Continuando o combinado.
Led Zeppelin – “In the Light”
Evinha – “Esperar Pra Ver”
Bárbara Eugenia – “Vou Ficar Maluca”
Pere Ubu – “Modern Dance”
Mr. Twin Sister – “In the House of Yes”
Durutti Column – “Jacqueline”
Rodrigo Ogi – “Nuvens”
Rimas + Melodias – “Origens”
Coruja BC1 – “Modo Foda-Se”
Racionais MCs – “Você Me Deve”
Curumin – “Boca de Groselha”
Letrux – “Coisa Banho de Mar”
Courtney Barnett + Kurt Vile – “Over Everything”
Far from Alaska – “Cobra”
PJ Harvey – “The Community Of Hope”
PJ Harvey – “The Ministry Of Defence”
PJ Harvey – “The Words That Maketh Murder”
PJ Harvey – “Down by the Water”
PJ Harvey – “50 ft Queenie”
Retomando a periodicidade…
Holy Fuck – “Red Lights”
Angel Olsen – “Specials”
Electrelane – “The Valleys”
Maglore – “Quando Chove no Varal”
Metá Metá – “Angoulême”
Hüsker Dü – “Pink Turns to Blue”
Hüsker Dü – “She Floated Away”
Hüsker Dü – “Never Talking to You Again”
Hüsker Dü – “Green Eyes”
Hüsker Dü – “She’s A Woman (And Now He Is A Man)”
Hüsker Dü – “Turn on the News”
Deee-Lite – “Deee-Lite Theme”
BaianaSystem + Titica – “Capim Guiné”
Glue Trip – “La Edad Del Futuro”
Tatá Aeroplano + Bárbara Eugenia – “Luz no Fim do Mundo”
Tim Bernardes – “Ela Não Vai Mais Voltar”
Rimas & Melodias – “Origens”
Baco Exu do Blues – “Te Amo, Disgraça”
Flora Matos – “Perdendo o Juízo”
Bonifrate – “Lei de Remédios”
Depeche Mode – “Heroes”
Courtney Barnett + Kurt Vile – “Continental Breakfast”
Gus Gus – “Polyesterday”
Neil Young – “Ride My Llama”
The National – “Nobody Else Will Be There”
Mais uma música da feliz parceria entre Kurt Vile e Courtney Barnett, “Continental Breakfast” celebra a amizade intercontinental dos dois.
O disco sai no mês que vem e já está em pré-venda.
Sem alarde, Kurt Vile e Courtney Barnett lançam o primeiro single de sua colaboração mútua junto com o clipe de “Over Everything” – que música boa! Lotta Sea Lice vê a luz do dia no dia 13 de outubro – a capa é essa aí em cima e a ordem das faixas (que inclui Kurt regravando “Outta the Woodwork” de Courtney e Courtney regravando “Peeping Tomboy” de Kurt) vem abaixo do clipe.
“Over Everything”
“Let It Go”
“Fear Is Like a Forest”
“Outta the Woodwork”
“Continental Breakfast”
“On Script”
“Blue Cheese”
“Peepin’ Tom”
“Untogether”
Nossa querida australiana Courtney Barnett registra uma de suas primeiras canções, “How to Boil an Egg”, para o clube de assinatura de singles Split Singles Club, uma parceria entre as gravadoras locais Milk! Records e Bedroom Suck. Courtney falou sobre sua nova/velha canção num post no Facebook: “Eu tocava essa música em palcos com microfone aberto e gravei esta versão recentemente quando estava enfurnada no mato gravando umas demos para meu próximo álbum. Seguindo a tradição das compilações da Milk! Records, como “Pickles from the Jar” ou “Three Packs a Day”, eu queria incluir uma canção minha no Split Singles Club que estava um tanto à esquerda do centro do disco. É um experimento de composição que realmente não pertence a nenhum outro lugar.”
Conversei com a Courtney Barnett antes de seu ótimo primeiro show no Brasil – o papo tá todo lá no meu blog no UOL.
“De repente, parece que tudo mudou”, me explica Courtney Barnett, que apresentou-se na semana passada em São Paulo, quando a pergunto sobre o pesado clima conservador que paira sobre 2016. “Acho que as pessoas jogam muito uma expectativa sobre o próprio futuro delas em outras pessoas e esquecem-se que elas mesmas têm de fazer algo”, conta a cantora e compositora australiana, autora de um dos melhores discos do ano passado, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit.
O próprio título de seu disco de estreia (“às vezes eu sento e penso e às vezes eu só sento”) é uma crítica a esta expectativa sobre o papel político do artista. “Eu me sinto frustrada e desiludida com tudo que tem acontecido, mas eu sempre me sinto assim”, ela continua, “eu leio muito as pessoas comentando na internet coisas assim, que o artista tem de ser o farol dos tempos e eu tendo a concordar, mas acho que não pode ser só isso. Isso é uma forma de deixar as coisas nas mãos dos outros e fingir que aquilo não é problema seu.” Pergunto se isso tem relação com a desilusão atual com os políticos e a política e ela apenas ri, concordando com a cabeça e dando de ombros. “As coisas vão piorar, não adianta ficar só lamentando ou procurando culpados.”
29 anos recém-completos, gigantescos olhos claros (um mais esverdeado que o outro) e jeito de moleque, Courtney perde a candura ao subir no palco. O ar juvenil dá lugar a uma guitar hero que cresce no palco e suas crônicas malkmusianas sobre a vida não ser nem especial nem fútil viram pequenos manifestos elétricos, ditos sem rodeios. Acompanhada apenas de um baixista (Andrew “Bones” Sloane) e um baterista (Dave Mudie), ela canaliza a escola de Kurt Cobain, que ouviu tanto hardcore, noise, metal e pop para saber explorar os limites do instrumento. Mas como frontwoman, ela é do time de Chrissie Hynde, cuja segurança e firmeza se misturam com cinismo e ironia, provocando um apelo carismático oposto à aparente fragilidade que seu rosto infantil carrega. Veículo perfeito para suas canções, crônicas às vezes hilárias, às vezes pertubadoras, como “History Eraser”, “Avant Gardener”, “Depreston” e “Pedestrian at Best”.
O show em São Paulo foi um dos últimos da turnê do disco do ano passado, antes de uma pausa de fim de ano para começar a pensar no próximo disco, que ela quer gravar ainda no próximo semestre. “Tenho um monte de ideias, tanto de letras quanto de música, preciso parar para organizar tudo”, conta, explicando que deve voltar para sua casa em Melbourne para começar a compor o segundo álbum.