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Nick Cave via Kurt Vile

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Encerrando a divulgação do projeto Songs for Australia, que visa arrecadar fundos para as vítimas no incêndio que dizimou parte da vida selvagem do país-continente, eis que surge a versão que o bardo norte-americano Kurt Vile fez para “Stranger Than Kindness” do bardo australiano Nick Cave, tirando todos os elementos oitentistas (a bateria muda, o ruído da guitarra, aquele solo esquisito do fim) e mantendo o clima solene enquanto a traz para o campo, em uma tarde outonal – mas igualmente estranha.

O disco, recém-lançado, conta com versões para músicas do Midnight Oil, INXS e Sia, todos artistas australianos.

Damien Rice e um “Chandelier” deslumbrante

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Em mais uma versão para o projeto Songs for Australia, que está arrecadando fundos para ajudar às vítimas das queimadas que incendiaram o país no começo do ano, o cantor e compositor irlandês Damien Rice relê ao piano o hit “Chandelier”, da australiana Sia – e conseguiu extrair a essência da canção em uma versão deslumbrante.

A coletânea será lançada na próxima sexta e sua organizadora, a cantora e compositora local Julia Stone, já mostrou sua versão para “Beds are Burning” do Midnight Oil bem como a versão que o National fez para “Never Tear Us Apart”, do INXS,.Julia Stone já mostrou sua versão para “Beds are Burning” do Midnight Oil bem como a versão que o National fez para “Never Tear Us Apart”, do INXS

Warpaint ♥ Fugazi

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Jenny Lee, baixista do grupo californiano Warpaint, grava uma deliciosa versão para “I’m So Tired” da clássica banda de hardcore de Washington Fugazi. Derreta comigo…

A versão é parte de um vinil de edição limitada que ela lança no Record Store Day deste ano, no mês que vem – e o lado B do single é uma versão para “Some Things Last a Long Time”, do Daniel Johnston, que ainda não apareceu online… Mas imagina…

Letrux ♥ PJ Harvey

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Letícia se entrega ao tocar “The Dancer” sozinha ao piano, numa apresentação no ano passado aqui em São Paulo.

Dica do Giancarlo.

Mercury Rev via Matt Berninger

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O vocalista do grupo National Matt Berninger regrava a eterna “Holes” do Mercury Rev para o novo volume da coletânea 7-inches for Planned Parenthood, que reúne artistas engajados na difusão da ideia de que a saúde pública é um direito do cidadão norte-americano.

Ficou linda.

INXS via National

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Organizada pela cantora e compositora australiana Julia Stone, a coletânea Songs for Australia foi criada como uma forma de arrecadar fundos para as vítimas dos incêndios na Austrália, reunindo artistas de todo o mundo para doar versões para músicas conhecidas de artistas australianos – e assim Julia trouxe nomes como Damien Rice, Kurt Vile, Martha Wainwright, entre outros, para regravar músicas de Nick Cave, Goyte, Sia e outros tantos (além de ela mesma ter lançado o projeto com sua versão besta para “Beds Are Burning” do Midnight Oil). Nesta quinta-feira foi a vez do grupo norte-americano The National mostrar sua versão comportada para a bela “Never Tear Us Apart”, a maior balada do INXS.

O projeto, chamado Songs for Australia, está vendendo a coletânea em seu site, além de mostrar outras formas de colaborar com a iniciativa.

Johnny Jewel não para!

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Não bastasse estar à toda com seus Chromatics (sacando versão dupla do ótimo disco que lançou ano passado, seguido de música inédita), o norte-americano Johnny Jewel parece ter entrado num flow criativo intenso – e acaba de lançar uma versão estridente e sinuosa para a clássica “Bizarre Love Triangle” com mais uma de suas inúmeras bandas, desta vez o trio Desire, composto por ele, o comparsa de Chromatics Nat Walker e a cantora canadense Megan Louise.

Uma versão bem simples, mas absorta no universo sonoro de nosso herói.

Napalm Death tocando Sonic Youth!

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Pedra fundamental na discografia do Sonic Youth, “White Kross”, do clássico Sister, de 1987, ganha uma senhora releitura grindcore a cargo de um dos principais nomes do gênero, o grupo inglês Napalm Death, que ao lançar sua primeira música inédita em quatro anos no single Logic Ravaged By Brute Force colocou a música do grupo nova-iorquino no lado B.

Vocês lembram da original, claro…

A primeira gravação dos Smiths

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Apesar de Morrissey enfileirar motivos para deixarmos de acompanhar sua carreira solo (que já não me chama atenção desde seu terceiro álbum, ainda nos anos 90), o legado de sua banda original segue inconteste: a importância dos Smiths continua intacta apesar de todos os absurdos fascistas e xenófobos proferidos por seu vocalista e letrista. Tanto que o grupo esteve em um pequeno furor ao ter seu primeiro registro musical tornado público por um coadjuvante da primeiríssima fase da banda. Dale Hibbert gravou alguns dos primeiros discos da banda e foi um dos primeiros baixista do grupo, respondendo à busca que Morrissey e o guitarrista Johnny Marr iniciaram no começo dos anos 80. Para mostrar o tipo de som do grupo, os dois gravaram uma versão guitarra e voz para uma pérola obscura dos anos 60, “I Want A Boy For My Birthday“, lado B de um single do girl group norte-americano The Cookies, já mostrando a obsessão de nerd de música do vocalista (Marr nunca tinha ouvido a música). A fita foi enviada para Dale para criar uma linha de baixo antes de eles gravarem uma demo em agosto de 1982, que nunca aconteceu – além da gravação abaixo, os Smiths só a tocaram uma vez ao vivo, em outubro daquele ano, para nunca mais. O hoje engenheiro de som publicou a deliciosa versão em seu canal no YouTube, pinçada pelo blog Slicing Up Eyeballs, e em pouco tempo, a música foi disponibilizada no próprio canal do grupo inglês.

Que joia.