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The National tocando Echo & The Bunnymen com o guitarrista do War on Drugs

Imagina que no meio do show do The National a banda convida o guitarrista do War on Drugs para tocar uma música do Echo & The Bunnymen. Pois isso aconteceu duas vezes neste fim de semana, quando Adam Granduciel se juntou ao grupo liderado por Matt Berninger na sexta (em Toronto, no Canadá) e no sábado (em Cuyahoga Falls, nos EUA), para tocar o hit “Bring on the Dancing Horses”. Nada mal, dá uma sacada como foi no show de sexta…  

Kills ♥ Billie Eilish

E essa ótima versão que a dupla Kills fez para a faixa-título do segundo disco da Billie Eilish? Alison Mosshart e Jamie Hince voltaram a tocar juntos em 2023 depois de um tempão separados e ao mostrar as músicas do disco lançado naquele ano, God Games (o primeiro desde Ash & Ice, de 2016), em versão acústica na rádio norte-americana Sirius FM, despertaram o interesse da gravadora inglesa Domino em lançar um EP desta natureza. E embora a interpretação que os dois fizeram para a excelente “Happier than Ever” tenha sido o que chamou a atenção do selo, eles resolveram gravar uma versão elétrica, que compartilharam nesta terça-feira, ao anunciar o lançamento do EP Happier Girls (já em pré-venda) que será lançado nessa sexta-feira. Ouça abaixo:  

Venha conhecer Margo Guryan

Um dos melhores segredos da música pop norte-americana está mais uma vez sendo lentamente revelado quando a gravadora norte-americana Sub Pop anunciou o lançamento de um disco-tributo a uma cantora única na história da música pop: Margo Guryan, foco do álbum Like Someone I Know: A Celebration of Margo Guryan, que reúne artistas como Clairo, Tops e Frankie Cosmos para visitar a carreira da cantora, que morreu em 2021. Pianista de formação, ela desdenhava da música pop e desistiu de cantar logo que foi contratada pela gravadora Atlantic, que preferiu trabalhar seus talentos como letrista e musicista, quando trabalhou com artistas como Harry Belafonte, Don Cherry e Ornette Coleman. Mas ao separar-se do marido, encontrou refúgio emocional em “God Only Knows” dos Beach Boys e ficou encantada com aquele pop que desconhecia e aos poucos começar fazer suas pequenas sinfonias barrocas, que foram eternizadas num único disco, a obra-prima Take a Picture, em que o encontro de suas composições com sua voz pequena e macia parece algo sonhado de tão perfeito. Mas ela não quis fazer shows e nunca lançou o disco ao vivo, deixando aos poucos o mercado de música para dar aulas de piano. Mas em vários momentos de sua vida ela foi redescoberta por diferentes gerações e pode inclusive lançar novos discos em outros momentos de sua música. Agora é a vez de mais uma geração ser apresentada à sua genialidade graças ao disco que será lançado no início de novembro (e já está em pré-venda), mas que já teve três faixas reveladas: a linda “Sunday Morning” tocada pelos Tops, a faixa que batiza seu disco de 68 tocada pelo encontro de Frankie Cosmos com a banda Good Morning e a música que dá nome ao disco-tributo tocada pelo grupo Empress Of. Ouça as faixas abaixo, além de ver a capa do disco e a relação com as músicas da coletânea, e me diz se não dá vontade de ouvi-la sem parar?  

E a Billie Eilish reverenciando a Peggy Lee ao lado da Debbie Harry?

Não tinha visto essa: no dia 27 de julho de 2022, a Billie Eilish foi convidada para participar de um show tributo a Frank Sinatra e Peggy Lee que aconteceu no Hollywood Bowl e, acompanhada pela Count Basie Orthestra, ela cantou uma versão fodona para a clássica “Fever” emendando uma versão para “Is That All There Is” com ninguém menos que Debbie Harry. Sente o drama:  

E essa versão pra “Stockholm Syndrome” do Yo La Tengo?

“Stockholm Syndrome” é um dos pontos focais do mágico I Can Hear The Heart Beating As One, disco de 1997 do Yo La Tengo que é certamente o disco mais consensual do trio de Nova York – e sua beleza e simplicidade (temperada pelo solo noise de Ira Kaplan) estica o disco para o polo mais indie-pop e menos experimental do disco clássico. Não por acaso foi a escolha de Jessica Dobson, líder da veterana banda de Seattle Deep Sea Diver, para ser incluída na coletânea Every Possible Way, que o selo 3Sirens, de Nashville, nos EUA, organizou para levantar fundos para o Everytown For Gun Safety Support Fund, que tenta resolver o problemaço que os Estados Unidos têm com a facilidade de acesso a armas de fogo. A compilação reúne artistas revivendo sucessos dos anos 90 (como o White Denim tocando “Connection” do Elastica, Coco tocando “Holiday” do Weezer e os Grahams tocando “Waitin’ For A Superman” dos Flaming Lips) e lançará semanalmente cada uma das dez canções, até disponibilizar a íntegra do disco em dezembro. E a versão deste primeiro single ficou tão certinha quanto inquieta, como o original (mantendo inclusive o solo barulhento). Saca só:  

E esse medley de versões feitas pelo Khruangbin?

Adoro bandas tocando músicas dos outros, bandas instrumentais fazendo versões para músicas que têm vocal e bandas que fazem versões para clássicos do rap sem precisar citar os vocais, além de medleys que misturam diferentes pedaços de música. Se você também gosta disso tudo, dá uma sacada esse trecho do show que o ótimo Khruangbin fez há dois anos no BBC6 Music Festival, misturando músicas do David Bowie, MF Doom, Ol’ Dirty Bastard, Elton John, A Tribe Called Quest, Spandau Ballet, Chris Isaak, Ice Cube, Brick, Notorious B.I.G., Warren G e Dr. Dre – veja se você reconhece todas.

Assista o show completo abaixo, o medley fica entre os minutos 27 e 35:  

De repente, DO NADA, Paul McCartney

E por falar em aparição surpresa, quem deu as caras sem avisar antes num show nessa terça-feira foi Sir Paul McCartney, que subiu no palco da casa de shows Stephen Talkhouse numa praia na região de Nova York onde o produtor Andrew Watt fazia uma festa com o baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Paul subiu no palco e cantou duas músicas, “I Saw Her Standing There” – música que abre o primeiro disco dos Beatles – e “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, que ele cantou ao lado da namorada de Watt, Charlotte Lawrence. Só imagina…

Assista abaixo:  

Clairo ♥ Lana Del Rey

A Clairo lançou mais um disco bonitinho esse ano e vem surfando na onda deste seu Charm fazendo movimentos como este single que gravou com exclusividade para o Spotify, revisitando sem mexer um tico na ótima “Brooklyn Baby” do excelente Ultraviolence de Lana Del Rey que está completando dez anos este ano. Uma boa deixa para voltarmos a ouvir este que é meu disco favorito da Laninha…

Ouça abaixo:  

Girl in Red ♥ Billie Eilish

E a norueguesa Marie Ulven Ringheim, mais conhecida como Girl in Red, passou semana passada pela rádio australiana Triple J e escolheu a melhor música do disco novo da Billie Eilish para fazer uma versão no clássico quadro Like a Version, em que a emissora sempre pilha artistas para revisitar suas músicas favoritas. E fez bonito: com uma banda completa ao seu redor, ela tirou “Lunch” dos timbres eletrônicos que marcam o terceiro disco da Billie, transformando-a em um rock como só uma garota pode cantar. Bem foda.

Assista abaixo:  

Kraftwerk celebra Ryuichi Sakamoto em sua passagem pelo Japão

“A próxima composição é para meu amigo, Ryuichi Sakamoto”, disse Ralf Hütter durante a apresentação do Kraftwerk no Fuji Rock Festival, que aconteceu no país de origem do músico homenageado, falecido em 2023. “Somos amigos para sempre. Desde nosso primeiro concerto do Kraftwerk em Tóquio, em 1981. Quando tocamos no No Nukes Festival em 2012, Sakamoto escreveu uma nova letra em japonês para ‘Radioactivity’, que tocamos naquele show”, concluiu, antes de apresentar uma rara versão de música alheia em um show da banda alemã, quando tocaram uma versão maravilhosa para “Merry Christmas, Mr Lawrence”, a primeira trilha sonora escrita por Sakamoto, arte em que ele tornaria-se um mestre. A música tem o mesmo título do filme que Nagisa Ōshima dirigiu em 1983 e que ainda conta com a participação de David Bowie. A mesma música que lentamente foi transformando-se em “Radioactivity”. Lindo demais… Assista abaixo: