Eis a capa do novo disco do Curumin

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Um olho na Boca? Ideias da Ava Rocha, que assina a arte do disco novo do Curumin. Resta saber como essa capa conversa com o som do álbum, que deve sair no fim deste mês…

Sorria, Lana Del Rey!

E quem também mostrou sua capa nova foi nossa querida Lana Del Rey, sorridente e feliz ao encarar a câmera ao mostrar-se em seu novo Lust for Life.

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Por enquanto, além da capa, ela só mostrou uma música (“Love“, que mostrou ao vivo no South by Southwest), um trailer em que consolidava sua mitologia de glamour e decadência à Califórnia e uma praga contra Donald Trump, mas algo indica que ela está prestes a provocar uma mudança importante em sua carreira: talvez não estética ou artisticamente, mas comercialmente… O disco ainda não tem data oficial de lançamento, mas pela velocidade das novidades, está prestes a sair – neste ou no próximo mês.

Damn, Kendrick Lamar!

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Eis a capa – e, abaixo, a contracapa – do novo disco de Kendrick Lamar, Damn., segundo o próprio. O disco havia sido anunciado para sexta passada, mas seu lançamento foi adiado para a próxima sexta – e agora ele mostra a capa mais simples da história do rap: uma foto fechada do autor usando uma camisa branca em frente a um muro de tijolos com um título superposto como se tivesse sido feito num Paint do Windows 3.1. Até a forma como título é escrito (“Damn” seguido de um ponto final e não por uma exclamação) reflete a humildade que ele falava no single que lançou há duas semanas. A contracapa segue a mesma linha, embora, humildão, anuncie apenas duas participações no novo álbum – ninguém menos que Rihanna e todo o U2 (damn!). E certamente não são as únicas participações do disco, mas ele não mencionou ainda quem trabalhou com ele na produção do disco. Até os títulos das músicas (curtos e diretos, como “Blood”, “DNA”, “Yah”, “Element”, “Feel”, “Loyalty”, “Pride”, “Humble”, “Lust”, “Love”, “XXX”, “Fear”, “God” e “Duckworth”) refletem esse minimalismo conceitual.

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Pelo visto, já temos o primeiro forte candidato a disco do ano.

A lunação de Juliana Kehl

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Juliana Kehl escolheu o início de 2017 para retomar sua carreira, interrompida por questões pessoais há quatro anos. De lá pra cá, a cena paulistana que ela pertencia floresceu e tornou-se um dos principais cenários da música brasileira atual e foi natural que recomeçasse ao lado dos velhos amigos. Assim, seu segundo disco, Lua Full, que ela lança nesta sexta-feira nas plataformas digitais e com um show no teatro do Sesc Pompéia no dia 20 de janeiro, reúne vários amigos – desde os produtores Gustavo Ruiz e Luiz Chagas (respectivamente irmão e pai – e guitarristas – de Tulipa Ruiz), Marcelo Jeneci, Thiago Pethit, Serena Assumpção, Zé Pi e a irmã Maria Rita Kehl, O trabalho começou a ser divulgado na semana passada, quando ela lançou o clipe de “Ladainha”, composição de Alice Ruiz, Alzira Espíndola e Estrela Ruiz Leminski. Outra versão do disco é “Desterro”, de Reginaldo Rossi.

A capa do disco, que ela adianta com exclusividade para o Trabalho Sujo, foi feita por ela mesma. “Sou formada em artes plásticas e me meti a fazer a arte dos discos, o que torna tudo um verdadeiro parto”, explica. “Criei seguramente umas dez capas diferentes, todas com fotos. Um dia joguei tudo fora e resolvi fazer um desenho baseado num selfie que tirei no estúdio durante a gravação, e pronto, finalizei em um dia.”

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O show de lançamento deve ter participações de Thiago Pethit e do Zé Pi e “algumas surpresas para o repertório”, como ela adiantou. Abaixo, o papo que tive por email com ela sobre o disco Lua Full, batizado em homenagem à música que compôs com Serena Assumpção.

Por que você ficou tanto tempo sem gravar?
Foi um hiato de quatro anos. A última coisa que gravei antes do Lua Full foi uma faixa no disco Mulheres de Péricles lançado pelo Jóia Moderna. Em 2012 engravidei de gêmeas, foi uma gravidez chatinha, com repouso. Elas nasceram um pouco prematuras e foi tudo bem difícil no começo e logo em seguida me separei. Minha vida virou um turbilhão e precisei me dedicar integralmente às meninas e à minha recuperação. Tive depressão pós-parto, o combo todo.

O que fez você achar que era a hora de voltar?
Uma hora fiquei forte de novo, terminei a tarefa de juntar os caquinhos. Voltei a pensar em música e a compor. Aliás, a primeira canção que ficou pronta foi “Lua Full”, parceria minha com a Serena Assumpção. Era muito forte a vontade de cantar, ouvir minha própria voz soando de novo.

E como esta ideia começou a se materializar em disco?
Quando tinha uma meia dúzia de músicas prontas liguei pro Gustavo Ruiz e sugeri que ele e o Luiz Chagas, pai dele, produzissem o disco. Sou muito fã dos dois, tenho um amor enorme por essa família. Por coisas do destino, a estreia do Gustavo como produtor foi no meu primeiro disco e a estreia do Chagas no Lua Full. Eu gosto da ideia de uma dupla produzindo, meu primeiro disco foi assim – produzido pelo Gustavo Ruiz e Dipa -, queria repetir a experiência.

Fale sobre os produtores e as participações do disco.
O Gustavo e o Chagas têm um entrosamento quase hipnótico, são complementares tanto na linguagem quando no temperamento pra conduzir o trabalho no estúdio. O Gustavo é um erudito, minucioso, preciso, o Chagas tem um tempo só dele, uma interferência econômica no ambiente, mas quando toca já vem com um riff pronto, uma frase de guitarra genial.
A história da canção “Anoiteceu” começou em 2008 quando vi o Zé Pi tocando a música na casa de uma amiga. Cheguei pra ele e falei “Zé, guarda essa música pra mim que vou gravar.” Ele gravou a música antes de mim, no disco solo dele, Rizar, de 2015, também produzido pelo Gustavo Ruiz. Mas acabamos criando um arranjo bem diferente da original, super intimista e melancólico, adoro essa canção. “Red Number” tinha que ser do Pethit. A gravação foi deliciosa, tão entrosada que o Gustavo Ruiz sugeriu, seriamente, que eu monte uma dupla com o Thiago estilo Jane e Herondy. Eu achei mais simpático PJ Harvey e Nick Cave.

Quando o disco foi concluído?
O trabalho foi concluído no começo de 2016 quando também faleceu minha querida amiga e parceira Serena Assumpção com quem eu compus “Lua Full”. Foi um choque e uma tristeza, um sentimento de impotência por perder alguém tão jovem e importante na minha vida. O nome do disco é uma homenagem para a Serena.

Como você vê a atual música popular brasileira?
Vou falar de aspectos menos artístico e mais práticos. Batalhei muito pra conseguir terminar meu disco e colocar ele na rua e vejo a maioria dos meus amigos fazendo o mesmo. Música no Brasil virou sinônimo de resistência, administracão permanente da incerteza, conseguir patrocínio, não conseguir patrocínio, sobreviver de música. Ao mesmo tempo, existe uma enorme necessidade em manter a chama acesa, a insistência na arte, música, cultura. Somos quase todos sobreviventes, com orgulho.

A cabeça de Felipe S.

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Cabeça de Felipe é o nome do primeiro disco solo de Felipe S., vocalista do Mombojó, que inaugura 2017 com o novo trabalho. O título do disco é o nome da tela do pai do cantor e compositor, o artista plástico pernambucano Maurício Silva. que o vocalista desenterrou do acervo familiar em busca de um título para seu primeiro disco. À procura de uma obra que tinha sua mão impressa na tela quando ainda era menino, deparou-se com o quadro Cabeça de Felipe e “o nome do quadro virou o nome do disco e a obra virou a capa”, explica. O disco, produzido pelo próprio Felipe e gravado em casa, será lançado no início de 2017 e tem participações de nomes como China, Vitor Araújo, Alessandra Leão, Tibério Azul, Leo Cavalcanti, entre outros. São dez músicas inéditas, além da regravação de “Vão“, de Juliano Holanda.

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Rael na estica

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Rael está prestes a lançar seu quarto disco, Coisas do Meu Imaginário, e pela primeira vez coloca sua foto na capa de um álbum, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Nos meus discos anteriores, trabalhei com ilustrações na capa”, ele conta. “Dessa vez, desde o início do processo, embora não soubesse exatamente o que ia fazer, já tinha essa vontade de que a capa fosse uma foto. Quando me reuni com o Adriel Nunes, que idealizou a capa, falei disso e aí fui ao Rio para fazer as fotos com o Jorge Bispo.” Ele já liberou a faixa “Rouxinol” pelo site do Natura Musical, mas o disco em si, produzido pelo Daniel Ganjaman e com participações de Black Alien e Chico César, só sai em novembro.

Justice 2016: “Got to get it up to make it better”

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Eis que surge mais uma faixa do novo disco da dupla francesa Justice – e a sinuosa “Randy” vem junto com a capa (acima), o título – Woman -, a ordem das músicas (abaixo) e a data de lançamento de seu novo disco, no dia 18 de novembro.

“Safe and Sound”
“Pleasure”
“Alakazam!”
“Fire”
“Stop”
“Chorus”
“Randy”
“Heavy Metal”
“Love S.O.S.”
“Close Call”

E somada à já mostrada faixa que abre o disco (“Safe and Sound”), essa “Randy” coloca o disco num bom rumo.

Hurtmold + Paulo Santos

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Há quatro sem lançar disco novo, o clássico grupo de jazz contemporâneo paulistano Hurtmold volta à ativa este mês, quando lançam o disco que compuseram ao lado do multiinstrumentista Paulo Santos, um dos integrantes do mítico grupo instrumental mineiro Uakti. Curado, cuja capa você vê pela primeira vez aqui no Trabalho Sujo, será lançado em um show no dia 16 deste mês, às 21h, no teatro do Sesc Belenzinho.

“Os processos artísticos foram bem diferentes”, explica o guitarrista Mario Cappi, falando sobre o disco e a capa, que, como todas as capas do grupo, é de sua autoria. “Pra gravação do disco, nós já havíamos preestabelecido algumas coisas. O Hurtmold meio que se trancou numa sala de ensaio na Pompeia pra compor, houve um comportamento prévio. O Paulinho também, lá em BH, havia composto algumas coisas. Conversávamos bastante com ele por e-mail sobre estruturas, tempo, mudanças e aberturas… Tentamos não fechar as ideias totalmente antes da entrada em estúdio. Pra todo mundo, era clara a importância de um espaço pra criar simultâneo à gravação.”

“O lance com as ilustrações foi outro”, continua. “Eu comecei de maneira aleatória a desenhar enquanto estava nas minhas folgas durante as gravações. Nesses momentos, sempre havia alguém gravando ou escutando o que havia gravado. Quando percebi que existia um padrão nos traços, decidi seguir desenhando enquanto ouvia as gravações do dia. Ali no estúdio os traços traduziram, de certa forma, a intensidade e a estética que aquelas músicas possuem.”

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“Olhando agora, meses depois, vejo que a sonoridade das músicas e as ilustrações continuam num diálogo interessante”, explica o guitarrista. “São imprevisíveis, insinuam várias possibilidades de compreensão. Estou trabalhando bastante com pinturas e ilustrações abstratas, portanto, essa arte é bem diferente das demais do Hurtmold. Mas acho isso bom, porque musicalmente esse disco também é diferente dos anteriores.”

O grupo apresentou algumas das músicas novas em seu show no festival Fora da Casinha, que aconteceu no mês passado. Consegui filmar todo o show, assista:

Mas o show do dia 16 é com o próprio Paulo Santos. Promete.

A vinda de Liniker e Os Caramelows

Márcio Bortoloti, William Zaharanszki, Liniker Barros, Renata Éssis, Pericles Zuanon e Rafael Barone

Márcio Bortoloti, William Zaharanszki, Liniker Barros, Renata Éssis, Pericles Zuanon e Rafael Barone

O disco de estreia da banda-sensação Liniker & Os Caramelows já está pronto e tem data de estreia: Remonta chega ao público no dia 16 de setembro e seu lançamento oficial acontece nos dias 1° e 2 de outubro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. É o fim do primeiro capítulo e o começo da discografia de uma banda que até o ano passado era apenas reconhecida pelo nome e hoje começa a atingir o status de culto, principalmente devido ao carisma ao microfone de Liniker.

Produzido pelo baixista de Tulipa Ruiz Marcio Arantes, que já havia produzido o disco que José Miguel Wisnik e Ná Ozetti gravaram no ano passado, Remonta foi um processo de desconstrução do trabalho da banda, como explica o baixista e diretor musical do grupo Rafael Barone: “A maioria das músicas do álbum estavam sendo tocadas há oito meses na estrada, e quando nos internamos com o Marcio na casa da (vocalista) Renata Éssis, em Mauá, para pensar como seriam os arranjos para o álbum, passamos por um processo de desapego muito grande de como estávamos tocando as músicas até então.”

Liniker vai mais fundo: “Eu tenho esse álbum na minha cabeça desde os meus 16 anos. Remonta vem de um apanhado de relações que eu tive e tentei colocar nessa obra de forma poética e viva. Foi como desfazer um quebra-cabeça e fazer esse quebra-cabeça. Desconstruir para construir. É um grande processo que agora vai nascer.” A capa, minimalista, é esta abaixo, mostrada em primeira mão para o Trabalho Sujo.

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“A capa do disco surgiu de inúmeras maneiras em nossa cabeça, mas sempre faltava algo”, explica Rafael. “Liniker está com esse álbum há cinco anos na cabeça, e nós há um ano e meio, e não dava pra pensar em uma capa única que simbolizasse Remonta para todos. A capa simboliza os cadernos onde surgiram a maioria das letras, com a caligrafia da própria Lini, mas também simboliza o espaço em branco, o espaço onde cada um pinta seu próprio conceito. Percebemos que tanto os integrantes do grupo quanto os fãs tem suas próprias leituras sobre a ideia de Remonta, essa filha que surge de Lini, é parido junto com os Caramelows e o Marcio Arantes pra ser adotado pelos vários fãs do projeto.” Remonta tem participações da própria Tulipa e de Xênia França (do Aláfia), de parte da metaleira do Bixiga 70 e de Thiago França do Metá Metá.

A Força das capas

lanadelrey

Separei lá no meu blog do UOL uma série de capas clássicas de discos misturadas à mitologia de Guerra nas Estrelas.