O alvorecer de Desirée Marantes

Quando chamei a Desirée Marantes pra dividir uma temporada com a Sue no ano passado no Centro da Terra, ela me contou que estava finalmente começando o primeiro trabalho com seu próprio nome. Depois de lançar discos com bandas, produzindo outros artistas e com seu projeto solo Harmônicos do Universo, ela estava certa de que era hora de deixar seu próprio nome repercutir. “É louco né, tu acharia que alguém que tem o nome Desirée Marantes já meio que tem pronto o nome artístico e deveria ser uma conclusão lógica, mas foi um processo de muitos anos fazendo parte de bandas, trabalhando com outros artistas, sempre priorizei muito a criação e projetos coletivos, tive selo de música, banquei lançamentos de outros artistas e em 2019 começou a surgir essa vontade de assinar com meu nome, de sair um pouco dos fundos do palco para a frente”, me explica a musicista, compositora e produtora gaúcha, que já emenda a explicação sobre porque ter demorado tanto. “Acho que minha analista poderia falar melhor sobre isso, mas devo confessar que eu me sinto um pouco tipo integrante de banda famosa que sai em carreira solo, porém eu nunca fiz parte de nenhuma banda famosa então é só isso mesmo”, ri. Prestes a lançar o primeiro projeto com o próprio nome, o EP Breve Compilado de Músicas para _______, no início de agosto, ela antecipa o primeiro single, que sai nesta quinta-feira, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Quando Magma vira Lava” é uma faixa composta ao lado da dupla Carabobina a partir da observação da erupção de um vulcão.








