Os Rolling Stones liberaram online a primeira performance de seu clássico “Sympathy for the Devil” ao vivo, quando a tocaram pela primeira vez no mitológico especial Rock and Roll Circus, que gravaram no final de 1968, logo após terem lançado o disco Beggar’s Banquet, mas que só foi oficializado quase trinta anos depois, em 1996 (falei desse clássico num CliMatias dia desses). Nesta primeira versão, que ficou de fora da versão final do especial, não só assistimos à estreia como a vemos tocada com apenas uma guitarra, uma vez que o fundador dos Stones, Brian Jones, limita-se a tocar maracas. E pelas performances de Mick Jagger e Keith Richards dá pra cravar que este é o momento em que os dois assumem as personalidades que iriam ditar os rumos da banda pelas décadas seguintes. Jagger em especial está brilhante, numa apresentação histórica desde o início – sem contar quando ele tira a camisa para revelar um certo desenho tatuado no peito.
E cuidado pra não perder o John Lennon fritando perto dos cinco minutos do vídeo.
“Sei o que me salva, sei o que me mata”, canta hipnoticamente Alzira E sobre o poema do compadre Arruda, antes de explodir no refrão que batiza a nova música do Corte, banda em que ela toca ao lado de integrantes do Bixiga 70, “só não sei a dose exata!”. A faixa, escolhida para mostrar o vídeo-álbum Corte Vivo em SP, que foi gravado no Itaú Cultural no ano passado e que o grupo começa a lançar semanalmente a partir deste mês de novembro e que você assiste em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
“Bati o olho e veio”, lembra a compositora, quando leu o poema no segundo livro do poeta, A Representação Matemática das Nuvens. “A gente já tinha gravado o disco do Corte quando fiz essa música e achei que o poema tinha a ver com isso, com essa explosão, essa coisa mais radical do grupo. Foi essa sensação que eu tive quando li o poema, que virou música na hora, fiz no baixo. E fiquei surpresa, porque o poema tem três linhas e achava que não ia rolar, é diferente fazer uma música com um poema tão curto, mas ele é muito intenso e muito inteiro. O fato de ter pouco verso não fez falta, porque é muito completo.”
Letrux lança clipe para “Abalos Sísmicos” feito remotamente com onze ilustradores diferentes, que recriaram a banda desenhando por cima de imagens filmadas, usando aquele formato chamado rotoscopia.
Ficou fera – e assista até o fim para ouvir a troca de áudios hahahaha
O jovem mestre Kevin Parker recria a clássica “Why Won’t They Talk To Me?” do segundo disco do Tame Impala Lonerism em um vídeo em que assume que, afinal, ele é uma banda de um homem só.
Depois de muito mistério, Ariana Grande começa a revelar Positions, o sucessor do ótimo Thank U, Next ao mostrar o clipe da ótima faixa-título, revelar sua capa e o nome das músicas (abaixo), além da data de lançamento, no próximo dia 30. Com participações de Doja Cat, Ty Dolla $ign e The Weeknd, Positions parece almejar a um patamar ainda mais alto rumo ao topo do pop – e ela não mede escala ao se colocar na cadeira de presidente dos Estados Unidos – enchendo seu gabinete com parentes e amigos – na semana da eleição norte-americana.
Começou bem.
“Shut Up”
“34+35”
“Motive” (com Doja Cat)
“Just like Magic”
“Off the Table” (com The Weeknd)
“Six Thirty”
“Safety Net” (com Ty Dolla $ign)
“My Hair”
“Nasty”
“West Side”
“Love Language”
“Positions”
“Obvious”
“POV”
O quinteto inglês Hot Chip lança “Straight To The Morning”, single gravado poucos dias antes do mundo entrar em quarentena, quando recebeu o vocalista do Pulp Jarvis Cocker para gravar um hino disco music inspirado em Dua Lipa. E a música é tão divertida quanto seu conceito – e o delicioso clipe que acabaram de lançar:
No mês passado, o grupo lançou a coletânea Late Night Tales que trazia uma versão para “Candy Says”, do Velvet Underground.
Que banda!
Ela apareceu graças a duas versões – uma de Radiohead, acompanhando Phoebe Bridges ao piano, e outra da Billie Eilish -, mostrando sua voz e sensibilidade precisas em dois momentos diferentes no início deste semestre. E agora Arlo Parks anuncia seu primeiro álbum, programado para janeiro do ano que vem, e mostra o primeiro single, “Green Eyes”, que conta com vocais de apoio da Clairo:
Collapsed In Sunbeams chega ao público no final de janeiro de 2021 – já está em pré-venda -, a capa é a imagem acima e abaixo segue o nome e a ordem das músicas:
“Collapsed In Sunbeams”
“Hurt”
“Too Good”
“Hope”
“Caroline”
“Black Dog”
“Green Eyes”
“Just Go”
“For Violet”
“Eugene”
“Bluish”
“Portra 400”
“Eu sonhei com essa música cantada por um coro, desses característicos de terreiros de candomblé, acompanhado por tambores vibrantes, uma coisa linda”, lembra Zé Manoel ao falar sobre “Adupé Obaluaê”, single que antecipa seu próximo álbum, Do Meu Coração Nu, que chega às plataformas digitais na próxima sexta. “Acordei com a música reverberando… ‘Adupé meu pai Obaluaê… ‘ Na mesma hora peguei o celular e gravei a música, já acompanhando com o piano da forma que toquei na gravação do disco.” A faixa, como o disco, tem produção do baiano Luisão Pereira, que também toca o baixo da música e conta com arranjo de sopros escrito pelo maestro Letieres Leite. “É a faixa mais importante do disco”, conta o pianista pernambucano, “por isso resolvemos abrir os trabalhos com ela”, conta Zé Manoel.”
Salve!
Em 2014, o grupo sueco The Knife fez a trilha sonora para o espetáculo de dança Europa Europa, apresentado pelo conterrâneo grupo FUL, um protesto grandioso contra as políticas antiimigração e contra a xenofobia que, se já era uma realidade no velho continente há seis anos, estão ainda mais presentes neste tenso 2020. Justamente por isso, o grupo resolveu abrir as fronteiras digitais do clipe da canção “För Alla Namn Vi Inte Får Använda” (que pode ser traduzido livremente como “Pelos nomes que não podemos usar”), que estava antes restrito ao YouTube sueco. Cantada no idioma do grupo, é mais uma bordoada ao mesmo tempo pop e estranha, como é característico da dupla dos irmãos Karin e Olof Dreijer.
Mesmo durante a quarentena, a dupla Rakta, formada por Carla Boregas e Paula Rebellato, que agora conta com Maurício Takara como terceiro integrante, não fica parada elança música e clipe novos. O clipe da faixa-título de seu disco mais recente foi lançado no fim do mês passado e traz toda atmosfera tensa feminina, mística e aterradora do grupo, capturada com estilo pela diretora mexicana Michelle Garza Cervera.
Já o épico ambient “Rubro Êxtase”, com mais de dez minutos, foi lançado na semana passada para download pago, mas só agora elas abriram para a audição.
Vão bem, como sempre.










