O disco novo do Xx é meio mais ou menos, mas essa versão que eles fizeram pra “Too Hot”, do Drake com a Rihanna, no Live Lounge da BBC, melhorou a versão original.
Ano pesado esse que termina, sob diversos pontos de vista. E foi pensando em lavar a alma que Pitty desenterrou uma das faixas de seu Agridoce, o projeto acústico ao lado do guitarrista Martin, que não foi para o disco de 2011. A escolhida para exorcizar 2016 é a clássica “Hallelujah”, de uma das grandes vítimas do ano, Leonard Cohen, que chega em primeira mão via Trabalho Sujo. “Tinha muita jam entre as sessões de gravação, tocávamos várias músicas de outros artistas, essa foi uma delas, uma sobra de estúdio que lembramos agora que existia”, lembra. “Não só por causa de Cohen, mas por todo o ano de 2016, que parece ter tido uma áurea mais densa, com tanta coisa acontecendo, decidimos compartilhar. Vi muita gente comentando sobre esse ano ter sido tenso. Que todas as perdas sejam curadas e que venha o ano novo. Que essa música e esse vídeo sirvam para fechar a tampa de 2016, levando embora as coisas pesadas, e abrir os caminhos para 2017”.
Tomara, viu, Pitty. Porque ô aninho brabo…
Conversei com Jorge Du Peixe no Maranhão e ele me adiantou que o próximo disco da Nação Zumbi será de versões – dei mais detalhes do projeto que hoje chama-se Radiola NZ – mas pode mudar de nome – lá no meu blog no UOL.
Principal atração do primeiro dia do festival BR 135, que começou nesta quinta-feira, dia 24, em São Luís, no Maranhão, a banda pernambucana Nação Zumbi está encerrando o ciclo de comemoração dos 20 anos do disco Afrociberdelia, segundo álbum da banda, lançado em 1996, para começar um novo projeto, ainda com título provisório de Radiola NZ. O novo álbum trará versões para músicas favoritas do grupo, tanto brasileiras quanto internacionais, e o repertório poderá ter faixas de Amy Winehouse, Last Shadow Puppets, Mutantes, Velvet Underground, Clash, Erasmo Carlos, David Bowie, Roxy Music, entre outros. “Ainda estamos definindo tudo, mas já começamos a rascunhar algumas versões, como ‘Ashes to Ashes’ de David Bowie e ‘Love is the Drug’ do Roxy Music”, me contou o vocalista do grupo, Jorge Du Peixe.
O gatilho para este novo disco, que deve começar a ser gravado neste fim de semana, em Fortaleza, foi o show que o grupo fez no Festival da Cultura Inglesa deste ano, quando foram convidados a fazer versões de músicas em inglês. O grupo tocou versões para “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, “A Message To You Rudy”, dos Specials, “Time of the Season” dos Zombies e “China Girl”, de Iggy Pop e David Bowie. A partir daí a banda começou a cogitar novas versões e o projeto ganhou título e forma, embora ainda esteja em seu estágio inicial.
Versões não são novidades para a Nação. Além de ter dois de seus maiores hits escritos por outros artistas (“Maracatu Atômico” de Jorge Mautner e “Quando a Maré Encher” da banda olindense Eddie), o grupo já dividiu um disco com os conterrâneos e contemporâneos Mundo Livre S/A, quando um tocava músicas do outro, além de manter o projeto paralelo Los Sebosos Postizos, em que tocam músicas do período clássico de Jorge Ben. O novo álbum deve ser lançado no ano que vem, mas a banda não tem pressa. “Temos nosso tempo e precisamos respeitá-lo”, conclui Jorge.
O grupo de Dave Grohl está presente na caixa de aniversário do clássico 2112 fazendo uma versão para “Overture” – mais detalhes sobre a caixa no meu blog no UOL.
O trio canadense Rush anunciou o lançamento de várias versões especiais comemorativas de seu primeiro disco clássico, a ópera-rock 2112, lançada em 1976. E entre os inúmeros extras que aparecem em diferentes versões do box set especial está a versão que Dave Grohl e Taylor Hawkins, dos Foo Fighters, gravaram ao lado do produtor Nick Raskulinecz para a faixa de abertura do épico. Os três já haviam tocado a música ao vivo quando o Rush foi aceito no Rock’n’Roll Hall of Fame, em 2013. O próprio Rush compareceu e tocou seus hinos “Tom Sawyer” e “The Spirit of Radio”.
Pouco antes da apresentação ao lado do Rush, o próprio Dave Grohl falou da importância do Rush em um discurso apaixonado de puro nerdismo rock’n’roll, assista abaixo, em inglês:
E no ano passado o grupo de Grohl convidou um fã para cantar “Tom Sawyer” acompanhado por eles.
A caixa especial de aniversário, que conta com vinis, LPs, DVDs, pôsteres e um monte de outras coisas, já está à venda no site da banda e, além da versão Grohl, Hawkins e Raskulinecz para “Overture”, a caixa ainda conta com versões feitas por Alice in Chains (“Tears”), Billy Talent (“A Passage to Bangkok”), Steven Wilson, do Porcupine Tree (“The Twilight Zone”), e Jacob Moon (“Something for Nothing”).
A versão atual para “Overture” pode ser ouvida no programa de rádio online The Strombo Show neste link (mova o cursor para os 46 minutos para ir direto para a versão). O programa também conta com uma entrevista com o guitarrista do Rush, Alex Lifeson.
Inicialmente um desafeto dos Ramones, o ex-vocalista dos Smiths Morrissey logo viu a luz do punk rock e entendeu a importância do grupo para o movimento, a ponto de chegar a organizar a coletânea limitada (9 mil cópias) Morrissey Curates the Ramones sobre a banda lançada pela gravadora Rhino no Record Store Day de 2014. Mas o auge do fanatismo do vocalista pelo grupo aconteceu neste fim de semana, quando em um show no Brooklyn, em Nova York, ele surpreendeu a todos com uma versão fiel e apaixonada para “Judy is A Punk”, do mítico grupo nova-iorquino.
Agora de outro ângulo:
Que beleza.
A princípio rola só aquele sensação de desconforto pelo contexto completo (uma atriz da Globo homenageando Kurt Cobain ao piano no programa do Jô Soares), mas ela nem sabe a letra da música direito e as coisas vão piorando até você começar a pensar que talvez Seinfeld dublado pelo Eri Johnson não seja a pior notícia do dia…
Max de Castro resolveu celebrar a obra de Prince ao lado de uma das bandas do mestre púrpura – a New Power Generation que ele montou para acompanhá-lo no iníco dos anos 90 – e trouxe-a para o Brasil para um único show nessa sexta-feira no Cine Joia (mais informações aqui). No repertório, a banda irá privilegiar os hits do mestre que morreu este ano, inclusive músicas de outras fases de sua carreira. Tenho um par de ingressos para sortear aqui no Trabalho Sujo – para concorrer basta dizer que música do Prince você queria ver ao vivo e porque aí nos comentários, que até o fim desta quinta-feira escolho quem ganhou. E para sacar o clima da noite, o Max descolou um vídeo com um ensaio em que eles tocam “Musicology”, saca só: