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Um gostinho de “Now and Then”

Enquanto a “última música dos Beatles” não chega entre nós, dá pra sentir um gostinho de “Now and Then” no minidocumentário que a banda fez para contar a história de como a música deveria ter entrado no Anthology 3 e como foi ressurgir, quase 30 anos depois, como a última canção do grupo a ser registrada oficialmente.

Assista abaixo:  

Quais são as músicas novas das coletâneas vermelha (1962-1966) e azul (1967-70) dos Beatles?

Junto do anúncio da famigerada “última faixa gravada pelos Beatles” que chega na próxima quinta-feira, a banda também anunciou uma reedição ampliada das clássicas coletâneas lançadas no início dos anos 70 que a apresentaram a gerações de fãs que não tinham acesso à sua discografia (pois os discos não eram reeditados constantemente). E apesar de não ter tido tanta repercussão, essas são as faixas novas a entrar nas coletâneas:

Leia abaixo:  

80 anos e dando tudo!

O anúncio da “última canção dos Beatles”, que será lançada na semana que vem com as duas coletâneas clássicas do grupo (a vermelha e a azul) em versões expandidas, é mais um exemplo que a geração baby boom, nascida durante a Segunda Guerra Mundial e responsável por mexer na história da cultura e do comportamento nos anos 60, segue à toda e sem dar sinal de aposentadoria à vista. Nomes como Rolling Stones, Pink Floyd, Roger Waters e os brasileiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Paulinho da Viola endossam sua vida criativa mesmo entrando na oitava década de vida. Foi sobre isso que escrevi na matéria que fiz nesta quinta-feira para o site da CNN Brasil.

Leia abaixo:  

Lá vem música nova dos Beatles… com inteligência artificial?

O anúncio mais cedo de que nesta quinta pela manhã teremos mais um lançamento dos Beatles ativou a expectativa por aquela que deve ser “a última faixa gravada pelos Beatles”, anunciada por Paul McCartney em junho, que deixou todo mundo nervoso achando que viria uma abominação gerada por inteligência artificial. Contei melhor essa história juntando especulações, o histórico de relançamentos do grupo e o testemunho de alguém que teria ouvido essa nova faixa – seria “Now and Then”, que foi abortada à época do terceiro Anthology? – e ouvido falar que ela anteciparia uma nova versão das clássicas coletâneas azul e vermelha num texto que escrevi para o site da CNN.

Leia abaixo:  

Então quer dizer que a última música gravada pelos Beatles sai amanhã?

Os Beatles atualizaram seu site com uma imagem de uma fita cassete e um campo para deixar seu email para saber as novidades. Depois de enviado, eles retornam o email com uma contagem regressiva que encerra nesta quinta pela manhã, às 10h de Brasília. Ao que tudo indica é a última música que os Beatles gravaram, que seria lançada nos anos 90 (“Now and Then”), e que voltou à baila graças à inteligência artificial. Tem gente que tem calafrios quando ouve falar da mistura desse tema com arte, mas mais tarde eu falo melhor sobre esse acontecimento…

A Beatlemania pelas lentes de Paul McCartney

O que acontece quando um agente da história também é testemunha ocular desta? Uma das possíveis respostas está em mais uma escavação que Paul McCartney faz em seus arquivos, quando torna públicas em uma exposição e um livro as fotos que fez com sua câmera Pentax no momento em que os Beatles se transformaram num fenômeno transnacional. 1964: Eyes of the Storm, lançado nesta mesma semana em que a exposição com o mesmo nome é inaugurada na National Portrait Gallery em Londres, na Inglaterra, reúne quase 300 fotos inéditas que Paul fez no início daquele ano, quando sua banda deixa de ser um fenômeno isolado do Reino Unido e passa a fazer sucesso no resto da Europa e nos Estados Unidos. As fotos mostram o ponto de vista oposto da beatlemania: lá estão as garotas berrando, os shows lotados e todo mundo tirando fotos do grupo, mas também podemos ver registro dos quatro pós-adolescentes se divertindo enquanto encantavam o mundo pela primeira vez. São fotos capturadas em seis cidades (Liverpool, Londres, Paris, Nova York, Miami e Washington) e resgatadas do acervo de Paul por um dos pesquisadores dedicados a passear por sua coleção – a maioria destas imagens nem o próprio McCartney havia visto depois que as registrou. O livro já está à venda, bem como os ingressos para quem conseguir estar na capital inglesa até o dia 1° de outubro deste ano.

Veja mais fotos abaixo: