Pedra fundamental na discografia do Sonic Youth, “White Kross”, do clássico Sister, de 1987, ganha uma senhora releitura grindcore a cargo de um dos principais nomes do gênero, o grupo inglês Napalm Death, que ao lançar sua primeira música inédita em quatro anos no single Logic Ravaged By Brute Force colocou a música do grupo nova-iorquino no lado B.
Tô falando pra ficar de olho na carreira solo da vocalista do Paramore, Hayley Williams… Saca essa versão que ela fez pra ótima “Don’t Start Now” da Dua Lipa num programa da BBC.
Apesar de Morrissey enfileirar motivos para deixarmos de acompanhar sua carreira solo (que já não me chama atenção desde seu terceiro álbum, ainda nos anos 90), o legado de sua banda original segue inconteste: a importância dos Smiths continua intacta apesar de todos os absurdos fascistas e xenófobos proferidos por seu vocalista e letrista. Tanto que o grupo esteve em um pequeno furor ao ter seu primeiro registro musical tornado público por um coadjuvante da primeiríssima fase da banda. Dale Hibbert gravou alguns dos primeiros discos da banda e foi um dos primeiros baixista do grupo, respondendo à busca que Morrissey e o guitarrista Johnny Marr iniciaram no começo dos anos 80. Para mostrar o tipo de som do grupo, os dois gravaram uma versão guitarra e voz para uma pérola obscura dos anos 60, “I Want A Boy For My Birthday“, lado B de um single do girl group norte-americano The Cookies, já mostrando a obsessão de nerd de música do vocalista (Marr nunca tinha ouvido a música). A fita foi enviada para Dale para criar uma linha de baixo antes de eles gravarem uma demo em agosto de 1982, que nunca aconteceu – além da gravação abaixo, os Smiths só a tocaram uma vez ao vivo, em outubro daquele ano, para nunca mais. O hoje engenheiro de som publicou a deliciosa versão em seu canal no YouTube, pinçada pelo blog Slicing Up Eyeballs, e em pouco tempo, a música foi disponibilizada no próprio canal do grupo inglês.
Courtney Barnett reaparece fazendo uma versão para “Keep On” de seus conterrâneos de gravadora Loose Tooth. A versão, mais molenga e sossegada que a original, faz parte da coletânea Milk on Milk, organizada pela gravadora australiana Milk!, em que artistas do selo tocam músicas uns dos outros.
Na turnê de divulgação de seu ótimo Norman Fucking Rockwell, nossa querida Lana Del Rey está revisitando os clássicos. Começou quando ela convidou Sean Lennon, o filho de John Lennon e Yoko Ono, para dividir a faixa que os dois gravaram juntos em seu disco anterior, Love, “Tomorrow Never Came”, em sua apresentação no Jones Beach Theatre, anfiteatro ao ar livre perto do Nova York, no dia 21 do mês passado…
Depois, no dia 2 deste mês, eem Seattle, ela estreou uma versão para “For Free”, de Joni Mitchell, que acabou incluindo no repertório da turnê…
E pra finalizar, no domingo passado, num mesmo show em Berkley, na Califórnia, ela primeiro chamou outro filho de outra lenda: Adam Cohen, filho do velho Leonard, a acompanhou na clássica “Chelsea Hotel”, uma das pérolas do repertório de seu pai…
…Depois foi a vez de ela chamar ninguém menos que a lenda Joan Baez, com quem dividiu a faixa-título de seu disco de 1975, “Diamonds & Rust”, deixando-a depois tocar, sozinha, “Don’t Think Twice, It’s All Right”.
Quem foi criança nos anos 80 vibrava com as aventuras do carro Supermáquina, veículo futurista dirigido pelo ator David Hasselhoff que alimentava sonhos de consumo infantis alimentados pela indústria automobilística. O canastrão, que anos depois foi um dos protagonistas de outra série nostálgica, Baywatch, agora realiza seu sonho e lança seu primeiro disco solo, um álbum new wave cheio de versões de hits do passado com participações especiais inusitadas. Open Your Eyes traz Hasselhoff cantando músicas como “Lips Like Sugar” (do Echo & The Bunnymen), “Heroes” (de David Bowie), “Sugar, Sugar” (dos Archies) e o standard “Sweet Caroline” com colaboradores tão díspares quanto o repertório, como a banda A Flock of Seagulls, Todd Rundgren, Steve Cropper e Ministry (!!). Ele antecipou uma das faixas – a versão para “Head On”, do Jesus & Mary Chain, gravada ao lado do guitarrista do grupo Cars, Elliot Easton, e o resultado ficou até legal: sem as guitarras dos irmãos Reid (substituída por uma parede de ruído sintético, uma guitarra meio surf music e um solo horroroso) e a faixa ressurge como uma pérola new wave.
Lana Del Rey lança seu quinto álbum, Norman Fucking Rockwell!, nesta sexta-feira e já é um de seus melhores discos.
Ela aproveitou para lançar mais um clipe, desta vez para a versão que fez para “Doin’ Time”, do Sublime, em que ela surge como uma mulher gigantesca.
E nem bem ela lançou o novo álbum e ela já está falando sobre outro disco que ela quer lançar até o ano que vem. “Chama-se White Hot Forever. Acho que provavelmente será um lançamento surpresa dentro dos próximos 12 ou 13 meses”, contou ao Times inglês.
Nossa musa Lana Del Rey prepara o terreno para seu sexto álbum, Norman Fucking Rockwell, que se tornará público no penúltimo dia deste mês, e lança uma versão para “Season of the Witch”, clássico de Donovan nos anos 60, para manter seu nome quente durante este mês de agosto. Produzida pelo mesmo Jack Antonoff que a produziu em seu próximo disco, a faixa não estará no novo álbum e sim na trilha sonora do novo filme de Guillermo del Toro, baseado na trilogia de livros Scary Stories to Tell in the Dark, que estreia agora em agosto nos EUA.
O single reforça a aura de feitiçaria que ela vem assumindo desde seu disco mais recente, Lust for Life. Já Norman Fucking Rockwell teve sua capa e nome das músicas revelados no fim do mês passado, além de um trailer (abaixo). Todas as músicas que Lana mostrou antes do novo lançamento (“Venice Bitch”, “Mariners Apartment Complex”, “Hope Is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – But I Have it” e a versão para “Doin’ Time” do grupo Sublime) entraram no álbum.
Dividindo a capa com ela surge Duke Nicholson, neto de Jack Nicholson. Tira onda essa Lana…
“Norman Fucking Rockwell”
“Mariners Apartment Complex”
“Venice Bitch”
“Fuck it I Love You”
“Doin’ Time”
“Love Song”
“Cinnamon Girl”
“How to Disappear”
“California”
“The Next Best American Record”
“The Greatest”
“Bartender”
“Happiness is a Butterfly”
“hope is a dangerous thing for a woman like me to have – but i have it”