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Bruce Springsteen celebra Mineápolis

Bruce Springsteen vem se tornando uma das principais vozes da classe artística estadunidense contra o regime que Donald Trump baixou em seu país, chegando ao cúmulo de ter sua milícia particular assassinando pessoas inocentes, especialmente na cidade de Mineápolis, que tornou-se o epicentro dessa nova tragédia nos EUA. E depois de esbravejar em shows e entrevistas, ele resolveu eternizar essa era de trevas em seu país em uma canção. “Streets Of Minneapolis” em que retoma o tom das canções de protesto à Bob Dylan para descrever o estado decrépito que seu país afunda em violência, mencionando por nome, tanto as vítimas fatais do governo norte-americano (Alex Pretti e Renee Good) quanto os patifes que orquestraram essa desordem, os palhaços de extrema-direita Stephen Miller (vice-chefe do gabinete de políticas públicas da Casa Branca), Kristi Noem (secretária de segurança interna) e, claro, o agente laranja que escangalha de vez os EUA, chamado por Bruce na música de “Rei Trump”. A capa do single não deixa meios-termos ao mostrar um protesto dos cidadãos daquela cidade contra a polícia particular de Trump.

Ouça abaixo:  

Bruce Springsteen falando grosso sobre a trágica situação dos Estados Unidos hoje

“A próxima música é provavelmente uma das principais canções. E não quero demorar muito esta noite, mas escrevi esta canção como uma ode à possibilidade americana… Tanto ao belo mas imperfeito país que somos, quanto ao país que poderíamos ser. Agora, exatamente agora, estamos vivendo tempos incrivelmente críticos. Os Estados Unidos, ideais e valores que o representam nos últimos 250 anos, estão sendo testados como nunca antes nos tempos modernos. Esses valores e ideais nunca estiveram tão ameaçados quanto agora. Então, enquanto nos reunimos esta noite nesta bela demonstração de amor, cuidado, consideração e comunidade, se você acredita na democracia, na liberdade; se acredita que a verdade ainda importa e que ainda vale a pena falar em seu nome e lutar por ela; se você acredita no poder da lei e que ninguém está acima dela; se você se opõe às tropas federais fortemente armadas e mascaradas que invadem cidades americanas usando táticas da Gestapo contra nossos colegas cidadãos; se você acredita que não merece ser assassinado por exercer seu direito americano de protestar; então mande uma mensagem para esse presidente. E como disse o prefeito daquela cidade, o ICE deveria vazar de Mineápolis. Então, esta é pra você e pela memória de Renee Good, mãe de três filhos e cidadã americana”. Assim Bruce Springsteen apresentou sua “The Promised Land” em sua aparição surpresa no Light Of Day Winter Festival, evento que acontece há anos em sua cidade-natal Nova Jérsei, nos EUA, bradando contra o regime de milícia que tem baixado no dia-a-dia daquele país. Esse tipo de protesto ainda segue tímido devido à decadência tétrica que Trump vem conduzindo seu país, mas deve tornar-se cada vez mais frequente se o clima continuar pesando cada vez mais…

Assista abaixo:  

Suede ♥ Bruce Springsteen

O Suede está lançando disco novo – Antidepressants – e passou pelo programa Sofa Session, que a radialista inglesa Jo Whiley tem na BBC 2, quando foi convidado a fazer uma versão de uma música conhecida e fez bonito ao escolher uma das melhores canções de Bruce Springsteen, a pop “Hungry Heart”, que soou um pouco mais pesada que a original, deixando o vocalista Brett Anderson à vontade para deslizar sobre a música.

Ouça abaixo:  

Bruce Springsteen ♥ Paul McCartney

Por incrível que pareça, Bruce Springsteen tocou pela primeira vez em sua carreira em Liverpool, na Inglaterra, neste sábado – e para celebrar a ocasião convidou ninguém menos que o principal cidadão vivo desta cidade para participar de seu show. Não é a primeira vez que Paul McCartney sobe ao mesmo palco que Bruce, mas é muito legal ver a animação do boss norte-americano tocando “Can’t Buy Me Love” junto com seu ídolo inglês (bem como ver Steven Van Zandt tocando o que talvez deva ter sido um dos primeiros solos de guitarra que aprendeu na vida).

Assista abaixo:  

Bruce x Trump

“Tem umas coisas estranhas e bizarras acontecendo”, disse Bruce Springsteen, durante seu segundo show em Manchester, na Inglaterra, no fim de semana passado. “Nos Estados Unidos, estão perseguindo pessoas por usarem seu direito à liberdade de expressão e por manifestarem opiniões contrárias. Isso está acontecendo agora. Nos Estados Unidos, os homens ricos estão abandonando as crianças mais pobres do mundo para morrer. Isso está acontecendo agora. No meu país, estão sentindo um prazer sádico pela dor que prejudicam trabalhadores leais americanos e estão revertendo legislações históricas de direitos civis que levaram a uma sociedade mais justa e moral. Estão abandonando nossos grandes aliados e se aliando com ditadores contra aqueles que lutam por sua liberdade. Estão retirando moradores das ruas americanas e, sem o devido processo legal, os deportando para centros de detenção e prisões estrangeiras. Tudo isso está acontecendo agora.” No primeiro show, realizado na quarta da semana passada, ele já havia levantado a voz contra a administração Trump, o que fez o presidente dos EUA twittar falando mal de Bruce feito uma criança mimada (ele já havia feito algo parecido no dia anterior, falando que foi só ele tornar-se presidente pra Taylor Swift deixar de ser “HOT”). Mas após a fala acima, Trump engrossou o tom e resolveu sair falando mal de todos os artistas que apoiaram sua ex-adversária na eleição do ano passado, Kamala Harris, avisando que iria perseguir os artistas que a apoiaram, incluindo Bono e Beyoncé. Fico pensando na possibilidade dos músicos anti-Trump se reunirem para gravar uma música contra seu regime totalitário e o nível de bizarrice que seria se o “We Are the World” desta geração for uma música contra o presidente dos Estados Unidos. Bem a cara dessa época, se você parar pra pensar…

Assista abaixo:  

Karen O, Michael Stipe, Angel Olsen, Sharon Van Etten, Bruce Springsteen: todos celebram Patti Smith

Patti Smith foi a estrela da vigésima edição de um evento de caridade para arrecadar fundos para a educação nos EUA realizado nesta quarta-feira no Carnegie Hall de Nova York, mas nossa senhora punk foi o assunto e não a única intérprete – e assim o palco foi invadido por estrelas do naipe de Bruce Springsteen, Michael Stipe, Sharon Van Etten, Angel Olsen, Johnny Depp, Sean Penn, Jim Jarmusch, Courtney Barnett, entre outros medalhões pupilos de nossa deusa. A banda que acompanhou a maioria do grupo era formmada por Tony Shanahan (que toca na banda de Patti) e Charlie Sexton (que tocava com Dylan) nas guitarras, Flea (ele mesmo, do Red Hot) no baixo, Benmont Tench (dos Heartbreakers de Tom Petty) no piano e Steve Jordan (que hoje toca nas turnês dos Stones) na bateria. Vou soltando alguns vídeos no decorrer do dia e juntando todos aí embaixo – começando por essa versão que a Karen O fez pra “Gloria” seguido de Bruce Springsteen mandando “Because the Night”, Michael Stipe cantando “My Blakean Year” e “People Are Strange” dos Doors (banda crucial na formação de Patti), Angel Olsen cantando “Easter”, Sharon Van Etten cantando “Pissing in a River” e todo mundo junto (Bruce, Karen, Michael, Angel Olsen, Sharon Van Etten, Johnny Depp, Courtney Barnett, Matt Berringer do National, Alison Mosshart dos Kills, Karen O do Yeah Yeah Yeahs, Paul Banks do Interpol e outros convidados) cantando “People Have the Power” com nossa senhora. . Benzadeusa…

Assista abaixo:  

Vida Fodona #555: Máquina do tempo

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Pensativo.

Jorge Ben – “O Filósofo”
Calvin Harris – “Merrymaking at My Place”
!!! – “Heart of Hearts”
Blood Red Shoes – “It’s Getting Boring By The Sea (Blamma! Blamma! Red Shoes Mix)”
We Are Scientists – “Chick Lit (Danger TV Remix Edit)”
Edu K + Marina Vello – “Me Bota Pra Dançar”
Simian Mobile Disco – “Hustler”
Whitest Boy Alive – “The Golden Cage (Fred Falke Remix)”
Mano Brown + Seu Jorge + Dom Pixote – “Dance, Dance, Dance”
Quinto Andar – “Som Pra Pista”
Knife – “We Share Our Mother’s Health”
George Michael – “Freedom ’90”
Happy Mondays – “24 Hour Party People (Jon Carter Mix)”
B-52’s – “Rock Lobster”
Gang 90 + Absurdetes – “Românticos a Go-Go”
Talking Heads – “I Zimbra”
Fall – “Rollin’ Danny”
Erasmo Carlos – “Mané João”
João Donato – “Cala Boca Menino”
Odair José – “Com o Passar do Tempo”
Pink Floyd – “Free Four”
Pavement – “Father To a Sister of Thought”
Bruce Springsteen – “Glory Days”
Isaac Hayes – “By the Time I Get to Phoenix”