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Olha o Beck chegando aí…

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Em entrevista à Rolling Stone, Beck anunciou que está prestes a lançar seu tão aguardado novo disco, que ele anunciou que se chamará Colors: “Acho que o disco podia ter saído há um ano ou dois, mas essas canções complexas tentam fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo. Não é retrô nem moderno. Por isso reunir tudo de forma que não soasse uma enorme bagunça foi uma responsabilidade e tanto.” O disco foi gravado ao lado do produtor Greg Kurstin, que já produziu discos da Adele, Kelly Clarkson e Sia e tocava teclado na banda de Beck no início do século e o cantor disse que o disco será bem pra cima, “com as melhores canções para você se sentir feliz de estar vivo. Não importa se é Beethoven ou os Monkees, eu pensava bastante sobre isso”. Segundo Beck, o disco será lançado em outubro. Não vejo a hora.

Rádio Resistência

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A excelente premissa do clássico de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto, funcionou bem como seriado – como seriam os anos 50 de um mundo em que não apenas o Terceiro Reich tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial como também, à maneira da Alemanha em nossa realidade, os Estados Unidos tivessem sido divididos entre a Alemanha e o Japão. E embora a primeira temporada da série produzida pela Amazon não tenha ganho a repercussão merecida (como acontece com a maioria de seus seriados, uma vez que ficam restritos à plataforma da loja online, que ainda engatinha em popularidade), a segunda temporada, que estreou no fim do ano passado, trouxe uma joia escondida na manga: uma trilha sonora em que clássicos daquele período foram regravados por artistas atuais.

A grande sacada de Resistance Radio, o nome desta trilha, não reside apenas nas escolha de quais artistas tocam quais músicas, embora só isso já valha a audição: tem Beck tocando “Can’t Help Falling in Love”, Norah Jones tocando “Unchained Melody”, além de versões assinadas por Sharon Van Etten, Angel Olsen, Karen O, Shins, Kelis, Michael Kiwanuka e Andrew VanWyngarden, do MGMT, entre outros. Mas a escolha do próprio repertório – revivendo músicas daquele período que ficaram conhecidas em versões tardias -, dá uma aura fantasmagórica e surreal à coleção de músicas. “Spoonful”, mais conhecida com o Cream, ressurge como um blues tradicional cantado por Benjamin Booker, “Who’s Lovin’ You” volta ao início dos anos 60 como foi gravada pelas Miracles (diferente das versões mais conhecidas asssinadas pelos Temptations ou pelos Jackson 5) na voz da Kelis – mas talvez o melhor exemplo seja a versão que o Grandaddy faz para “Love Hurts”, resgatando a balada dos Everly Brothers para longe daquela versão farofa do Nazareth.

A trilha inteira vale à pena:

Sharon Van Etten – “The End of the World”
Andrew VanWyngarden – “Nature Boy”
Beck – “Can’t Help Falling in Love”
Benjamin Booker – “Spoonful”
Sam Cohen – “The House of the Rising Sun”
Shins – “A Taste of Honey”
Angel Olsen – “Who’s Sorry Now”
Waterstrider – “Speaking of Happiness”
Michael Kiwanuka – “Sometimes I Feel Like a Motherless Child”
Grandaddy – “Love Hurts”
Big Search – “Lonely Mound of Clay”
Kevin Morby – “I Only Have Eyes for You”
Kelis – “Who’s Lovin’ You”
Norah Jones – “Unchained Melody”
Curtis Harding – “Lead Me On”
Maybird – “All Alone Am I”
Karen O – “Living in a Trance”
Sam Cohen – “Get Happy”

Duas músicas inéditas de Beck

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Enquanto Beck não solta o álbum que vem adiando desde o ano passado, eis que surgem duas faixas inéditas que ele compôs para a trilha sonora do filme Eu Sou o Número Quatro, do diretor D.J. Caruso. A fonte é o próprio diretor, que passou “Curfew” (que pode ser ouvida rapidamente no filme) e uma faixa instrumental sem título através de um link do Dropbox para um fã do cantor em uma conversa pelo Twitter.

A página Beck Daily (de onde tirei a imagem que ilustra esse post) publicou as duas músicas:

Beck em vinil

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E às vésperas de lançar seu novo disco – que ainda não foi batizado mas já foi agendado para o próximo mês -, Beck aproveita para finalmente reeditar sua discografia em vinil – um gesto importante visto que grande parte de sua carreira aconteceu no auge do CD. Os três primeiros a ganhar novas edições estão a obra-prima Odelay, o melancólico Sea Change e o groovezeiro Guero, que já estão em pré-venda. Mas todo o catálogo de Beck na Geffen/Universal voltará às lojas como LPs, incluindo outros clássicos como Mutations, Modern Guilt, Mellow Gold, The Information e o meu favorito Midnite Vultures, que só existe em vinil em uma versão limitada lançada na época, impossível de ser encontrada a um preço decente. Mas estes ainda não tiveram suas datas de lançamento anunciadas, vamos aguardar. O Morning Phase, seu disco mais recente, já existe neste formato.

Beck 2016: “Ride these wild horses!”

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Primeiro foi “Dreams” no ano passado e agora a fria “Wow”, um gangsta rap auto-ajuda de base enxuta, ganha seu próprio clipe, mostrando que Beck pode estar voltando para o território esquizopop de onde saiu. O novo disco sai no mês que vem, mas ainda não tem título

Que boa nova.

Vida Fodona #531: Frio do inverno

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Mesmo com sol…

Paul Simon – “Wristband”
Glue Trip – “Le Edad del Futuro”
Whitney – “Follow”
Beach Boys – “‘Till I Die”
Sebadoh – “Everybody’s Been Burned”
Yo La Tengo – “Our Way to Fall”
Belle & Sebastian – “A Summer Wasting”
Neil Young + Sadies + Garth Hudson – “This Wheel’s on Fire”
The Band – “The Weight”
Bob Dylan – “Tangled Up in Blue”
Arnaldo Baptista – “Será Que Eu Vou Virar Bolor?”
Sonic Youth – “Incinerate”
Cramps – “Human Fly”
Autoramas – “Carinha Triste”
The Fall – ” Victoria”
Ira! – “Farto do Rock’n’Roll”
Doors – “Soul Kitchen”
Blood Orange – “E.V.P.”
Jamie Xx + Romy Madley Croft – “Loud Places (John Talabot’s Loud Synths Reconstruction”
Lana Del Rey – “Blue Jeans (Penguin Prison Remix)”
Tame Impala – “Let it Happen (Soulwax Remix)”
BaianaSystem – “Azul”
Beck – “Jack-Ass”

Nirvana e o Beck tocando David Bowie

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Beck se juntou aos remanescentes do Nirvana (Pat Smear na guitarra, Krist Novoselic no baixo e Dave Grohl na batera) em uma festa antes do Grammy para saudar o recém-falecido mestre, tocando seu clássico que foi imortalizado na voz de Kurt Cobain.

Que momento! Bem que eles podiam continuar juntos pra fazer uns shows, hein…