Trabalho Sujo - Home

“Rolling in the Deep” com Aretha Franklin

Aretha-Franklin-Sings-The-Great-Diva-Classics

Você já deve ter ouvido a versão que Aretha Franklin fez para “Rolling in the Deep”, da Adele, certo? Senão, segue a apresentação da diva soul dos anos 60 cantando o hit da diva pop dos anos 00 no programa do David Letterman, na TV americana ontem.

Muita gente veio comemorar como a música havia “melhorado” na voz de Aretha – puro preconceito contra Adele ou contra hits que tocam demais. “Rolling in the Deep” tocou em tudo quanto é lugar até dar no saco, mas se Aretha Franklin resolve cantá-la, este é o maior elogio que a canção e sua autora poderiam receber. Sua interpretação soa melhor porque nós nos acostumamos ao furacão Aretha, mas isso não quer dizer que a música original era fraca. Mas quando Aretha emenda o hit da década passada com outro contemporâneo seu (“Ain’t No Mountain High Enough”), o resultado não soa tão natural…

George Harrison via Beck

beck

O apresentador de TV Conan O’Brien abriu uma semana de homenagens a George Harrison começando com uma versão acelerada do Beck pra favorita (como quase todas as músicas do All Things Must Pass) “Wah Wah”. Aperta o play:

Miley Cyrus x Led Zeppelin

miley

Não dá pra acusar Miley Cyrus de ser previsível – e ela acaba de publicar uma versão que gravou para “Babe I’m Gonna Leave You”, imortalizada no primeiro disco do Led Zeppelin. E, olha, ruim não ficou…

Mac DeMarco x Angel Olsen

macdemarco

E o Mac DeMarco tocando “Lights Out” da Angel Olsen? Que conexão!

Não custa voltarmos à original, já que a senhorita Olsen tá garantindo seu lugar no ranking de 2014.

Say Lou Lou x Daft Punk

say-lou-lou

E as irmãs do Say Lou Lou continuam galgando seu caminho rumo ao topo do hype de 2015 – desta vez elas fizeram uma versão na macia pro hit “Instant Crush”, aquele que o Julian Casablancas canta no disco mais recente do Daft Punk. Sente só:

Single Parents x Sonic Youth

single-parents-sy

Nesta quinta-feira, o grupo Single Parents revisita o disco Rather Ripped, do Sonic Youth, nem show na Serralheira (mais informações aqui). Como aperitivo, um vídeo com apresentação da banda tocando a clássica “Incinerate”.

A Dolores Duran de Nina Becker

Nina Dolores por Caroline Bittencourt

Em seu novo disco, Minha Dolores, Nina Becker saúda sua grande musa com arranjos de seu tempo, mas apesar do álbum ser um convite musical ao miolo do século 20 no Brasil, ele fala bastante sobre estes tumultuados dias no início do século 21. “Comecei a selecionar as músicas do disco em plena ressaca de todas aquelas manifestações que começaram em junho do ano passado”, explica a cantora. “Naturalmente fui selecionando canções que falavam do Rio. Porque para mim esse disco é uma espécie de resposta para tudo o que está acontecendo”. Essa proximidade entre passado e presente sempre esteve próxima à sua carreira, que já visitou Lamartine Babo, além de resgatar pérolas para os bailes da Orquestra Imperial.

“Desde muito antes de começar a cantar, fazia listas de ‘músicas antigas que eu achava que poderiam ter sido feitas hoje’, que é um critério bem subjetivo, mas virou um norte para o meu trabalho, uma espécie de ‘método’ de pesquisa eu uso para a vida. Levei para a Orquestra Imperial, que é um espaço maravilhoso para isso. Aliás, eu me convidei pra entrar para a Orquestra por causa dessas listas e as utilizei muito lá.” Nina descolou a música de abertura do novo disco para o site e é categórica ao recusar a nostalgia no novo trabalho. “Está tudo no disco, a canção que fala sobre a criminalidade e a violência nos morros, a relação entre a alta sociedade e a classe baixa, as modas da elite da época ironizados de forma que podemos reconhecer aspectos idênticos na nossa sociedade de hoje. Esse disco é tanto sobre a Dolores como sobre o Rio.”

Leia abaixo a entrevista que fiz com a cantora: