Os 75 Melhores Discos de 2014 17) Beck – Morning Phase



Adventure Time talvez seja um dos grandes trunfos culturais dessa década, ainda crescendo lentamente rumo ao topo do pop. A popularização do desenho já está em estágio avançado de massificação e se você não sabe do que se trata, faça-se o favor de se informar e cair na melhor psicodelia do século até agora. Os personagens do programa do Cartoon Network aos poucos estão se embrenhando em nosso inconsciente e não duvide se 2015 assistir ao momento em que eles se tornarão mais populares que o Mickey, o Snoopy ou o Super Mario para todas as faixas etárias. Essa compilação de capas de discos clássicos mashupadas com o imaginário do título, reunida por este blog, já dá uma vaga noção de que o desenho não é mais um segredo entre crianças apaixonadas, pais vidrados e doidões deslumbrados:

E ainda tem mais essa.
Who – “I Can’t Explain”
Fratellis – “Chelsea Dagger”
Dr. Dog – “Heart it Races”
Spoon – “Inside Out”
Alvvays – “Adult Diversion”
Giancarlo Ruffato – “Alfredo”
Bonifrate – “Aldebaran”
Beck – “Sunday Morning”
Christopher Owens – “Riviera Rock”
Erlend Øye – “Fence Me In”
Pretenders – “Brass in Pocket”
War on Drugs – “Red Eyes”
Foster the People – “Whodini”
Norman Greenbaum – “Spirit in the Sky”
Marilene – “Sinal Vermelho”
João Bosco – “Cobra Criada”
Tatá Aeroplano – “Na Loucura”

O apresentador de TV Conan O’Brien abriu uma semana de homenagens a George Harrison começando com uma versão acelerada do Beck pra favorita (como quase todas as músicas do All Things Must Pass) “Wah Wah”. Aperta o play:

E no bis do show que fez na quarta passada em Seattle, Beck convidou Jenny Lewis para dividir os vocais com ele num cover de “Do Ya Think I’m Sexy?”, aquela música que o Rod Stewart roubou do Jorge Ben nos anos 70. Ficou jóia.

Let it roll…
Dorgas – “Egocêntrica”
Savath Y Savalas – “Barceloneta”
Secos & Molhados – “Amor”
Tatá Aeroplano – “Te Desejo Mas Te Refuto”
Beck – “Heart is a Drum”
Angel Olsen – “Hi-Five”
Erasmo Carlos – “Sábado Morto”
Marcelo Jeneci – “Sorriso Madeira”
Radiohead – “Where I End and You Begin”
Maquinado – “O Som”
Lorde – “White Teeth Teens”
Rita Lee – “Tratos à Bola”
Haim – “Let Me Go”
Warpaint – “Keep it Healthy”
Sebadoh – “Oxygen”
Superchunk – “Out of the Sun”
Mombojó – “Saborosa”
Nancy – “Cinema Nacional”

Morning Phase segue a linha do belo Sea Change, o que é um ótimo ponto de partida…


Duas das principais atrações do Planeta Terra de 2013 vêm fazer shows que ficaram devendo nas primeiras vezes que vieram para o Brasil. O Blur passou pelo Rio e São Paulo em 1999, quando muita gente ainda se perguntava que diabos era indie rock e muito menos gente sabia o que era britpop. Vi o show da banda inglesa no então recém-inaugurado Credicard Hall com um quarto da capacidade do público e a sensação de show privê só não era melhor porque a banda não estava num bom momento – Damon Albarn chegou a comentar ao microfone que havia comido algo estragado no México e a dor de barriga do vocalista encurtou o setlist e algumas canções.
Blur – “Tender”
Já o Beck tocou no dia do meu aniversário em 2001, antecipando os shows dos Foo Fighters e do R.E.M. no festival carioca. Vi o show bem de perto, por isso não me decepcionei como a maior parte do público, que não conseguiu entender direito o impacto do baixinho devido às proporções do festival.
Beck – “Devil’s Haircut”
Tem mais trechos dos shows do Blur em São Paulo e do Beck no Rio de Janeiro logo abaixo:

Vamos aproveitar a segunda vinda de Beck ao Brasil (ele toca no Planeta Terra nesse sábado) para lembrar da primeira gravação que ele fez de seu Beck Record Club, em 2009. Ele criou o experimento como uma brincadeira – regravar a íntegra de discos clássicos em um dia, sem ensaio, com um monte de amigos escolhidos aleatoriamente. O primeiro disco homenageado foi o da banana do Velvet Underground, que começa com a clássica “Sunday Morning”, em versão tocada pelo Beck, pelo ator Giovanni Ribisi, o produtor Nigel Godrich, o baterista Joey Waronker e a vocalista islandesa Thorunn Magnusdottir. Segue linda como uma homanagem ao mestre Lou Reed.