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Taí a música nova dos Arctic Monkeys

Eis “Opening Night”, música nova dos Arctic Monkeys que abre os trabalhos da coletânea Help(2), mais uma iniciativa da ONG War Child para ajudar as crianças que vivem em zonas de conflito. Como a compilação que deu origem a esse novo disco (a primeira Help foi lançada em 1995 e reunia nomes como Oasis, Blur, Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Manic Street Preachers, entre outros), a nova versão, que será lançada dia 6 de março, também junta um elenco invejável: Damon Albarn junto com Johnny Marr, Beth Gibbons, Depeche Mode, Pulp, Beck (gravando “Lilac Wine” do Jeff Buckley com Arooj Aftab) e artistas mais novos como Cameron Winter, Black Country New Road, Last Dinner Party, Arlo Parks, Beabadoobee, Big Thief, Fontaines D.C., Wet Leg e Olivia Rodrigo (cantando “The Book of Love’” dos Magnetic Fields ao lado do Graham Coxon!), entre outros – veja a relação completa e a capa da coletânea abaixo. E essa música nova dos Monkeys apesar de seguir a vibe pop adulto dos discos mais recentes da banda tem um quezinho do disco AM que tanto sentimos falta (aqueles “uh-uh” de “One for the Road” parecem surgir a qualquer minuto) e parece anunciar uma nova fase do grupo. Será?

Ouça abaixo:  

Um novo Help e a nova música dos Arctic Monkeys

Tem música nova dos Arctic Monkeys nesta quinta-feira! Quem avisou foi a ONG War Child, que arrecada fundos para ajudar crianças que vivem em regiões de conflito, que, depois de recuperar a coletânea que organizou há mais de trinta anos para as plataformas online, anunciou uma nova compilação que começa a ser revelada esta semana. A coletânea original, chamada apenas de Help, reunia canções de artistas como Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Boo Radleys, a primeira gravação dos Manic Street Preachers após o desaparecimento de seu guitarrista Richey Edwards, uma colaboração entre os Charlatans e os então novatos Chemical Brothers, uma versão de “Come Together” dos Beatles com uma banda formada por Noel Gallagher, Paul McCartney e Paul Weller e a única vez que Oasis e Blur estiveram num mesmo disco, e serviu de inspiração para este novo volume, cuja participação dos Monkeys já estava sendo especulada depois que a banda compartilhou o post em que a ONG anunciava a nova compilação em seus stories. A confirmação veio nesta terça com um post da própria War Child, avisando que a música estará disponível nesta quinta, a partir do meio-dia no horário de Brasília, e quem quiser ouvi-la antecipadamente pode se inscrever no site deles.

Arctic Monkeys 2023: “Performing in Spanish on Italian TV sometime in the future”

Muita gente não gosta e prefere os primeiros discos, mas a transformação que aconteceu com os Arctic Monkeys na última década não apenas pavimentou o caminho para o futuro da banda como a tirou de um beco sem saída que inevitavelmente a transformaria em uma caricatura. E foi justamente abraçando essa caricatura do roqueiro velho que Alex Turner começou a mudar a cara de sua banda, primeiro a partir do experimento The Last Shadow Puppets, que criou com Miles Kane no fim da primeira década do século. O laboratório paralelo acabou vazando para seu grupo principal e depois de um disco de rock clássico quase clichê (o excelente AM, de 2013, ainda seu melhor disco), transformou o Arctic Monkeys em um projeto de uma banda de rock em uma Las Vegas do futuro, com Alex vislumbrando a aposentadoria de um roqueiro longe dos riffs, gritos e solos de guitarra. Localizou-se em algum lugar entre o Serge Gainsbourg e as trilhas sonoras dos filmes de James Bond, em busca da excelência da canção europeia mas sem deixar seu lado inglês em primeiro plano. E o grupo reforça essa estética ao lançar o clipe de “Sculptures Of Anything Goes”, do ótimo The Car do ano passado, a mesma música quase estática que usaram para abrir o showzaço que fizeram no Primavera São Paulo do ano passado. Não é pra qualquer um…

Assista aqui.  

Primavera Sound São Paulo – Dia 1

Saldo do primeiro dia do Primavera Sound em São Paulo? Bons shows, boa estrutura interna, preços razoáveis, som funcionando bem em todos os palcos, uma multidão gigantesca mas dócil e respeitosa, um festival confortável uma vez que você estava lá. Mas nem tudo são flores: a localização no Anhembi tornou tanto a chegada quanto a saída do festival complicada: o enorme trânsito e a distância entre os portões obrigou muita gente a caminhar bastante antes de entrar no festival, além de ficar preso em um engarrafamento que poderia ter sido evitado. A saída então foi ainda mais tensa e além do evento não ter sincronizado com o metrô a possibilidade de deixar o transporte público funcionando por mais tempo, a quantidade de pessoas esperando táxi na saída do festival fez com que as taxas dos aplicativos disparassem e muita gente ficasse sem sinal para pedir condução. A falta de sinalização (tanto dentro quanto fora do evento) e de preparo para que os funcionários pudessem indicar os locais de saída deixaram ainda mais gente perdida. E isso que eu saí antes do festival acabar…

Mas vamos aos shows.

Assista aqui.