
Pela primeira vez, uma data comemorativa criada por uma fã é celebrada oficialmente por seus inspiradores, quando os Beatles reconheceram o dia 25 de junho, comemorado não-oficialmente desde 2009, como dia global da banda. A escolha da data vem por ser o dia que, em 1967, o grupo estreou a faixa “All You Need is Love” em um evento transmitido por via satélite (a novidade das comunicações naquela época), que lhes garantiu uma estimada audiência de 170 milhões de pessoas. Este ano eles tentam atingir algo parecido ao transmitir, em seu canal do YouTube, aquele mesmo vídeo, só que pela primeira vez em cores. A transmissão começa a partir da uma da tarde, horário de Brasília.

O grupo de preservação cinematográfica inglês Film is Fabulous acaba de divulgar que está restaurando o filme que conta com a participação dos Beatles no programa Top of the Pops da TV estatal britânica BBC no dia 19 de março de 1964 um dia antes do lançamento do single “Can’t Buy Me Love” com “You Can’t Do That’ no lado B deste compacto. As duas músicas foram tocadas no programa que, tradicionalmente, apagava as fitas com as gravações anteriores, acabando com a possibilidade de manter um acervo destes registros. O Film is Fabulous disse que recebeu a fita de 35 mm do programa de um ex-funcionário da emissora e conta que há quatro takes de gravação de “Can’t Buy Me Love” e dois de “You Can’t Do That”, além de registros da gravação do programa, mostrando a parte de maquiagem e a técnica para além do que aparecia na TV. Há a intenção de lançar a fita em público, mas o grupo está estudando como fazê-lo da melhor forma.

O que faz dos Beatles a maior banda de todos os tempos? Além de ter capturado o espírito de sua época em larga escala como pouquíssimos artistas no século passado, o grupo sempre fez questão de manter-se vivo para seu público, Mesmo logo após seu turbulento término – entre brigas, indiretas em canções e brigas na justiça -, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr nunca deixaram seu legado morrer, primeiro lançando coletâneas nos anos 70, depois formalizando a versão britânica de sua discografia na década seguinte e depois mergulhando em seu próprio acervo de inéditas (primeiro nos dois duplos Live at the BBC e depois com o projeto Anthology) e lançando até músicas póstumas. O século 21 viu essa pesquisa aumentar exponencialmente, com o relançamento de filmes, a série dirigida por Peter Jackson e uma nova versão do mesmo Anthology, entre inúmeros outros projetos, lançados quase anualmente. Então não é de se estranhar que, às vésperas de quatro cinebiografias oficiais sobre o grupo (cada filme do ponto de vista de um de seus integrantes) e de uma série sobre seus dias antes da fama em Hamburgo, na Alemanha, o grupo lance seu próprio Dia Global dos Beatles, transformando uma data em seu próprio feriado mundial. Mas a ideia não veio da banda e sim de uma fã norte-americana, Faith Cohen, que desde 2009 comemora o dia 25 de junho como o dia global dos Beatles, data criada após ela ter visto modismos menores (como o “dia de falar como um pirata”) ganhar tração graças à internet. Ela escolheu esta data pois foi neste dia, em 1967, que os Beatles apresentaram a canção “All You Need is Love” (que resume a essência das mensagens da banda) em uma inédita apresentação via satélite, que atingiu quase 400 milhões de telespectadores à época. A data foi ganhando fama com o passar dos anos e neste ano Faith recebeu uma carta assinada por Tom Greene, diretor-executivo da gravadora do grupo, a Apple, reconhecendo a importância de sua dedicação à memória do grupo e dizendo que a partir de 2026 a data passa a ser comemorada oficialmente pela banda. E para celebrar este primeiro dia festivo, o grupo lançará as imagens da citada transmissão pela primeira vez em cores, gratuitamente, pelo YouTube. Então se você acha que tem muito Beatles no noticiário atualmente, se prepara que a brincadeira nem começou direito…

Eis os Beatles – ou melhor dizendo, a gangue dos Beatles à época em que o grupo inglês era apenas uma banda estrangeira tocando na zona de uma cidade alemã, numa versão televisiva daquele período que já começou a ser produzida. Essa é a primeira foto oficial de Hamburg Days, seriado que está sendo produzido pela BBC para contar a pré-história do grupo de Liverpool, quando eles eram um quinteto e começaram a se envolver com alguns jovens artistas locais que ajudariam a mudar o destino do grupo. Essa turma está retratada na foto principal, que traz os atores Ellis Murphy (Paul McCartney), Paddy Gilmore (Pete Best), Harvey Brett (George Harrison), Rhys Mannion (John Lennon), Louis Landau (Stuart Sutcliffe), Luna Jordan (Astrid Kirchherr), Casper V Bülow (Klaus Voormann) e Lasse Klene (Jürgen Vollmer). Enquanto Best foi baterista do grupo até eles começarem a gravar discos (quando Ringo Starr assume as baquetas, em 1962), o baixista Stuart deixou o grupo após a temporada alemã para estudar arte e ficar com Astrid, que além de artista também inventou o corte de cabelos que viraria futura marca registrada da banda e compunha, com Voormann e Vollmer, jovens fotógrafos amadores que fazia parte do time de artistas que se chamava de “exis”, em referência aos existencialistas franceses. Klaus, que anos mais tarde faria a capa do disco Revolver (além de tocar em discos solo de John e George), é o ponto de partida da série, que é inspirada em sua autobiografia. Dividida em seis partes, a série será escrita por um ex-roteirista de Succession (Jamie Carragher) e deve estrear ainda este ano, esquentando a expectativa para a chegada dos quatro filmes que Sam Mendes está fazendo sobre o grupo, que devem estrear no ano que vem.

Mais uma vez o Festival de Cinema de Cannes começa com música. Depois de Zaho de Sagazan requentar bem “Modern Love” de David Bowie na edição de 2024 e de Mylène Farmer celebrar David Lynch em 2025, na edição deste ano as cantoras francesas Oklou e Theodora saudaram o festival, o diretor neozelandês Peter Jackson (que recebeu uma Palma de Ouro honorária por ter “transformado” o cinema) e os Beatles ao trazer, sozinhas no palco, uma versão para “Get Back”, que também batiza a série que Jackson dirigiu sobre os quatro de Liverpool. Assista abaixo:

“Um dueto Paul e Ringo – algo que nunca fizemos!”, revelou Paul McCartney na tarde desta terça-feira, quando surpreendeu 50 fãs que foram convidados para uma conversa-surpresa com o beatle sobre seu próximo álbum, o nostálgico The Boys of Dungeon Lane, que será lançado no fim deste mês. Ele contou que cogitou o dueto a partir de uma sugestão do produtor do disco, o mesmo Andrew Watt que fez os Rolling Stones gravarem com Robert Smith e com o próprio Paul, como foi revelado nesta mesma terça. A faixa “Home to Us”, que ainda conta com vocais de Chrissie Hynde dos Pretenders e Sharleen Spiteri do grupo Texas, será o segundo single do novo disco de Paul e será lançada nesta sexta-feira.

A editora norte-americana Random House acaba de anunciar o lançamento do livro The Third Eye: Early Photographs, que reúne mais de 250 fotos preto e branco e coloridas tiradas por George Harrison entre 1963 e 1970, quando os Beatles se tornaram populares e ele andava sempre com sua Pentax à mão. O livro deverá ser lançado em outubro deste ano e traz uma introdução escrita pelo ex-reitor da Universidade Liverpool Colm Tóibín e epílogo assinado pelo escritor George Saunders. A curadoria das fotos é da viúva do beatle, Olivia Harrison, que também assina um dos textos de introdução da obra.

Paul McCartney lançou o documentário sobre o início de sua carreira solo Man on the Run nessa quarta-feira em Londres e posou ao lado do ator Paul Mescal, que fará o papel de Paul McCartney nos quatro filmes que Sam Mendes está fazendo sobre os Beatles, The Beatles — A Four Film Cinematic Event, previsto pra 2028.