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Quer ver o show do Boogarins com O Terno nesse fim de semana?

ternobooga

Há um início de renascença psicodélica em formação na nova música brasileira e dois de seus principais expoentes dividem o palco neste fim de semana no Auditório Ibirapuera. Os goianos dos Boogarins encontram-se com os paulistanos d’O Terno nessa sexta e sábado e em cada dia uma banda abre para a outra – correndo o risco de rolar um encontro das duas ao mesmo tempo no palco, no final. A produção do show liberou um par de ingressos para cada um dos dias pra sortear aqui no Trabalho Sujo. Pra concorrer, basta dizer qual música as duas bandas deveriam tocar juntas (uma d’O Terno? Uma dos Boogarins? Um cover?) e explicar o porquê da escolha aí na área de comentários deste post. Não esqueça de dizer que dia você prefere ir ao show e deixar seu email. O resultado sai no início da tarde de sexta. Os ingressos custam R$ 20 (R$ 10 a meia) e os shows começam pontualmente às 21h.

Sharon Jones e o domingo no parque de ontem

Anti-Amy
Parque Ibirapuera @ São Paulo
12 de junho de 2011


Foto: Frá

Que show! Cheguei no finzinho do show do Joshua Redman Trio, quando eles tocavam uma versão instrumental para “The Ocean” do Led Zeppelin, e consegui pegar todo o show da Sharon Jones com os Dap-Kings no Ibirapuera, no domingo. A tarde já tinha virado noitinha (inverno, né… 17h45 parece 20h…) e a banda subiu no palco para uma apresentação contínua de pura soul music.

Muito já foi dito sobre a natureza estelar da ex-carcereira e tudo que foi dito parece pouco: a existência de Sharon Jones foi o que me animou a assistir Amy Winehouse no começou do ano – além de, claro, a vida de Amy ter assumido o papel de equilibrista na cerca da varanda, com o público assistindo entre o espanto e o “pula! pula!”. Felizmente, a onda do domingo era outra.

Sharon é o extremo oposto da morbidez autodestrutiva que empalideceu a alma de Amy – é pura entrega, transformando os quadris presentes em receptores da energia sexual que transmitia com a voz, dor e desejo vibrando cordas vocais e uma presença de palco em 220 volts. E mesmo brilhando sem parar, é impossível perceber que a luz também saía de sua banda – e os Dap-Kings não são mera banda de apoio. Estão no meio do caminho entre os JB’s e os MG’s, uma big band de bolso, igualmente ligada na tomada.

Fiz os vídeos com o celular, por isso nem optei pelo zoom (zoom digital, né… É uma bosta), mas dá para ter uma idéia do estrago que a mulher fez num fim de domingo memorável, fechando um dia dos namorados perfeito.

Palmas para a organização do evento, que reuniu algumas milhares de cabeça (Cinco mil? Eu ouvi gente falando em 10, mas será…?) para um showzaço – e de graça -, em plena São Paulo. Será que isso tá virando tendência? Tomara.