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Big day coming!

, por Alexandre Matias

Yo La Tengo e Stereolab num mesmo domingo foi um presente que a Balaclava deu aos indies brasileiros que poucos poderiam esperar – e pelas apresentações que os dois grupos já estão fazendo pelo continente vai ser uma noite de chorar.

O trio nova-iorquino já fez shows em Lima (dia 30), em Buenos Aires (sábado e domingo passados), em Montevidéu (na terça) e em Santiago (na quinta e sexta) e passeou pelo vasto repertório, mantendo alguns alicerces clássicos – como “Sugarcube”, “Big Day Coming”, “Autumn Sweater”, “Stockholm Syndrome” e “Blue Line Swinger” – na maioria dos shows, mas sempre viajando entre várias músicas próprias. Além disso sempre tem as versões. No Peru (além de uma invejável versão com QUINZE MINUTOS pra “I Heard You Looking”) tocaram “Halloween” do Dream Syndicate, “I Walked with a Zombie” do Roky Erickson e “Farmer’s Daughter” dos Beach Boy, no primeiro show em Buenos Aires visitaram Holy Modal Rounders (“Griselda”), Sun Ra (“Dreaming”), Rutles (“I Must Be in Love”), Kinks (“This is Where I Belong”), Black Flag (“Nervous Breakdown”) e sua clássica versão para “We Can Have it All” do George McRae. No Uruguai tocaram “I Found a Reson” do Velvet e no Chile tocaram “Polynesia #1” do Michael Hurley, “Can’t Seem to Make You Mine” dos Seeds e “Speeding Motorcycle” do Daniel Johnston na primeira noite e “Nuclear War” da Sun Ra Arkestra na segunda. Como o grupo apresenta-se duas vezes – começando pelo Balaclava Festival neste domingo no Tokio Marine Hall e segunda-feira no Cine Joia, em versão acústica – é bem provável que o primeiro show seja mais curto e mais barulhento. E, conhecendo o pouco que conheço deles, não duvido nada que eles façam um bis elétrico no show de segunda… Vai ser imperdível!

Já o Stereolab tocou menos vezes na América do Sul em comparação com o Yola e só passou por Buenos Aires na terça passada e por Santiago na sexta. Como o grupo anglo-francês está lançando disco novo, houve poucas mudanças entre os dois shows – tirando o fato de que, na Argentina, tocaram fora de festival, o que deixou a apresentação mais longa – e, além de várias músicas do ótimo recém-lançado Instant Holograms on Metal Film (inclusive as duas partes de “If You Remember I Forgot How To Dream”, quando nossa querida Lætitia Sadier assume o trombone de vara!), foram direto naquelas músicas que todo mundo quer ouvir: “The Flower Called Nowhere”, “Miss Modular”, “Peng 33”, “Cybelle’s Reverie” e “Motoroller Scalatron”. Bem que eles podiam fazer um segundo show por aqui, porque é tanta música boa que com certeza várias vão ficar de fora por ser show de festival. Mas a noite promete!

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