estava cheio para assistir aos dois shows que reuni em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo ali. A noite começou com Valentim Frateschi mostrando as faixas de Estreito, seu disco de estreia, muito bem acompanhado por uma bandaça formada por Nina Maia nas teclas e vocais, Amanda Camargo na guitarra e teclados, Quico Dramma na bateria e Thiago Pucci no baixo, enquanto o dono do show, tradicionalmente baixista, assumia guitarra e vocais, sempre transformando suas canções em groovezeiras que não deixavam ninguém parado. A novidade da noite foi quando ele chamou Francisca Barreto para acompanhá-lo nos vocais da única versão da noite, quando dividiram a mágica “Grilos” de Erasmo Carlos. Bom demais!
Depois foi a vez de Francisca Barreto se soltar no Porão da Casa de Francisca. Seguindo com a mesma banda que a vem acompanhando – formada por Bianca Godói na bateria, Valentim Frateschi no baixo, Victor Kroner na guitarra, Thales Hash na viola e Melifona no trompete -, ela tocou seu violoncelo em menos canções, deixando soltar-se como cantora num repertório em que a maioria das canções eram de sua autoria, inclusive mostrando músicas novas, como a que fez para sua irmã gêmea. Das canções alheias, ela manteve sua já clássica versão para “Teardrop” do Massive Attack, “Habana” de Yaniel Matos (seu primeiro single solo) e “Gosto Meio Doce” de Felipe Távora, que dividiu com sua amiga Nina Maia, que subiu como convidada surpresa da noite. Foi demais!
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