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Seu Jorge e a MPB clássica

Conversei com o Seu Jorge sobre seu novo álbum, The Other Side, que fez em Los Angeles com Mario Caldato há mais de quinze anos e que só agora vê a luz do dia. Um disco que evoca a MPB clássica de Tom Jobim, Arthur Verocai e Milton Nascimento com participações de Maria Rita, Marisa Monte, Zap Mama e Beck. Leia a íntegra da matéria que fiz para o Toca UOL e veja um trecho da entrevista em vídeo que fiz com o carioca:  

Beck sozinho

Beck prometeu e eis como ele começa essa semana, com a melancólica e solitária “Ride Lonesome”, em que evoca o espírito folk de discos lançados com o espaço de doze anos – primeiro Sea Change em 2002, depois Morning Phase em 2014 e agora, doze anos depois, esse single acústico e ensolarado, embora ao mesmo tempo triste e pensativo. Não há nenhum anúncio de disco… por enquanto.

Ouça abaixo:  

Beck romântico

Beck solta seu lado romântico e intérprete em um disco curto que anunciou nesta quinta-feira. Everybody’s Gotta Learn Sometime é uma coletânea de versões alheias que gravou em trilhas sonoras e outros projetos que descreve como “uma apaixonadamente curada compilação de raridades, faixas profundas e versões”, que inclui desde a faixa-título (do grupo Korgis, que gravou para o filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) a músicas de John Lennon (“Love”), Elvis Presley (“Can’t Help Falling In Love”), Flamingos (“I Only Have Eyes For You”) e até Caetano Veloso (“Michelangelo Antonioni”, do disco Noites de Norte que o baiano lançou no ano 2000). A única música do próprio Beck é “Ramona”, que ele compôs para a personagem de mesmo nome do filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, em 2010. Além destas, o disco, que será lançado nessa sexta-feira, ainda traz versões inéditas do cantor para “Your Cheatin’ Heart” de Hank Williams e para a imortal “True Love Will Find You In The End”, de Daniel Johnston. Coisa fina.

Taí a música nova dos Arctic Monkeys

Eis “Opening Night”, música nova dos Arctic Monkeys que abre os trabalhos da coletânea Help(2), mais uma iniciativa da ONG War Child para ajudar as crianças que vivem em zonas de conflito. Como a compilação que deu origem a esse novo disco (a primeira Help foi lançada em 1995 e reunia nomes como Oasis, Blur, Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Manic Street Preachers, entre outros), a nova versão, que será lançada dia 6 de março, também junta um elenco invejável: Damon Albarn junto com Johnny Marr, Beth Gibbons, Depeche Mode, Pulp, Beck (gravando “Lilac Wine” do Jeff Buckley com Arooj Aftab) e artistas mais novos como Cameron Winter, Black Country New Road, Last Dinner Party, Arlo Parks, Beabadoobee, Big Thief, Fontaines D.C., Wet Leg e Olivia Rodrigo (cantando “The Book of Love’” dos Magnetic Fields ao lado do Graham Coxon!), entre outros – veja a relação completa e a capa da coletânea abaixo. E essa música nova dos Monkeys apesar de seguir a vibe pop adulto dos discos mais recentes da banda tem um quezinho do disco AM que tanto sentimos falta (aqueles “uh-uh” de “One for the Road” parecem surgir a qualquer minuto) e parece anunciar uma nova fase do grupo. Será?

Ouça abaixo:  

Beck ♥ Daniel Johnston

Além de Lana Del Rey (que saudou o anfitrião com uma versão arrebatadora para “The Needle and the Damage Done”), quem também participou do concerto beneficente organizado por Neil Young – que agora chama-se Harvest Moon – foi o bom e velho Beck, que fez um set ensolarado com seus estandartes folk (“The Golden Age”, “Tropicalia”, “Dead Melodies”, “Lost Cause” e sua já clássica versão para “Everybody’s Got to Learn Sometimes”), ainda passeou por versões acústica para seus hits dance (“Where It’s At” e “Loser”) e encerrou sua apresentação reverenciando Daniel Johnston, com sua versão de uma das músicas mais bonitas do mundo, “True Love Will Find You in the End”.

Assista abaixo:  

Japanese Breakfast ♥ Beck

Dona de um dos discos mais bonitos de 2025, a coreana Michelle Zauner, que assina como Japanese Breakfast, escancarou uma de suas influências ao convidar Beck para participar do show que fez na sexta-feira, no Greek Theatre, em Los Angeles, nos EUA. O convite rendeu duas versões que fizeram juntos, reforçando que o Beck que ela puxou para ao palco foi a persona menos hipster e pós-moderna do artista. Jogando os holofotes em sua fase folk, ela cantou a linda “Golden Age” e o colocou para fazer o segundo vocal de “Men in Bars”, de seu recente For Melancholy Brunettes (and Sad Women), que no disco fica a cargo do ator Jeff “Lebowski” Bridges.

Assista abaixo:  

Beck reverencia Bob Dylan no festival de Newport

O tradicional festival folk norte-americano de Newport começou nessa sexta-feira e Beck fez uma aparição surpresa quando fez questão de reverenciar o cânone musical que construiu a reputação do evento, em especial a importância do mestre Bob Dylan, de quem ele cantou a clássica “Maggie’s Farm” logo na abertura. No resto da apresentação, ele ainda saudou Fred Neil (cantando “The Other Side of This Life”), Jimmie Rodgers (com “Waiting for a Train”) e Blind Willie Johnson (com “God Moves on the Water”), além de canções de seu próprio repertório que passeiam por esta seara – como “John Hardy”, “Stagger Lee”, “The Golden Age”, “Lost Cause” e “One Foot in the Grave”, para encerrar a noite com uma versão country de sua clássica “Loser”. Mandou bem!

Assista abaixo:  

Primavera quente!

Escrevi minhas considerações sobre a ótima segunda edição do Primavera Sound em São Paulo para o site da CNN Brasil. O sol inclemente e o longo e apaixonado show do Cure foram as principais atrações do evento, que pecou ao não ter um artístico tão contemporâneo quanto o da edição passada, mas que funcionou perfeitamente como evento, com poucas filas, boa divisão do Autódromo de Interlagos, distribuição de água, bom som e shows memoráveis: além do Cure, Beck, Slowdive, Killers e Pet Shop Boys fizeram apresentações intensas e memoráveis, além de Marisa Monte ter celebrado Rita Lee com a presença de seu companheiro, Roberto de Carvalho.

Leia abaixo: