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Clipe

A chegada de Mawu

Foto: Pérola Lopes (Divulgação)

Foto: Pérola Lopes (Divulgação)

Projeto de Eduardo Camargo (ao centro na foto acima), o grupo Mawu é um mergulho no sincretismo cultural brasileiro. Livre de gêneros e formatos pré-estabelecidos, ele também é um experimento de gestão de carreira artística, mais um passo que o selo Risco vem dando rumo a uma autonomia comercial e artística de suas empreitadas. A diferença é que eles invertem o processo: em vez de pensar em alternativas comerciais para emplacar um artista, buscam reforçar características autorais para depois ver como isso funciona em termos de mercado. Tem dado certo – foi assim que consolidaram a carreira d’O Terno, vêm moldando a carreira de Luiza Lian e agora permitem que Eduardo parta para essa experimentação artística, cujo primeiro disco, Chamamento, foi lançado na semana passada. E agora eles lançam o primeiro clipe do projeto aqui no Trabalho Sujo. Conversei também com o Eduardo sobre a forma como ele moldou este trabalho, cujo show de lançamento acontece nesta sexta-feira, na Casa do Mancha (mais informações aqui).

Como surgiu o Mawu?
A banda surgiu de um convite. O Guilherme Jesus Toledo, um dos donos do selo Risco e amigo meu de longa data, perguntou para mim quando eu iria participar do selo com alguma história minha. Eu disse que não tinha feita nada por falta de dinheiro. Ele disse então, que era para a eu fazer algo mesmo assim, que a gente daria um jeito para que a coisa rolasse. Eu topei na hora. Foi assim.

É uma banda ou um projeto?

Eu não sei dizer ainda, pois é algo muito novo que está em construção. A dinâmica atual esta sendo mais centralizada em mim. Eu trago as músicas e dou uma direcionada no arranjo mais em termos estéticos do que musicais. O resto e criação coletiva. Mas por agora só. Minha intenção ao longo prazo é que o Mawu seja um espaço para escoar músicas de outras pessoas. Seja um espaço para abarcar uma forma de tocar, compor etc. Que a gente possa tocar do nosso jeito uma música que a gente acha que tem haver com o Mawu. E formar um repertório coletivo. Fazer esse trabalho de interprete também.

Como você reuniu os músicos para tocar neste disco?
Guilherme Giraldi e Charles Tixier são músicos que eu conheço e toco quase há 10 anos. Junto com a Luiza Lian temos uma banda de jazz chama Nuage Jazz, que crescemos tocando na noite paulistana. Igor Caracas conheci na produção de um álbum que trabalhei como co-produtor da banda Holger. Gostei tanto dele que depois fui fazer aula de percussão com ele. O Chicão, foi indicação do Guilherme Giraldi já que precisamos de um elemento no teclado eu não tinhamos. Ele foi a pessoa que gravou, mas infelizmente não esta mais na banda. Quem toca todas as teclas hoje é o Mauricio Orsolini.

De onde vem o nome da banda?
Eu estava com muita dificuldade de decidir qual seria o nome da banda, depois que gravamos. No inicio tinha certeza que esse nome viria, que o vento ia me trazer. Mas nada veio. E o tempo estava passando, e precisávamos de um nome. Até o Guilherme Giraldi deu a sugestão de eu ir procurar esse nome de uma outra forma. Decidi pedir ajuda para uma amiga, Sandra de Xadantã, uma mãe de santo de um terreiro que sou amigo das pessoas que tocam o lugar. Depois de muita conversa, de ela ouvir o CD comigo, e com a ajuda do búzios nos chegamos em algum nomes e dentro deles estava MAWU. Gostei em especial dele. Ela disse que tudo bem usar. Fomos nele.

E como é o show?
No show tocamos músicas do CD com arranjos diferentes. Além disso fazemos músicas novas que não foram gravadas. No mesma divisão que está no CD. As instrumentais são de minha autoria. As canções compus com meu parceiro Kike Toledo, sambista que eu tive o prazer de produzir seu primeiro álbum. O show de estréia sexta agora na Casa do Mancha, vai contar com a participação do Kike Toledo e Victoria Saavedra nos vocais, e na percussão Abuhl Junior e Eder “O” Rocha.

arcadefire-2017

Ironizando a legião de fãs que busca pistas sobre a banda como uma espécie de versão lo-fi do Arquivo X, o grupo canadense Arcade Fire lança mais uma música de seu próximo álbum, Everything Now, junto com o clipe. A irresistível “Signs of Life” segue o apelo pop do álbum até agora, que já está sendo lentamente exibido em público.

Além das três faixas lançadas oficialmente (além de “Signs…”, o grupo já mostrou a faixa-título do disco e “Creature Comfort” – “I Give You Power“, como podemos ver pela lista de músicas que estará no disco, abaixo, ficou de fora), o grupo também mostrou a inédita “Chemistry” ao vivo, em um show num local bem menor do que o que eles costumam fazer.

Essa é a capa e a ordem das faixas do próximo disco:

everythingnow

“Everything_Now (continued)”
“Everything Now”
“Signs of Life”
“Creature Comfort”
“Peter Pan”
“Chemistry”
“Infinite Content”
“Infinite_Content”
“Electric Blue”
“Good God Damn”
“Put Your Money on Me”
“We Don’t Deserve Love”
“Everything Now (continued)”

mogwai2017-

Mais uma música nova dos papas do pós-rock, “Party In The Dark” não é tão introspectiva quanto a primeira faixa revelada pelo Mogwai, “Coolverine”, ampliando o espectro sônico e temático do próximo disco da banda escocesa, Every Country’s Sun, que deve sair no início de setembro.

A propósito, “Coolverine” ganhou um clipe:

national-guilty-party

Mais uma música do disco novo do National, “Guilty Party” é mais uma prova que Sleep Well Beast pode ser um dos melhores discos da banda.

O disco deve ser lançado em setembro.

Lá vem a Cora

Foto: Walter Thoms (Divulgação)

Katherine, Luiza e Kaíla (foto: Walter Thoms/Divulgação)

Criada pelas amigas curitibanas Kaila Pelisser e Katherine Finn Zander a partir de reuniões informais para ouvir e tocar música, a banda de dream pop Cora começou a existir de verdade foi anunciado que o Warpaint tocaria no Brasil, em 2011. “A gente tinha um encontro semanal com uns amigos pra tocar cover de várias coisas, se divertir”, me explica Kaíla por email. “Um dia, quando saiu a data do primeiro show do Warpaint aqui no Brasil, eu e a Katherine piramos. A gente não sabia dessa pira em comum com o Warpaint e de repente uma das duas soltou ‘vamos fazer um som?’. Depois disso começamos a nos encontrar e mostrar o que tínhamos uma pra outra, eu as letras e ela os arranjos, e foram saindo as primeiras músicas.” Elas lançaram um EP no meio do primeiro semestre depois de anos de enrolação e aos poucos começam a lançar mais músicas, como a versão ao vivo para “Santa Fé 1183”, lançada aqui no Trabalho Sujo.

São canções que inevitavelmente remetem à doce psicodelia indie da banda californiana (principalmente ao serem cantadas em inglês), mas que mostram um caminho próprio sendo construído, entre guitarras ensolaradas, levada shoegazer, timbres de vocais sussurrados e melodias melancólicas. “Desde que descobrimos que o Warpaint era a intersecção do que a gente queria tocar, o tipo de som já tava definido”, continua Kaíla. “Queríamos algo que fosse psicodélico mas consistente, que fosse pesado mas não fosse stoner, que falasse de coisas profundas mas não fosse dramático. O produto disso pode ter passado longe do Warpaint, mas se parece muito com o que queríamos fazer desde o início, mas que hoje já mudou um pouco, inclui outras referências.”

O processo de amadurecimento do grupo deu origem ao EP de cinco músicas Não Vai ter Cora, lançado com este nome porque elas nunca sabiam se a banda ia realmente existir. “A banda passou por muitas formações – estamos na sexta. – então sempre tinha dificuldade de todo mundo pegar as músicas, se integrar, etc. Além disso, era muita instabilidade emocional, já estivemos envolvidos afetivamente entre os membros, sabe como é, uma mistura que pode atrasar um monte a vida. Não tínhamos grana pra gravar, nem conhecíamos ninguém que pudesse fazer a coisa mais lo-fi, como a gente queria. Foi então que conhecemos o Coletivo Atlas, que deu a maior força na gravação do primeiro single. Temos essas musicas desde 2013 e 2014 e mesmo depois do EP lançado, nunca parece que ficou o melhor possível, mas chegou um momento que a única vontade era de ver pronto, mesmo que ainda não estivesse perfeito. Gravamos tudo em casa mesmo, tivemos ajuda de amigos pra mixar, e depender de amigo também é foda. Quando não rola grana, os prazos ficam muito elásticos, além do que o brother às vezes não entende a urgência daquilo.” O disco foi lançado em parceria entre o coletivo Atlas e as gravadoras HoneyBomb (de Caxias do Sul) e PWR (do Recife).

A formação atual do grupo inclui Kaíla nos vocais e synth, Katherine nos vocais e guitarra, Luiza Bueno na outra guitarra, Leonardo Gumiero no baixo e Otavio Tersi na bateria, e Kaíla conta a origem do nome. “A ideia era ter um nome curto e que não soasse como uma palavra com um significado estanque e nem que remetesse a algum idioma específico. Entre nomes de constelações e outras coisas, lembrei do nome da filha da Nina Becker, que era recém nascida na época. É um nome feminino, cheio de significado mas sem um específico – remete ao que é referente ao coração; à cor; ao “core”, do inglês, que é a base e também tem a Cora da mitologia grega, que casou com o diabo e virou a rainha do inferno rs. além disso, tem um instrumento africano que chama Kora e depois descobrimos tb um duo feminino alemão dos anos 80 que também chama Cora.”

Letrux-

Mesmo depois de desfeito o casamento, Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos – o casal que era a força-motriz da banda carioca Letuce – seguiram em frente com a banda e lançaram o ótimo Estilhaça, em 2015, motivo para mais um último giro ao vivo por aí como banda e para fazer o show de encerramento desta fase. Desde então, Letícia vem burilando seu primeiro trabalho solo, cujo primeiro single (e clipe) ela lança em primeira mão no Trabalho Sujo.

“Coisa Banho de Mar” é uma boa porta de entrada para Em Noite de Climão – mas o fato é que quase todas as outras músicas do disco também são. Elas mostram a desbocada e sinuosa Letícia de sempre, mas deslizando à noite, longe da luz do sol e do calor humano, entre as sombras e a frieza da vida noturna, na pista. É um disco dance de forte pulso oitentista, mas não em citações literais (e isso não inclui a participação de Marina Lima na ótima “Puro Disfarce”), e sim em timbres e ambientações. Tudo isso mero cenário para que ela destile um fel irônico, mas gente boa, que muitas vezes ela aponta para si mesma. É um disco ao mesmo tempo de autodescoberta e imersão no nada, que chama o ouvinte para dançar – com as palavras. Conversei com ela sobre o disco, cuja capa e ordem das faixas vem a seguir e será lançado na semana que vem.

De onde veio Letrux? É uma personagem, uma fase, um disfarce?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-de-onde-veio-letrux-e-uma-personagem-uma-fase-um-disfarce

Por que Noite de Climão?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-por-que-noite-de-climao

O quanto o final de um casamento está ligado ao início de uma carreira solo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-o-quanto-o-final-de-um-casamento-esta-ligado-ao-inicio-de-uma-carreira-solo

Como você compõe agora? O que muda nessa nova fase?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-voce-compoe-agora-o-que-muda-nessa-nova-fase

Você consegue separar o tipo de composição atual do que você compunha para o Letuce?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-voce-consegue-separar-o-tipo-de-composicao-atual-do-que-voce-compunha-para-o-letuce

E em termos estéticos, por que se aproximar dos anos 80?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-e-em-termos-esteticos-por-que-se-aproximar-dos-anos-80

Conta a história do disco, quando ele começou, quando você começou a gravar etc.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-conta-a-historia-do-disco-quando-ele-comecou-quando-voce-comecou-a-gravar-etc

Como Marina entrou no disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-marina-entrou-no-disco

Como é o disco ao vivo? Quem é a banda?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-e-o-disco-ao-vivo-quem-e-a-banda

letrux-noite-climao

“Vai Render”
“Ninguém Perguntou Por Você”
“Coisa Banho de Mar”
“Que estrago”
“Puro disfarce” (com Marina Lima)
“Amor Ruim”
“Noite Estranha, Geral Sentiu”
“Além de Cavalos”
“Hypnotized”
“Flerte Revival”
“5 Years Old”

toro-y-moi-you-and-i

Mais uma música do novo disco do Toro y Moi, Boo-Boo – e a balada “You and I” é tão introspectiva quanto o primeiro single “Girl Like You“, mas tem um quê romântico mais pronunciado…

element

Clipe novo de Kendrick Lamar, “Element” não é estiloso apenas por estética. Dirigido pelo próprio Kendrick e pelo fotógrafo alemão Jonas Lindstroem, o vídeo emula o olho clínico e social do fotógrafo Gordon Parks, uma das assinaturas visuais do movimento pelos direitos civis nos EUA nos anos 50 e 60.

Foto: Carina Zaratin (Divulgação)

Foto: Carina Zaratin (Divulgação)

“Tenho visto e ouvido coisas emergentes na música e no cenário onde a praticamos. Novos grupos revelando novos caminhos. Outras atitudes. Outros ângulos sonoros. A música em si será como sempre foi; feia ou bonita dependendo de quem a ouve. Mas a maneira de ser dessa tribo que está ocupando espaços, traz um ar novo, animador e importante: conteúdo com a qualidade alguns pontos acima” – quem descreve este cenário é Renato Teixeira, ícone vivo da música de raiz brasileira, que acaba de encontrar-se com a banda de rua Mustache e os Apaches para um encontro ao redor de uma de suas canções, “Rio Abaixo”.

A conexão entre as duas gerações foi feita pela filha de Renato, Antônia, amiga pessoal do grupo. “‘Rio Abaixo’ é uma das músicas do Renato que a gente mais gosta”, explica o vocalista da banda, Pedro Pastoriz. “E chegamos nela em uma conversa muito rápida. A princípio é uma música que o Renato não toca muito nos shows, é de um repertório antigo e a composição é de Geraldo Roca e Paulo Simões.”

Renato continua: “A música por ser invisível e inodora, repousa na gravidade da terra eternamente. As clássicas, por exemplo, continuam soando mais belas a cada dia enquanto gerações inteiras vão passando por ela. Reinventar, renovar-se, ampliar horizontes, qualificar a vida dos humanos, são missões musicais. Ouvir música, qualquer uma, é praticar auto ajuda. Os tempos mudam o comportamento conforme a humanidade evolui e é dentro dessa lógica que a arte se orienta para também avançar. Sem ter que ser obrigatoriamente um caleidoscópio de possibilidades nunca vistas de sonoridades inimagináveis, a arte musical jamais se comprometeu com qualquer tendência para ser eficiente. Basta ser do agrado de todos e o assunto estará resolvido. Uma banda como Mustache e os Apaches, a canção do Roca e do Simões, aquele arranjo certeiro que o Sergio Mineiro criou lá nos porões dos anos oitenta mais a vivencia que as canções adquirem com o passar dos anos, tudo isso somado, possibilitou que descontraidamente a gente revisitasse a canção numa manha sol na serra da Cantareira e nos divertíssemos muito com ela.”

“‘Rio Abaixo’ tem lá uma certa ironia, como quase tudo que passa pelo Roca. Tem também um que de deboche que o Simões gosta de camuflar nos seus dizeres. Quando ouvi pela primeira vez, achei que Elis iria gostar; marquei uma visita do Roca na casa dela. Elis ouviu mas não se ligou; então eu gravei no meu disco Garapa. Ficou lindo. Espero que esse numero musical venha agora trazer uma gostosa reflexão filosófica sobre a vida vivida nesse pais tropical onde ‘Rio Abaixo’ é o nome de uma determinada afinação da viola e serve também de dizer popular, quando a gente vê a viola em cacos e nao pode mais deter a evolução dos fatos”, empolga-se o velho compositor.

“Renato é uma figura engraçada, cheio de histórias”, continua Pastoriz. “Ele tava muito curioso pra saber como funcionava essa coisa nossa de tocar na rua, enfim, passamos um dia muito gostoso entre amigos. No final do dia gravamos a música num por do sol incrível com todas aquelas araras, micos e tucanos da Cantareira. Espero que a gente toque juntos algum dia ao vivo, seria legal no futuro gravar mais algumas coisas, veremos!” O próprio Renato vai além e já traça planos: “Pensei inclusive em regravar um dos meus primeiros discos, o “Paisagem” com os Mustaches.”

lee-ranaldo-2017

O grande Lee Ranaldo, o cientista louco do Sonic Youth, segue desbravando o território da canção e acaba de anunciar mais um disco solo. Electric Trim, que só será lançado no meio de setembro, foi gravado com a mesma banda com quem gravou seu disco mais recente, Last Night on Earth de 2013, os mesmos The Dust (formados pelo ex-baterista do Sonic Youth Steve Shelley, o guitarrista Alan Licht e o baixista Tim Luntzel), mas ainda conta com participações especiais de Neils Cline, do Wilco, e Sharon Van Etten, que faz vocais em seis canções. “Eu estou bem animado com esse disco, representa novos caminhos e direções para mim e não vejo a hora de voltar para a estrada e tocar essas músicas ao vivo”, ele disse em um post no Facebook. O velho Lirra abre os trabalhos do disco revelando a capa (feita pelo mesmo Richard Prince que fez a capa do disco Sonic Nurse, do Sonic Youth) e a ordem das músicas, além do primeiro single (“Circular (Right As Rain)”), todos abaixo:

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“Moroccan Mountains”
“Uncle Skeleton”
“Let’s Start Again”
“Last Looks (feat. Sharon Van Etten)”
“Circular (Right As Rain)”
“Electric Trim”
“Purloined”
“Thrown Over the Wall”
“New Thing”

O disco já está em pré-venda, pela gravadora Mute.