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O Titanic de Bob Dylan

Bob Dylan vai lançar disco novo, chamado enigmaticamente de Tempest (a última peça de Shakespeare, e o último disco de Renato Russo também – não que Dylan saiba disso, mas enfim).


Há uma versão à venda que traz um pôster, o disco e uma… gaita! Personalizada com a grife Dylan, por quê não?

E o comediante Tim Heidecker, do Tim & Eric Awesome Show, Great Job!, ouviu falar que uma das músicas do novo disco era um épico de 14 minutos sobre a épica tragédia do navio que “nem Deus poderia afundar” e resolveu bater o mestre em seu próprio jogo, antecipando a canção na versão abaixo.

A letra segue abaixo e é uma homenagem impagável – principalmente no final.

 

Vida Fodona #334: #vaicorinthians

Vai!

Mutantes – “Amor Branco e Preto”
Tulipa Ruiz + Lulu Santos – “Dois Cafés”
George Harrison – “I Got My Mind Set On You”
Chromeo – “When The Night Falls (Sammy Saxy Bananas Remix)”
KC & the Sunshine Band – “Keep it Coming Love”
Cannonball Adderley Quintet – “Work Song”
Beatles – “In My Life”
Bob Dylan – “Don’t Think Twice, It’s All Right”
Blur – “The Puritan”
Rapture – “Sail Away (Digitalism Remix)”
Major Lazer + Amber – “Get Free”
Kimbra – “Settle Down (Polaris At Noon Remix)”
Lurdez da Luz – “Levante”
Com Truise – “Open”
Pavement – “Date with IKEA”
Madrid – “Destroy Everything You Touch”

Vai!

Caçando Bob Dylan em Copacabana

Jotabê entrou numa pilha de encontrar o mestre enquanto ele estava no Rio de Janeiro – e acabou encontrando-o. E de touca!

Pouco antes das 16h, saída pela esquerda, já abastecido de uma refeição que custava metade do couvert do Fasano, tomando o rumo da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, para o táxi final antes do show. Ao menos no show ele dará as caras, e a torcida é para que essa noite promova novamente um encontro com a sua música mutante que inaugurou uma nova perspectiva para a arte contemporânea. “Aquele cara de touca e casaco ali parece o Dylan”, ela diz, desencanadamente. Só o que me faltava, um sósia a essa hora, eu pensei. Mas aí o sujeito se virou para a avenida e o sangue gelou nas veias.

“A máquina! A máquina! A máquina! É ele! É ele MESMO!” Os segundos pareciam horas, a avenida parecia mais larga, e Dylan olhava para um lado e para o outro sem se decidir, parado na frente da banca de jornais da Rua Inhangá. “No direction home”, como sempre. Se for para o outro lado, vai pegar mal correr atrás dele, pensei. Mas aí ele veio para o nosso lado, tranquilamente, como se fosse parte da paisagem, sem causar nenhuma curiosidade dos velhinhos e dos cães de estimação de Copacabana. Caminhando resoluto, com as mãos nos bolsos. Fez uma careta quando viu a máquina fotográfica, mas não parou, continuou andando na direção da lente, e passou por nós aceleradamente.

Continua .