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Acordando com a Beyoncé…

Sem aviso, Beyoncé abriu o 4 de julho anunciando o lançamento de uma reedição de seu segundo álbum, B’Day, lançado em seu aniversário (dia 4 de setembro) há vinte anos. Mas a música escolhida – a deliciosa “Morning Dew (Donk)” (ouça abaixo), composta ao lado de Pharrell – é uma música que ficou de fora de seu disco homônimo de 2013, o que criou uma especulação automática em seus fãs de que, talvez, o dia 4 de setembro de 2026 não seja apenas o dia do lançamento de uma edição deluxe de um disco do passado. A capa do novo single segue o mesmo padrão, incluindo a mesma fonte, das capas dos primeiros singles de seus dois discos mais recentes – “Break My Body”, que abriu os trabalhos de Act I: Renaissance (2022), e “Texas Hold’Em” e “16 Carriages”, os singles simultâneos que deram o início a Act II: Cowboy Carter (2024) – compare a seguir. O que levou muitos a especular que o Act III está vindo aí – e que pode ser uma coletânea… Será?  

Um destes nomes irá tocar de graça na praia de Copacabana em 2026

O prefeito do Rio compartilhou essa imagem em suas redes sociais pra ver a reação das pessoas sobre quem seria o artista que faria o show gratuito em Copacabana depois de Madonna e Lady Gaga. Rihanna e Adele são bem pouco prováveis; Beyoncé e Paul McCartney são nomes cotados há tempos, Shakira seria uma boa surpresa, U2 e Coldplay transformariam o Rio de Janeiro numa enorme coxinholândia, Justin Bieber é júnior se comparado aos outros e Britney, minha favorita e distante dos palcos desde 2018, dificilmente volta à ativa somente pra isso. Mas não me surpreenderá se o nome do ano não for nenhum desses e o alcaide fluminense só soltou essa pra disfarçar perrengues políticos que vem passando. Em quem você apostaria?

Os 20 discos mais importantes desde 2020

Meu camarada Carlos Albuquerque, o bom e velho Calbuque, está na equipe da recém-lançada edição brasileira da clássica revista norte-americana Esquire, que chega impressa ao Brasil em edições especiais. E no primeiro número, ele organizou uma enquete com um júri da pesada incluindo jornalistas, executivos da indústria e artistas (este que vos escreve incluso) para descobrir quais são os 20 discos mais importantes desde 2020 até hoje e o resultado (que pode ser visto abaixo) está nas bancas com um texto de apresentação do próprio Calbuque.

Veja abaixo:  

Beyoncé de Natal

Ela de novo: Beyoncé acaba de anunciar que fará o show no intervalo do jogo de natal da liga de futebol norte-americana, que será transmitido pela Netflix para todo o mundo. E assim ela coroa o ótimo ano que teve com o lançamento do segundo ato de sua trilogia, Cowboy Carter, com uma versão particular da final do campeonato de futebol dos ianques.

Assista ao trailer abaixo:  

Com Cowboy Carter, Beyoncé conseguiu de novo

Se você ainda não ouviu o disco novo da Beyoncé, Cowboy Carter, lançado nessa sexta-feira, faça isso agora, pois ela conseguiu de novo. O segundo ato de uma trilogia iniciada há dois anos, é um disco ainda mais complexo e cheio de camadas que o primeiro volume, Renaissance, e a quantidade de referências, citações, vinhetas, vocais maravilhosos e sentimentos suscitados ergue seu trono ainda mais rumo ao topo do pop desta década – e deste século. É uma obra que mantém o sarrafo altíssimo durante toda sua duração, seja na inacreditável e fidedigna versão para “Blackbird” dos Beatles às aparições de Willie Nelson, Linda Martell, Chuck Berry e Dolly Parton, passando pela montanha russa de emoções de faixas épicas como “Ya Ya” (citando Beach Boys e Nancy Sinatra), a sequência “Riiverdance”/”II Hands II Heaven”/”Tyrant” e “Sweet ★ Honey ★ Buckin'”, os duetos de chorar ao lado de Miley Cyrus (“II Most Wanted”) e Post Malone (“Levii’s Jeans”), as irresistíveis “Bodyguard” (meu hit até agora, que entrou no meu set desde os primeiros segundos), “Spaghettii” e “Just for Fun” e sua versão maravilhosa do hino “Jolene”. Com seu olhar implacável, ar de rádio em seus melhores momentos e sentimentos à flor da pele, ela estabelece um parâmetro não apenas para 2024 quanto para o resto dos anos 20, cobrando artistas de todos os gêneros a desafios tanto artísticos quanto comerciais mais ousados. Disco do ano em pleno março, Cowboy Carter é nota 10 e é pouco provável que algum artista chegue perto – e olha que estou me referindo a um ano que, esperamos, ainda veremos discos de Dua Lipa, Taylor Swift, Rihanna, Charlie XCX, Lorde e Billie Eillish, o que não é pouca coisa. E, como ela mesma disse, não é um disco country, é um disco dela.

O ato II de Beyoncé está chegando, com direito a Beatles, Willie Nelson e Dolly Parton

O lançamento de Cowboy Carter, segundo volume de trilogia que Beyoncé iniciou em 2021, acontece nessa sexta-feira e junto com a expectativa aumentam as especulações – e confirmações. Ao divulgar a lista das faixas em seu Instagram nesta quarta-feira, a maestra parece ter confirmado dois boatos que já estavam no ar: que regravaria um clássico perene de Dolly Parton, e uma música dos Beatles. “Jolene” e “Blackbird” surgem entre as músicas anunciadas, bem como a referência à Linda Martell, primeira artista negra de sucesso comercial na música country, na faixa chamada “The Linda Martell Show”. O anúncio também confirma a participação de Willie Nelson em uma das faixas (justamente uma chamada “Smoke”) e o nome de Dolly Parton (ou melhor, “Dolly P”) está no meio das faixas do novo disco.

Outro boato que esquentou foi que o disco teria a participação de Rihanna, uma vez que esta divulgou esta semana fotos que fez para a edição chinesa da Vogue em que aparece vestida de caubói – e sabemos que o tema do disco novo de Beyoncé é música country. Ainda há o boato que Miley Cyrus dividiria os vocais com Beyoncé em “Blackbird”. Não bastasse tudo isso, surgiram dois outdoors anunciando o novo álbum em… Salvador, onde ela esteve no final do ano passado. Essa mulher vai mudar as regras do jogo… de novo!  

Cowboy Carter: o segundo ato de Beyoncé

Cowboy Carter é o nome do segundo ato da trilogia Renaissance, segundo a própria Beyoncé anunciou nesta terça-feira em um simples stories em sua conta no Instagram. O novo capítulo da saga é dedicado à country music e um dos singles lançados anteriormente, “Texas Hold’Em” (lançado no mesmo dia que “16 Carriages”), já entrou para a história ao colocá-la no topo da parada de singles country dos EUA, algo que nenhuma mulher negra havia feito. O disco está agendado para o dia 29 de março e já está em pré-venda. Ao anunciar o novo ato, ela mostrou uma imagem de uma sela de cavalo com decorada com uma faixa com o título do álbum, mas não sabemos se esta será a capa de fato, uma vez que em seu site o disco surge apenas com a cor preta, seu nome e o título do novo trabalho. E ainda há especulações que ela talvez tenha gravado (ou usado um sample) de “Jolene”, clássico da musa country Dolly Parton. Segura!