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Noites Trabalho Sujo | 10.3.2018

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Quando, num futuro distante, olharmos para os primeiros meses de 2018, ficará claro porque o verão daquele ano não conseguiu esquentar como reza sua prática, numa espécie de ressaca solar do efeito estufa mental que paira e sobrecarrega corações e mentes em todo o planeta. Por isso, a realização de nosso experimento mensal nos laboratórios Trackers é uma tarefa quase que de resistência, ativando neurônios através de uma trilha sonora que aciona diferentes níveis do inconsciente, através da sensação do contemporâneo e diferentes níveis de nostalgia, para expurgar sensações ruins e atrair boas vibrações necessárias para atravessar nossa jornada neste planeta. E mais uma vez o time Noites Trabalho Sujo vem completo, com os exploradores sensoriais Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral desbravando territórios neurais através de obras fugazes ou clássicos que atingiram mais de uma geração – sempre ocupando a metade azul do andar interdimensional localizado no meio do centro da metrópole sul-americana. Na metade preta, as arquitetas do inconsciente dance Renata Patelli e Carol Razuk, representantes do centro de pesquisas P.dritas, voltam à nossa viagem pela madrugada para mais uma noite de puro prazer na metade preta desta edição, seguida da destemida Camila Mazzini, fundadora do movimento Garotas no Poder, que também realiza a transformação alquímica da boa música em boa onda. Os procedimentos para o comparecimento no local são os mesmos de outras ocasiões, exigindo o envio do nome pelo correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h deste sábado, quando aqueceremos o resto de verão que sobrou em nossas almas. Venha!

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 10 de março de 2018
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carol Razuk e Rê Patelli (P.dritas) e Camila Mazzini (Garotas no Poder).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25.

Noites Trabalho Sujo @ Clube V.U. | 9.3.2018

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Sexta é dia de Noites Trabalho Sujo no Clube V.U.: músicas boas para dançar em um dos melhores novos clubes da cidade, ali na Barra Funda. A entrada é gratuita até a meia-noite.

Noites Trabalho Sujo no Clube V.U.
Toda sexta-feira, a partir das 22h
No som: Alexandre Matias
Rua Lavradio, 559, Barra Funda
R$ 10 ou R$ 50 de consumação
Entrada gratuita até à meia-noite
Tel. 3661-2095
Aceita todos os cartões.

Noites Trabalho Sujo de volta às sextas-feiras

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Há mais de seis anos o Ivan me procurou para assumir as sextas-feiras na casa noturna que tinha na Avenida São Luís, o Alberta #3. “Mas é uma noite de rock”, ele reforçava, escorado em um dos painéis da casa, com uma enorme foto de Mick Jagger, ciente do meu apreço pelas castas mais baixas da dance music e da música brasileira. Falei que não dava pra tocar só rock, que tocaria o que eu tivesse vontade de tocar, que não conseguia ficar preso em um só gênero musical. Ao mesmo tempo, queria uma festa em que eu pudesse tocar a noite toda, ao contrário das festas da época, com quinze DJs por noite e cada um com 35 minutos de set, todos tocando o hit lançado naquela semana. Ao me prender no set longo, passei a convidar chapas e conhecidos para dividir a cabine comigo, muitos deles estreando pela primeira vez no controle das músicas de uma festa. O resultado eram noites mutantes, que atiravam para todos os lados mas sempre frisavam os hits, as músicas conhecidas, o pop com pê maiúsculo, o alto astral, o bom humor – era o início das Noites Trabalho Sujo. Aos poucos, três destes compadres (Danilo, Luiz e Babee) permaneceram e passaram a dividir a festa comigo, atacando em grupo nas eventuais reuniões mensais na Trackers. Aos poucos migramos para este último endereço, a festa deixou de ser semanal e ganhou aspectos quase ritualescos – e outra proporção. Por isso quando o Ivan me chamou de novo para retomar as sextas-feiras de seu novo estabelecimento (o Clube V.U., na Barra Funda, com uma bela carta de drinks) e, vejam só, me pedindo para tocar até funk, me veio uma sensação de novo ciclo, de retomar a festa do zero e buscar a preferência da sexta-feira como o grande desafio da vez. Retomo os trabalhos a partir desta sexta, dia 2, e a entrada é de graça até à 1h da manhã. Vamos lá?

Noites Trabalho Sujo no Clube V.U.
Toda sexta-feira, a partir das 22h
Rua Lavradio, 559, Barra Funda
R$10 ou R$50 de consumação
Entrada gratuita até à 1h da manhã nesta primeira edição (2 de março)
Tel. 3661-2095
Aceita todos os cartões.

Revirando o Baú

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O pessoal do Selo Sesc me chamou para escrever para a sessão Baú da recém-lançada revista eletrônica Zumbido, em que convidados lembram de apresentações marcantes nas unidades da rede e eu lembrei não só de shows clássicos do Yo La Tengo, Stereolab e Tom Zé com Tortoise, Ornette Coleman, William “Bootsy” Collins, Flying Lotus, Mogwai, Jurassic 5, De La Soul, Sabotage, Bombino, Bob Mould, Television, Sebadoh e tantos outros, como de um bate-papo do Damo Suzuki com o Kode9 que fiz a mediação, do 2012 em que fui curador do saudoso Prata da Casa e outros tantos momentos épicos nos diferentes palcos da rede.

Tenho uma enorme dívida com o Sesc. Eu e pelo menos umas duas gerações próximas à minha. Porque foi graças à rede de centros culturais espalhada por São Paulo que pude assistir a alguns dos shows da minha vida — desde turnês internacionais de bandas estrangeiras minúsculas às primeiras vindas ao país de titãs da música não-comercial — e também a participar de momentos cruciais para a evolução da música brasileira.

Sou de Brasília, estudei na Unicamp e passei parte de quase todos os anos 90 em Campinas, bebericando da vida cultural de São Paulo em doses curtas. Quando me mudei para cá no início do século, já tinha noção da importância do Sesc para a cultura da cidade, mas uma sequência de shows no Sesc Pompeia, um dos melhores lugares de São Paulo, cristalizou a importância destes centros culturais na minha vida.

Não recordo com precisão as datas (aconteceram exatamente na virada do século), mas foram três shows duplos que tive a oportunidade de ver extasiado no teatro daquela unidade: dois Stereolab, dois Yo La Tengo e dois Tortoise com a participação de Tom Zé. Os shows cruzavam uma série de tendências que seguiriam unidades anos depois: organizados pela produtora mineira Motor Music, eles conectavam a cena independente brasileira à rede internacional underground e ajudavam a reunir pessoas desconhecidas com o mesmo tipo de pensamento no mesmo lugar. Parte do público destas noites seguiu ferrenho seus caminhos no meio independente brasileiro, criando bandas, selos, sites, zines, produtoras e gravadoras que ajudariam a aumentar a auto-estima do incipiente indie brasileiro ao mesmo tempo que mostravam que seus equivalentes estrangeiros não eram rockstars esnobes e que gostavam de colocar a mão na massa.

A íntegra do texto você lê aqui.

Baile à Fantasia Noites Trabalho Sujo | 13.2.2018

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Exatamente um mês após a celebração inaugural de 2018, repetimos o experimento festivo ao cubo, multiplicando as possibilidades de excitação e energia positiva ao convocá-los para mais um evento anual, encerrando tradicionalmente os festejos mominos ao transformar o laboratório Trackertower em um baile à fantasia, abrindo caminho para testes estéticos que vão para além da música. E, como de praxe, os célebres pesquisadores e exploradores sonoros Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral reúnem-se em sua egrégora mental dispostos a transformar a última noite do Carnaval em uma cerimônia de expansão de consciência para além da visceralidade carnal típica desta época do ano. Manuseando ondas sonoras para manipular sensações e químicas mentais em fontes de prazer e boas vibrações, os três dominam o auditório azul da torre de concreto em frente ao Largo do Paysandu conclamando todos para a dança. No auditório negro, no mesmo andar, os três recebem velhos cientistas que há muito coordenam experimentos de natureza semelhante, quando parte do coletivo rítmico Veneno Soundsystem entra em ação. Desfalcados do maestro Maurício Fleury, os doutores Ronaldo Evangelista e Peba Tropikal recebem o laureado Ramiro Zwetsch para uma noite de puro delírio melódico, harmonizando sambas e outros embalos de eras passadas. Como de hábito, a única edição do experimento realizado fora do sábado, abre as portas para aqueles que querem soltar seus anjos e demônios em trajes ousados ou recatados, de acordo com suas vontades. Só não esqueça que o passeio rumo ao raiar da quarta-feira de cinzas é voluntário e só pode ser realizado com o envio do nome para o correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h do dia da realização do evento. Evoé, Carnaval!

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Peba Tropikal, Ronaldo Evangelista e Ramiro Zwetsch (Veneno Soundsystem).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25.

Creme no Clube V.U.

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Abro o carnaval discotecando rock clássico no novo clube do Ivan Finotti e do Claudio Medusa, o Clube V.U., que fica na Barra Funda, na festa Creme, nesta sexta-feira, a partir das 22h (eu começo a tocar às 23h e vou até a uma – mais informações aqui).

Vamo lá, Recife!

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Criado no início do século, o Porto Musical, no Recife, antecipou uma série de tendências e questionamentos sobre o mundo da música quando o país ainda engatinhava nestes temas e entrou para o mapa nacional como uma das principais referências sobre estas discussões. Depois de um tempo parado, o evento volta a acontecer neste início de fevereiro e mais uma vez participo desta conversa, pela quarta vez, desta vez representando o Centro Cultural São Paulo em uma série de encontros com artistas e produtores que acontece nesta sexta-feira. Mais detalhes sobre a programação aqui.

Toca pra Fortaleza!

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Terminei 2017 no Ceará e é no Ceará que começo 2018, desta vez em Fortaleza, participando da Conversa de Proa, que o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura organiza como parte de sua convocatória Porto Dragão Sessions. O papo é sobre posicionamento de carreira e audiência na música e acontece gratuitamente nesta segunda-feira, a partir das 19h, de graça, no Auditório do centro cultural, e além de mim também estarão presentes os queridos Pena Schmidt e Roberta Martinelli.