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Clipe

Conheci o trabalho de Maxim Ludwig graças à estrela Angel Olsen, que vinha fazendo turnê a seu lado e o inclusive o chamou para cantar junto em sua participação no recém-lançado tributo a Lou Reed, quando cantaram juntos “I Can’t Stand It”, do Velvet Underground. E essa semana mais uma vez ela chamou atenção de seu compadre ao fazer a segunda voz para o single “Mercury Avenue”, que ele acaba de lançar. “Quando Maxim tocou a demo de ‘Mercury Avenue’ pela primeira vez pra mim, eu timidamente perguntei se ele não se importava que eu a cantasse com ele em seu próximo show”, escreveu Angel em seu Instagram, “o verso ‘eu sei como é estar vivo, estive aí antes’ lembrou das tantas vezes que eu me descolei completamente de mim mesma, anestesiada e em busca do mínimo sinal de mudanças ou força. As palavras bateram em mim imediatamente”. Abaixo separei tanto o clipe dessa música lindíssima que os dois acabaram de lançar como o vídeo em que ela menciona sua participação no show de Maxim, assista abaixo: Continue

Do nada, Donald Glover não apenas retirou o disco mais recente que lançou com seu pseudônimo musical Childish Gambino – 3.15.20, lançado no início da pandemia – das plataformas de streaming como o substituiu pelo disco Atavista, que anunciou no Twitter como sendo uma versão melhor acabada daquele disco. E além de anunciar que o disco terá uma versão em vinil (já à venda) e que todas as músicas terão versões audiovisuais, ele também disse que ainda no verão lançará músicas novas sob sua alcunha de rapper. Não bastasse isso, ele inaugurou essa nova fase com uma música inédita, a irresistível “Little Foot Big Foot”, em que apresenta-se como um grupo vocal dos anos 50 em um clipe em preto e branco, com direito a coreografia que, se cair no TikTok, pode ampliar ainda mais seu alcance. O vídeo conta com a participação do rapper Young Nudy, que canta a parte final da música, e tem a direção do velho colaborador de Glover, Hiro Murai, seu parceiro na série Atlanta e em vários outros projetos audiovisuais, como o filme Guava Island (que lançou em 2019 em parceria com Rihanna) e o polêmico clipe “This is America“. Veja o clipe abaixo: Continue

Varanda suspensa


Foto: Ágatha Flora (Divulgação)

Queridinhos da casa, a banda de Juiz de Fora Varanda lança seu último trabalho antes de começar a produzir seu primeiro álbum ao fundir duas músicas num mesmo single. “Leva e Vem” ainda é da primeira fase da banda e é uma das músicas mais densas de seu repertório e ganhou uma faixa irmã que mantém a mesma atmosfera – e junto com “Vá e Não Volte” as duas músicas registram essa nova cara musical do grupo no mundo fonográfico. A vocalista Amélia do Carmo explica que as duas faixas apresentam esse “lado mais soturno do nosso som em contraponto com os últimos singles, estamos animados para explorar esse e outros novos caminhos de sonoridade no nosso álbum”. O baixista Augusto Vargas concorda, inclusive sobre a qualidade do som: “Acho que essas duas canções são as mais porradas, até agora, muita guitarra, muitas camadas de som. Bê e Mario conseguiram chegar em uma mix excelente, que foi muito bem finalizada com a master do Paulo, que vai produzir nosso disco!”, explica, se referindo aos outros dois integrantes da banda, o guitarrista Mario Lorenzi e o baterista Bernardo Merhy, que mixaram a faixa no estúdio da banda, o Estúdio LaDoBê, agora no mês passado, entregando que o baixista Paulo Emmery, que masterizou as duas faixas, é o produtor do primeiro disco da banda. O single duplo chega às plataformas à meia-noite desta quinta-feira, mas os mineiros fizeram mais uma preza aqui pro Trabalho Sujo e dá pra assistir ao clipe gravado na estrada em primeira mão.

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Dua Lipa lançou o terceiro single de seu terceiro álbum, Radical Optimism, e deixando-me influenciar pelos títulos, percebo que o otimismo radical que batiza seu álbum é uma ilusão. “Illusion”, como os dois singles anteriores, apenas repete a fórmula de seu disco de 2020, Future Nostalgia, e mesmo que as digitais de um dos produtores do álbum (o homem Tame Impala Kevin Parker) estejam mais evidentes, não parece que ele conseguiu fazer com que a cantora inglesa desse o salto que parecia estar preparada. Jogando no seguro, ela preferiu seguir numa trilha dançante quase formulaica, que até funciona na pista, mas não expande seus horizontes. O clipe que acompanha o novo single é igualmente sem sabor, recriando coreografias na piscina filmadas de cima como se 2024 precisasse de um velho musical da RKO. Ainda fico na torcida de ela nos surpreender com o conjunto de sua próxima obra, mas até aqui ela tem se provado previsível – ainda que de um bom jeito.

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A vocalista do Portishead, Beth Gibbons, aproveitou essa quarta-feira para soltar mais uma faixa de seu primeiro disco solo, Lives Outgrown, programado pra sair no dia 17 de maio (o mesmo dia do disco da Billie Eilish). “Reaching Out” é mais claustrofóbica e percussiva que “Floating on a Moment“, a balada que apresentou quando anunciou seu primeiro disco solo, e explode em metais pela metade da música em diante, deixando o vocal de Beth ecoar solto até o final da canção. O clipe, como o primeiro vídeo que lançou, segue o padrão que mistura computação gráfica, padrões de inteligência artificial, colagens visuais e fractais em 3D, ganhando inclusive uma versão interativa feita pelo autor do filme, o videoartista Weirdcore, neste link.

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Embora percebido como um rapper ou MC por usar o canto falado, sempre vi Edgar mais como um artista da palavra do que propriamente fruto da cultura hip hop, embora ela esteja presente em sua obra. Isso torna-se finalmente evidente com o single de seu novo trabalho, que estreia nesta sexta-feira e que ele antecipa o clipe em primeira mão para o #trabalhosujo (assista à íntegra lá no site). O artista de Guarulhos fala que “Original de Quebrada”, feito em parceria com o produtor Nelson D., tem uma sensação de volta às raízes. “Esse disco representa para mim um ponto de chegada e ao mesmo tempo um ponto de partida, é como reconectar os dois como um ouroboros, quando a cobra morde o próprio rabo, sabe?”, explica o poeta. “Ele também é um marco, checkpoint na contemporaneidade do meu trabalho, que foi acusado várias vezes de ser distópico, futurista, mas acho que nesse disco o calendário tá ajustado e ele é totalmente do presente. E também um pouco do passado, porque tem bastante memórias e andar pelas vielas da favela é foda”, lembra Edgar, que voltou a morar na favela no período da pandemia. O novo disco, ainda sem data de lançamento, é marcado pelas colaborações com outros produtores: além de Nelson D., ele também trabalhou com os paulistanos Nakata e Kazvmba, os cariocas d’Os Fita, o francês Dang e o inglês Jammz.

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(Foto: Leon Rehman/divulgação)

Burilando seu primeiro disco desde o ano passado, a cantora e compositora Nina Maia dá mais um passo nessa jornada ao lançar o single “Amargo” nesta quinta-feira, antecipando o clipe com as imagens que fez quando estive em Majorca, na Espanha, onde a música foi gravada, em primeira mão para o Trabalho Sujo. A faixa consagra sua parceria com a amiga e violoncelista Francisca Barreto ao mesmo tempo que aponta os rumos para este primeiro disco, que será produzido ao lado de Yann Dardenne. “‘Amargo’ reafirma minha faceta de compositora, em que trato da possibilidade de criar uma canção que orbite em volta de um sentimento específico, uma sensação específica, e fazer isso seja, de alguma forma, direta e ao mesmo tempo aberta à interpretação”, me explicou Nina num áudio, “nesse sentido ela é muito próxima desse lugar de investigação sobre mim mesma e de todas essas situações e sentimentos que vão aparecendo na vida. Ela é um pouco o pé no chão, uma base minha que existe, a da canção.” Ela apresenta-se nesta quarta-feira, no Bona, quando mostra mais músicas deste futuro trabalho (mais informações aqui).

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Nascida no Mato Grosso do Sul e morando em São Paulo, a cantora Nina Camillo está prestes a dar o próximo passo em sua carreira. Lançando “Bem Te Vi”, seu terceiro single e clipe nesta sexta-feira, que ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, ela sente que encerra um ciclo ao lançar uma das primeiras músicas que compôs ao piano, produzida, como as anteriores (“Flor da Pele” e “Vem pro Céu”), por Tiago Frúgoli, que coproduz a faixa com Nina, além de tocar piano elétrico. “Sinto que essas faixas me fortaleceram muito, me dando confiança musical e artística”, explica a cantora e compositora, que é influenciada por Hiatus Kaiyote e Erykah Badu e inúmeros nomes da música brasileira, e que até outro dia não sentia segurança em assumir-se como artista. Mas dá pra ver que essa página foi virada e ela explica que parte dessa ficha caiu durante a gravação do clipe, quando teve que contracenar com seu próprio reflexo num espelho quebrado. Assista abaixo: Continue

Se estivesse vivo, Lou Reed, que perdemos há pouco mais de uma década, completaria 82 anos neste sábado e a gravadora norte-americana Light in the Attic (uma das melhores do ramo, atualmente) acaba de anunciar um tributo ao bardo de Nova York. The Power of the Heart: A Tribute to Lou Reed, que será lançado dia 19 de abril, reúne fãs de todas as idades do fundador do Velvet Underground, gente como Joan Jett, Rufus Wainwright, Lucinda Williams, Angel Olsen, Rickie Lee Jones, Afghan Whigs, Rosanne Cash, entre outros. E a faixa escolhida para começar este tributo foi um dos pilares de sua discografia, “I’m Waiting for the Man”, do primeiro disco do Velvet, cantada por ninguém menos que Keith Richards, numa versão fulminante para o clássico sobre comprar drogas, veja abaixo, junto com a capa do disco e a ordem das músicas. Continue

Acabou a moleza?

“A temporada de treino acabou”, canta Dua Lipa em seu novo single, “Training Season”. Será? Afinal de contas, mesmo com todos os instrumentos e vocais de apoio do senhor Tame Impala (Kevin Parker), que assina a música ao lado da vocalista e do midas pop Tobias Jesso Jr. (que depois de abandonar sua carreira solo com o ótimo disco Goon, de 2013, escreveu hits para Adele, Shawn Mendes, John Legend, Pink, Florece and the Machine, Haim, Elle Goulding, FKA Twigs, Harry Styles e Miley Cyrus), a música parece uma mera continuação de seu disco de 2020, Future Nostalgia, algo que já havia acontecido com o primeiro single que ela lançou, “Houdini”. O clipe, que mostra ela sendo blasé ao ser desejada por uma multidão de homens num bar em Londres, está longe de ser uma boa ideia e por melhor que seja executada parece tão descartável quanto a nova canção. Só dá pra entender que ela pode apontar para um outro lado se esses dois primeiros singles são justamente uma forma de desviar a atenção para uma mudança (daí a ênfase na frase que destaquei no início do texto) que não a faça apenas repetir as fórmulas de seu segundo disco. Falta sustança:

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