O líder do grupo norte-americano Fleet Foxes Robin Pecknold gravou uma versão para “Do What You Gotta Do“, de Nina Simone, em uma visita à BBC.
Ele também tocou a faixa “If You Need To, Keep Time On Me” do disco mais recente de sua banda, o ótimo Crack-Up, ao lado do tecladista Casey Wescott. Confira a íntegra do programa abaixo:
“A gente sempre curtiu Specials, muitas pessoas não notam”, me explica Jorge du Peixe, vocalista da Nação Zumbi, sobre a versão que a banda fez para “Do Nothing”, dos Specials, mais uma versão de seu disco Radiola NZ, que chega às plataformas digitais nessa sexta-feira, e que a banda descolou em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo, bem como a capa do disco, feita pelo artista gráfico Shiko.
Além de Specials, Secos e Molhados e da versão para “Refazenda” do Gilberto Gil, o disco ainda contará com versões para “Não Há Dinheiro Que Pague” de Roberto Carlos, “Tomorrow Never Knows” dos Beatles (que o grupo já toca ao vivo há tempos), “Sexual Healing” de Marvin Gaye, “Dois Animais na Selva Suja da Rua” do Taiguara, eternizada por Erasmo Carlos, “Balanço” de Tim Maia) e “Ashes to Ashes” (David Bowie). “E é o volume 1, vamos fazer outros discos de versões no futuro, com tempo”, explica o vocalista.
A banda pernambucana Nação Zumbi começa a revelar seu disco de versões Radiola NZ, que será lançado ainda este ano, com uma releitura para o clássico “Refazenda” de Gilberto Gil.
A dupla Damon Krukowski e Naomi Yang, que formava o Galaxie 500 ao lado de Dean Wareham, acaba de lançar o disco ao vivo Everything Quieter Than Everything Else composto por gravações que fizeram na capital japonesa Tóquio em 2005 e 2008 e a faixa que encerra o álbum é uma versão para o lamento “Araçá Azul”, do disco experimental de mesmo nome lançado por Caetano Veloso em 1973, que mistura-se com uma resposta que a dupla fez para a música do baiano, chamada “The Earth is Blue”.
Os Boogarins estiveram no programa da Roberta Martinelli e tocaram “Camadas”, a música que o Dinho compôs com a Céu em seu disco mais recente, o excelente Tropix.
Dá pra assistir à íntegra do Cultura Livre com a banda goiana logo abaixo:
Excursionando após lançar seu A Deeper Understanding – que não me bateu tão bem quanto seu terceiro disco, Lost in a Dream -, a banda norte-americana War on Drugs passou por Toronto no fim de semana passado, quando o líder da banda, Adam Granduciel, pode saudar a importância de seu ídolo Neil Young, nascido na cidade canadense, ao puxar uma soberba versão para o hino “Like a Hurricane”, uma das assinaturas musicais do velho Neil.
A morte de Tom Petty, no início do mês, pegou a todos de surpresa: fãs, amigos, parentes e músicos. Um dos mais abalados pela notícia tenha sido o notoriamente imóvel Bob Dylan, que lamentou a perda do amigo em um raro comunicado emotivo: “Foi uma notícia chocante, devastadora”, disse à revista Rolling Stone. “Eu achava que Tom era o máximo. Era um grande artista, cheio de luz, um amigo e nunca me esquecerei dele.” Dylan assistiu à ascensão do artista, vendo-o firmar-se a ponto ser o caçula da elite de veteranos chamada Travelling Willburys, supergrupo criado nos anos 80 que reunia, além de Tom e Bob, Roy Orbinson, Jeff Lynne e George Harrison. A homenagem ao falecido amigo prosseguiu neste fim de semana, quando, no sábado, Dylan lembrou que Tom Petty completaria 67 anos na véspera, puxando uma versão de um dos maiores hits do cantor e compositor, “Learn to Fly”, durante um show na cidade Denver, no estado do Colorado, nos Estados Unidos.
Em sua recente visita à BBC, nossa querida Lorde colocou em prática seu apreço por Phil Collins, resgatando um clássico dos anos 80 para este século – sua versão de “In the Air Tonight”, talvez a música mais emblemática do ex-baterista do Genesis, já é uma das melhores versões deste ano. Que vocalista!
Amaldiçoado como ícone da prepotência yuppie graças à dobradinha livro/filme Psicopata Americano, Phil Collins é uma das obsessões da cantora e compositora neozelandesa, que declarou recentemente inspirar-se no hitmaker em entrevista ao podcast WTF, do jornalista norte-americano Marc Maron (a parte do Phil Collins é lá pelo minuto 56, mas vale ouvir todo o papo, ela é demais). Lorde também gravou uma versão ao vivo para sua excelente “Green Light”, a faixa que apresentou seu ótimo disco mais recente.
O Depeche Mode vem homenageando David Bowie em sua atual turnê pelos Estados Unidos ao revisitar o clássico hino “Heroes”, que completa 40 anos em 2017, e aproveitou a proximidade do aniversário da canção para registrar sua versão em estúdio.
Em turnê pelo Reino Unido com seu ótimo Sleep Well Beast, o grupo The National resolveu homenagear os fãs de Manchester ao tocar uma música de seus conterrâneos ao vivo, escolhendo “Love Vigilantes” do New Order para abrir o bis do show do dia 23.