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Noites Trabalho Sujo @ Trackers Pinheiros | 23.11.2019

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Nos 24 anos do Trabalho Sujo, reativo as Noites Trabalho Sujo na nova Trackers, que agora fica em Pinheiros, neste sábado, dia 23 de novembro. No som, a mesma miscelânea de música pop de todas as épocas ao lado dos compadres Danilo Cabral e Luiz Pattoli, misturando música eletrônica e hip hop, música brasileira e soul music, rock clássico e dance music, funk e indie rock. E se você quiser ir de graça nessa comemoração, basta enviar seu nome e o de seus convidados para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até a sexta pela manhã que no sábado logo cedo anunciamos quem vai festejar sem pagar para entrar. Vamos lá?

Noites Trabalho Sujo @ Trackers Pinheiros
24 anos do Trabalho Sujo!
Sábado, 23 de novembro de 2019
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Danilo Cabral e Luiz Pattoli
Trackers Pinheiros. Rua dos Pinheiros, 1234.
R$ 20,00
Entrada: R$ 20, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor)

Fora do Centro Cultural São Paulo

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Depois de sair no Diário Oficial e na Monica Bergamo acho que já é público: não sou mais o curador de música do Centro Cultural São Paulo.

Foram quase três anos que me ajudaram a entender melhor a máquina estatal e a cabeça dos artistas, políticas culturais e o porquê da burocracia, a precaridade da cultura do ponto de vista público e a perseverança de artistas e produtores de fazer acontecer. Mas, mais do que isso, foram quase três anos convivendo nas entranhas deste maravilhoso transatlântico de concreto estacionado num canteiro entre a 23 de Maio e a Rua Vergueiro. Principal centro cultural brasileiro, o CCSP também é a matriz do próprio conceito de centro cultural no Brasil – e sua natureza urbana, sem porta de vidro nem ar condicionado, é um dos melhores e mais sólidos exemplos paulistanos da tão falada apropriação do espaço público.

Mais do que fazer parte da história deste aparelho mágico, sou grato em conhecer as pessoas que fazem as coisas funcionarem ali dentro e de me ver como parte deste time. Heróis que ganham míseros salários para, na raça, preservar este templo à cultura que repousa na cabeceira da Avenida Paulista. O conceito de servidor público ganha uma conotação quase romântica quando aplicado à gestão cultural e o sangue e o oxigênio do Centro Cultural São Paulo só circulam graças a essas pessoas, que enfrentam condições risíveis de trabalho e uma vasta burocracia para que quase um milhão de pessoas por ano circule por seus corredores e jardins.

Ali aprendi que o ofício de curador é mais do que o de programador – e que o que parece ser um emprego dos sonhos (escolher artistas pra tocar num dos palcos mais emblemáticos da cidade) é só 20% do trabalho. Os outros 80% misturam burocracias de contratação, pareceres e justificativas, questões técnicas, pouco dinheiro – na maioria das vezes, nenhum -, bater agendas, checar cronogramas, equilibrar a grade de programação, conversar com artistas estabelecidos, de médio porte ou em formação sobre as vantagens e dificuldades de se realizar um evento no espaço, negociar com produtores, empresários, técnicos e roadies. E, claro, criar coisas novas.

Sobre isso não tenho a menor modéstia pra dizer que consegui realizar sonhos impossíveis. Entre consolidar um mês só para novas bandas (o Centro do Rock, por três anos consecutivos), colocar quatro das melhores bandas de São Paulo para tocar no mesmo palco simultaneamente (com o projeto Bicho de Quatro Cabeças, que reuniu Metá Metá, Hurtmold, Bixiga 70 e Rakta) ou reunir quatro entidades femininas num mesmo espetáculo (Alessandra Leão, Luiza Lian, Quartabê e Ava Rocha), passando por três Viradas Culturais, por uma colisão entre rap e percussão (o Centrífuga, pilotado por Kamau e Ari Colares), um evento em homenagem aos discos de vinil (Cultura do Vinil), as três edições do Women’s Music Event, conferências sobre Mário e Oswald de Andrade do ponto de vista da música (Conferências sobre uma Amizade, na semana MariOswald, com apresentações de José Miguel Wisnik, Tom Zé, Iara Rennó, Elo da Corrente e Ronaldo Fraga), uma celebração ao tropicalismo (com uma conversa com Tom Zé e audição comentada do Tropicália ou Panis et Circensis), quatro edições dos Concertos de Discos (uma sobre discos clássicos lançados em 1967, outra sobre a história do rock brasileiro, outra sobre Baden Powell e a última sobre música de pista brasileira), um evento para quebrar as barreiras entre popular e erudito (a Mostra de Cordas Dedilhadas), dois eventos em homenagem a ícones paulistanos (Viva Walter Franco e Viva Made in Brazil) e vários outros projetos.

Isso sem contar os shows: Letrux lançando seu Em Noite de Climão, Luiza Lian despedindo-se de seu Oyá: Tempo, Otto em formato power trio, Baco Exu do Blues fazendo seu Esú, Jards Macalé mostrando seu Besta Fera, Hamilton de Holanda celebrando Jacob do Bandolim, o encontro de Rodrigo Brandão com Azymuth, Rincon Sapiência em dois shows viajando pela música jamaicana, Maglore lançando seu Todas as Bandeiras, Thiago Pethit reverenciando Patti Smith e um retrato considerável da atual música brasileira, com shows de Don L, Edgar, Anelis Assumpção, Deaf Kids, Phill Veras, Ruído/mm, Black Alien, Leandro Lehart, Tassia Reis, Karnak, Violeta de Outono, Douglas Germano, Arto Lindsay, Pin Ups, Nill, Patife Band, BNegão, Rashid, MC Tha, Yma, Juliana Perdigão, Rômulo Froes, Carne Doce, Siba, Karina Buhr, Gangrena Gasosa, Mariana Aydar, Hermeto Pascoal, Rico Dalasam, Saskia, Maurício Pereira, Rodrigo Ogi, Karol Conká, Linn da Quebrada, Liniker, Smack, Gorduratrans, Boogarins, Edgard Scandurra, Garotas Suecas, Maria Beraldo, Di Melo, Ava Rocha, Ana Frango Elétrico, Alessandra Leão, Cólera, Cidadão Instigado, De Leve, Jaloo, Tantão e os Fita, Papisa, Satanique Samba Trio, Mãeana, Jair Naves, Rimas e Melodias, Odair José, Curumin, Glue Trip, The Baggios, entre muitos outros, além de heroicos shows internacionais, com Lee Ranaldo, Ian Svenonious, Holydrug Couple, Norbert Möslang, Belgrado, Laura Jane Grace, A Place to Bury Strangers e Jaz Coleman. Foram mais de cinco centenas de artistas que passaram por lá nestes três anos que estive na curadoria.

Sou especialmente grato à equipe de Salas e Espetáculos, coordenada pelo secular Paulo Jordão, ele mesmo um monumento à resistência cultural, e à de produção, coordenada pela Luciana Mantovani, o mecanismo de precisão que faz o Centro Cultural funcionar, além da equipe de contratos, liderada pela Paloma Galasso, que me ajudava a resolver os problemas à medida em que eles iam aparecendo e de todas as outras pessoas que convivi nestes três anos, dos seguranças ao pessoal do café, passando pela mutante (e paciente) equipe de comunicação, os outros curadores, a equipe da biblioteca e discoteca, alguns que só conheci de nome e outros que só conheço de rosto, pois é muita gente. Além de, claro, agentes, produtores, empresários, técnicos, engenheiros de som, iluminadores, roadies, músicos, intérpretes, compositores e artistas que convivi neste período e me ajudaram a redefinir meu papel como jornalista e a deixar claro meu papel como agente cultural, seja como comunicador, curador ou diretor artístico. E, sem dúvida, a todos os ex-CCSP que passaram por lá antes de minha chegada – o Centro Cultural São Paulo é um trabalho coletivo maior do que qualquer nome e sobrenome que já pisou por lá.

Agradeço particularmente ao mestre Cadão Volpato, que me convidou para o cargo e de ícone indie da minha adolescência e colega jornalista da minha vida adulta passou a chefe e depois chapa, um amigo para o resto da vida, e ao compadre Lucas Uth, que era estagiário quando entrei e depois virou meu assistente (também demitido na mesma ocasião, sendo assim extinta a curadoria de música) e, principalmente, amigo e jovem guru, uma das almas mas puras e doces que conheço, mas não pisa no calo dele não! E que em breve vai ser pai. Valeu rapaz, que viagem tudo isso!

Ainda tenho dois shows programados no Centro Cultural antes da minha saída: Max B.O. na próxima quinta-feira e Liniker e os Caramelows na quinta seguinte e depois sigo meu rumo. Apareça lá para se despedir comigo da minha querida Sala Adoniran Barbosa, me dar um abraço e pensar em coisas novas. Aliás, quem me conhece sabe que já estou armando altas – página virada, novo capítulo. Evoé!

Cine Doppelgänger: Brasil partido

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Eis o papo que tive com a Joyce na última sessão da primeira temporada do Cine Doppelgänger, há quase um ano, quando discutimos falamos sobre o Brasil aos Pedaços a partir dos filmes Autoria em Xeque a partir dos filmes O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.

O Cine Doppelgänger entrou em estado de suspensão porque a Joyce tá com muitas coisas pra fazer – e todas as discussões da primeira temporada podem ser assistidas neste link. E já já tenho mais novidades sobre cinema…

Mais um ano no Super Júri do Prêmio Multishow

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Nesta terça-feira, participo pela quinta vez da bancada da discussão sobre música que idealizei em 2012, quando fui convidado para fazer consultoria para o mudar a cara do Prêmio Multishow. Desta vez estarei ao lado de Adriana Couto (do Metrópolis), Didi Effe (apresentador de TV), Ana Garcia (do Coquetel Molotov), GG Albuquerque (do blog Volume Morto), Cleber Facchi (do blog Miojo Indie), Liminha (produtor e Mutante), Pérola Mathias (do blog Poro Aberto), Sarah Oliveira (Rádio Eldorado), Eduardo Ribas (do site Per Raps) e Adriana de Barros (do UOL), com mediação do sagaz Guilherme Guedes. O papo começa às 22h45 e juntos vamos decidir três categorias: disco do ano, música do ano e revelação do ano. A discussão vai ser transmitida no Canal Bis.

Falando dOEsquema em Porto Alegre

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Eu, Mini, Bruno e Arnaldo falamos do saudoso portal que criamos em 2007 e matamos em 2015 para discutir comunicação e internet e seu futuro a partir de um mundo pós-redes sociais no Festival de Interatividade e Comunicação que acontece nestas segunda e terça, em Porto Alegre. Nossa mesa acontece nesta segunda-feira, às 16h15, na Unisinos – as inscrições podem ser feitas no site do FIC 2019.

Ghosteen na TV aberta

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Estreei esta semana como colaborador do programa Metrópolis da Cultura, comentando sobre o disco mais recente do Nick Cave & The Bad Seeds, o ótimo Ghosteen, na TV aberta – e aproveitei para comentar sobre o documentário brasileiro Back in Town, que compara a vinda de Nick ao Brasil no final dos anos 80, quando ele morou em São Paulo, com sua volta à cidade para o show catártico no ano passado.

Em breve pintam mais comentários no programa.

A volta das Noites Trabalho Sujo

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Novembro promete ser um mês intenso – e um destes agravantes é a série de eventos de comemoração dos 24 anos do Trabalho Sujo, cujos festejos começam ainda este mês. E nada como começar a celebrar com uma festa – por isso ressuscitamos as Noites Trabalho Sujo para uma nova fase pós-hibernação, depois de um semestre longe das pistas. Eu, Luiz e Danilo desta vez desbravamos o Tokyo, nova meca da diversão noturna paulistana, que começa a abrir às quartas-feiras e nos convidou para inaugurar este novo território mental. A fórmula é a mesma que você conhece: hits de todas as épocas, de diferentes gêneros musicais, feitos para chacoalhar os quadris e se acabar de dançar. Você sabe como é… Vamos lá?

Noites Trabalho Sujo @ Tokyo
23 de outubro de 2019, a partir das 23h
Tokyo – Rua Major Sertório, 110 – Centro (República)
Preços
Abertura da Casa: 18h
Happy Hour (R$ 0,00): 18h às 21h
Depois das 21h: R$ 25 (com nome na Lista), R$ 35 (sem nome na lista Lista) ou R$ 90 (Consumação)
Coloque seu nome na lista aqui

Outra rodada de papo sobre música com Thiago França

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Eis a continuação do papo que tive com o compadre Thiago França no segundo episódio de seu podcast Sabe Som?, e, portanto, o terceiro episódio. Ainda nos mantivemos no tema “polêmico” da vez – o conceito de música boa – para dar brechas sobre discussões que envolvem sensibilidade, nostalgia, mercado e contexto – e, mais uma vez, tivemos as participações dos broders GG Albuquerque e Lucas Prata, o Caju.

#YB20 no Auditório Ibirapuera

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Seguimos as comemorações dos 20 anos da gravadora YBmusic com um grande espetáculo no Auditório Ibirapuera, com uma big band composta por músicos, compositores e intérpretes que lançaram, cada um deles, seus próprios trabalhos solo pelo selo paulistano: o trombonista Allan Abbadia, o cantor Bruno Morais, o tecladista Danilo Penteado, o guitarrista Guilherme Kafé, a cantora Lulina, o trumpetista Guizado, o cantor Samuca, o percussionista Igor Caracas, a cantora Juliana Perdigão, o clarinetista Luca Raele, a cantora Luedji Luna, o cantor Marco Mattoli, a cantora Natália Matos, o tecladista Dudu Tsuda, o percussionista Nereu Gargalo, o cantor Paulo Neto, o guitarrista Rodrigo Campos, o cantor Romulo Fróes e o rapper Zudizilla – multiinstrumentistas, intérpretes e compositores que ajudaram a construir, com suas sensibilidades, um legado que será exposto num repertório composto por canções que construíram estas duas décadas de trajetória. Maurício Tagliari, maestro e sócio do selo, que estará no palco conduzindo este time, me convidou para assinar a direção artística desta apresentação, que acontece nesta sexta-feira, às 21h, no Auditório Ibirapuera (mais informações aqui).