Dono de um dos melhores discos de 2015, o baladeiro norte-americano vem cedendo ao pop na nova formação de seus shows e com sua nova banda de apoio – os Duk – vem tocando versões de hits modernos, como “Forever” do Haim…
…”Can’t Feel My Face” do Weeknd…
…”Untitled” do D’Angelo…
…e “Somewhere Only We Know” do Keane.
As quatro versões foram registradas no show que ele fez sábado passado, em Washington, nos EUA.
Jack White chamou Courtney Barnett para participar da série de singles Blue Series da sua gravadora Third Man (que já lançou compactos de nomes como Beck, First Aid Kit, Tom Jones, Laura Marling, entre outros) e juntos escolheram lançar a faixa que encerra o ótimo disco de estreia de nossa querida prodígio indie australiana, “Boxing Day Blues“. E ela armou uma senhora surpresa ao incluir no lado B deste single uma versão super pessoal para o hino “Shivers”, a música mais conhecida da primeira encarnação do Birthday Party, a primeira banda de Nick Cave, quando ela ainda se chamava Boys Next Door. Ela traça uma conexão direta com um improvável cânone indie australiano, já que tanto ela quanto o Birthday Party são lá de down under. Olha que versão foda….
“Shivers” foi composta por Rowland S. Howard, o guitarrista que apresentou a microfonia à banda australiana no final dos anos 70, e encerra o único disco do Boys Next Door, Door Door, lançado em 1979. A música fazia parte do repertório da banda anterior de Howard, Young Charlatans, e foi o único single lançado pelo Boys Next Door. Escrita por seu autor quando ele tinha 16 anos, a faixa é um comentário irônico sobre a insegurança na adolescência.
O problema é que “Shivers” começa com a frase “Eu tenho contemplado o suicídio” e, mesmo que ela brinque com isso no verso seguinte (“mas não combina comigo”), estigmatizou a canção de tal forma que ela foi censurada na Austrália. A forma pesada que Nick Cave interpretava a faixa certamente ajudou a aumentar tal controvérsia:
A música seguiu como um dos principais marcos da carreira de Howard, sendo uma das músicas mais pedidas pelos fãs em sua carreira solo até sua morte em 2009:
Recentemente, a faixa também foi gravada pelo Divine Fits, o ótimo supergrupo indie liderado pelo Daniel Britt, do Spoon:
Que música foda. Mais um ponto pra Courtney, uma das principais artistas deste 2015.
E por falar em Patti Smith, quem também resolveu aproveitar os quarenta anos da obra-prima que inaugurou o punk como o conhecemos foi o Melbourne Festival, que reuniu um supergrupo de músicos australianos para tocar a íntegra do disco de estréia da senhora Smith ao vivo. A querida Courtney Barnett encabeça um quarteto que ainda conta com a cantora Jen Cloher, Adalita do Magic Dirty e o vocalista dos Drones Gareth Liddiard. O show acontece no próximo dia 18 e a procura foi tanta que eles abriram uma nova sessão, mais cedo, para quem quiser garantir o evento. Os ingressos estão à venda no site do festival, se alguém estiver por aquelas bandas nessa época.
Dono de um dos melhores discos deste excelente 2015, o grupo de Chaz Bundick, Toro y Moi, incluiu a faixa-título do disco do Unknown Mortal Orchestra deste ano, “Multi-Love”. O resultado não poderia ser melhor:
Tanto que a banda autora do hit aprovou:
hearing about @ToroyMoi covering Multi-Love is making me feel so happy
O grupo Brothers of Brazil – Supla e o irmão João Suplicy tocando punk rock com violão – foi o primeiro show do sábado no Rock in Rio, tocando ao lado de Glen Matlock, dos Sex Pistols. Registrei um trecho em vídeo com as versões que eles fizeram pra “Surfin’ Bird” e “Rock’n’Roll” – e em algum lugar ali no meio o pai deles estava pogando.
O grupo Astronauts Etc. liderado pelo multiinstrumentista Anthony Ferraro, convidou o chapa Chaz Bundick – que também atende por Toro Y Moi – para revisitar um dos grandes clássicos de Elton John, “Rocket Man”. E o resultado é uma versão discreta e quase easy-listening, mas um teclado sutil e um baixo condutor pronunciado bem ao fundo enchem-na de soul. Sem contar que Chaz soa muito à vontade nos vocais… Muito sussa.
Ainda enrolando o lançamento de seu aguardado Dear Tommy (que está pronto desde o início do ano e até agora não vazou), os Chromatics encontraram tempo pra regravar o imortal hit de Cyndi Lauper “Girls Just Wanna Have Fun” para um comercial da grife Mango, estrelado pelas modelos Kate Moss e Cara Delevingne. São só 30 segundos, segura:
Em comemoração ao aniversário de 40 anos do clássico Born to Run, do Bruce Springsteen, que acontece esta semana, o Mac do Superchunk desenterrou uma versão que fazia ao vivo em sua turnê no ano 2000, quando o grupo passou por Atlanta. No final de todos os shows daquela turnê, integrantes das bandas And You Will Know Us By The Trail of Dead… e Crooked Fingers, que viajavam com a banda dona da Merge Recors, subiam no palco de Superchunk para uma versão incendiária da música-título, incluindo Eric Bachmann do Crooked Fingers fazendo as vezes do Clarence Clemmons no sax.