Trabalho Sujo - Home

Buscando novas fronteiras

As atrações de música no mês de maio no Centro da Terra encerraram nesta terça-feira, quando o duo (I)miscível, formado por Guilherme Marques e Amilcar Rodrigues, recebeu o contrabaixista Marcelo Cabral para explorar novas fronteiras musicais a partir de uma sessão de improviso livre que, como é característica do trabalho do duo, busca novas sonoridades a partir das já estabelecidas por seus instrumetos. Enquanto Amílcar reveza-se entre o trompete, o trompete piccolo e o bombardino, Guilherme buscava detalhes e nuances de uma bateria desconstruída enquanto Cabral ia para além das quatro cordas de seu instrumento, usando tanto o corpo, quanto arco e pedais para deformar seus timbres característico, numa apresentação que ia da quietude à expansão, com direito ao público assistindo a tudo no próprio palco.

Assista abaixo:  

(I)miscível: Música para um Futuro Presente

E nesta terça-feira encerramos a programação de música no Centro da Terra deste mês de maio com a apresentação do duo (I)miscível, formado pelo baterista Guilherme Marques e pelo trompetista Amilcar Rodrigues, que recebe o contrabaixista Marcelo Cabral para uma noite de improviso livre batizada de Música para um Futuro Presente. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#imiscivelnocentrodaterra #imiscivel #centrodaterra2024

Final apoteótico

O encerramento da temporada Cosmofonias de Romulo Alexis nesta segunda-feira no Centro da Terra foi apoteótico, quando chamou seu compadre Wagner Ramos, que, com Romulo, forma o duo Rádio Diáspora, para uma versão intensa dessa formação, chamada de Ensemble Cachaça!, que contou ainda com o trombone de Allan Abbadia, o contrabaixo de Clara Bastos, a voz e o berimbau de Paola Ribeiro e o sax de Stefani Souza. O sexteto partiu de momentos soturnos e silenciosos para picos de estridência e dissonância, quando timbres graves e agudos se encontravam canalizados pelo trompete e bateria do duo proponente do encontro, com direito a instrumntos de sopro desmontados para buscar novas sonoridades e um berimbau tocado com arco, além da voz livre e espacial de Paola. A última de quatro intensas noites de improviso e exploração musical foi um encerramento desnorteador.

Assista abaixo:  

Dentro de Marina

Entre uma peça musical e um show encenado, Sofia Botelho e Ernani Sanchez entraram no imaginário de (e sobre) Marina Lima no espetáculo Eu, Marina que fizeram nesta terça-feira no Centro da Terra. Não era só o desfile de seus grandes sucessos, impregnados em nosso subconsciente, mas também um mergulho nesta personagem-autora que tanto encantou e confundiu o pop do fim do século passado. Transitando entre a MPB, a música pop e o R&B, Marina também abriu uma caixa de Pandora de sensações que vieram junto com as transformações comportamentais do Brasil que saía de uma ditadura militar, explorando tabus e fronteiras de forma difusa e discreta e assim atingiu diferentes ambientes musicais, todos explorados pela dupla de atores transformados em músicos – seja o programa de auditório, o karaokê ou o luau na beira da praia, passando pela poesia musicada e o canto falado e pela sempre presente sugestão sexual de um pop ambíguo. Ao explorar estes universos paralelos – usando recursos cênicos como figurino, iluminação, atuação e a quebra da quarta parede -, Eu, Marina reforça a importância de homenagear uma artista única em nossa cultura. A questão é que como Sofia está grávida – e prestes a parir – uma próxima sessão desta celebração vai ficar fora do ar por alguns meses…

Assista abaixo:  

Sofia Botelho + Ernani Sanchez: Eu, Marina

Maior prazer receber os atores Sofia Botelho e Ernani Sanchez para um desafio musical chamado Eu, Marina, em que os dois viajam pelo repertório e pelo legado de Marina Lima para compor uma apresentação musical que mistura canções, crônicas sobre a história da cantora e dos autores com poemas de Eduardo Galeano, Ana Cristina César e Angélica Freitas para explorar este universo musical. O espetáculo acontece nesta terça-feira, começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#sofiabotelhoeernanisancheznocentrodaterra #sofiabotelho #ernanisanchez #marinalima #eumarina #centrodaterra2024

Experimental e familiar

A terceira apresentação da temporada Cosmofonias que Romulo Alexis está realizando no Centro da Terra foi feita em parceria com o núcleo Leviatã e aconteceu nesta segunda-feira, quando o trompetista reuniu-se ao lado de Edbras Brasil, Inès Terra, Thayná Oliveira e Sarine para uma sessão de improviso intensa, que começou com momentos solo de cada um dos instrumentistas – Thayná abrindo a noite entre os sussuros e seu violoncelo, entregando para os synths e percussões de Sarine, passando para o tamborim e canto de terreiro de Edbras e as texturas improváveis da voz de Inês, além do próprio trompete do anfitrião -, culminando em uma celebração conjunta, quando timbres e tempos se encontravam e se entrelaçavam em uma cama musical ao mesmo tempo experimental e familiar.

Assista abaixo:  

Começando bem

Boa estreia autoral a de Nina Camillo nesta terça-feira no Centro da Terra, quando apresentou seu espetáculo Nascente acompanhada do pianista Vitor Arantes, do baterista Gabriel Bruce e do baixista Noa Stroeter, este último diretor musical do trabalho. Mostrando pela primeira vez um repertório composto nos últimos anos mas ainda não gravado, ela passeou entre o jazz e a bossa nova com suas próprias músicas e fez uma única reverência não-autoral (e por duas vezes!) ao cantar Marcos Valle, quando puxou a maravilhosa “Preciso Aprender A Ser Só” e “Que Bandeira”, esta última com vocais divididos com a amiga Sophia Ardessore, que participou da apresentação. Foi bonito e foi só o começo…

Assista aqui:  

Nina Camillo: Nascente

Maior satisfação realizar o espetáculo da nova fase da cantora sulmatogrossense Nina Camillo, que apresenta nesta terça-feira seu primeiro show autoral, batizado de Nascente. Acompamhada de Noa Stroeter (baixo), Vitor Arantes (piano) e Gabriel Bruce (bateria), ela desfila o repertório de seu primeiro EP, além de tocar composições de autores que a influenciaram, como Marcos Valle. Ela começou na música ainda criança, participando de um projeto que musicava poesias de Manoel de Barros chmado Crianceiras e abraçou sua fase autoral durante o período pandêmico, quando também começou a mexer com produção musical, que mostra em grande estilo nesta primeira apresentação, que ainda contará com a participação da cantora Sophia Ardessore. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão sendo vendidos neste link.

#ninacamillonocentrodaterra #ninacamillo #centrodaterra2024

Combustão espontânea

Pesado o movimento feito por Romulo Alexis em sua segunda noite de Cosmofonias, temporada que ele está apresentando no Centro da Terra. Reunindo-se ao lado de outros onze músicos (entre eles o mestre Salloma Salomão, os sopros de To Bernado, Laura Santos e Stefani Souza, o violino de Karine Viana, as percussões de Manoel Trindade, Lerito Rocha e Henrique Kehde, o contrabaixo de Lua Bernardo, as cordas de Du Kiddy e Gui Braz), ele apresentou pela primeira vez a Nigra Experimenta Arkestra, big band de improviso instantâneo que estreou no palco do Sumaré causando uma combustão espontânea, seja nos momentos mais expansivos e explosivos ou nos introspectivos e delicados. Uma apresentação que durou menos de uma hora, mas abriu caminhos mentais que nos fizeram percorrer dias entre notas e beats.

Assista abaixo:  

Um dos melhores

Maravilha de terça-feira com Kamau, quando mais uma vez mostrou que é um dos melhores ao apresentar músicas novas de um próximo trabalho – que está sendo finalizado este semestre – ao lado dos compadres DCazz e Erick Jay, cada um com seu devido momento de brilho pessoal. E é claro que não poderiam faltar clássicos de sua lavra como “Resistência”, “Poesia de Concreto” e “A Quem Possa Interessar”, com a qual encerrou a apresentação. Noite quente!

Assista abaixo: