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Diagnósticos sob encomenda

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Fui convidado para fazer três provocações em vídeo para a série Tenso, da produtora Urubu, e no primeiro deles falo sobre o estado da música no Brasil em 2020 – e porque acho que estamos vivendo a melhor época da música brasileira.

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⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ “A música quase sempre é um farol, uma espécie de antena que capta as principais sensibilidades e transformações culturais do seu tempo.” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Nessa quarta edição do Tenso, convidamos nosso camarada Alexandre Matias para produzir uma série de três vídeos-colunas sobre música e jornalismo no Brasil. Matias inicia essa jornada com uma afirmação e provocação: “Eu acredito que a gente tá vivendo a melhor época da música brasileira. Não só em termos de profusão criativa – nunca se fez tanta música boa quanto hoje – como em termos de estrutura, mercado, como as coisas funcionam.” Sua crença não é a toa, especulativa. Ao longo de quase vinte minutos, ele faz um recorrido das transformações que a indústria da música sofreu nas últimas duas décadas a partir do impacto do Napster na forma que consumimos, vendemos e criamos música. Da indústria á mídia, do público ao artista. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Alexandre Matias, renomado jornalista de cultura, comportamento, tecnologia e música, é criador do Trabalho Sujo. Site que a 25 anos, tem um papel de vanguarda na cobertura das transformações culturais e digitais na produção e consumo de conteúdo e comunicação no Brasil. Atualmente, se dedica a produção de conteúdo para o site, youtube e newsletter do Trabalho Sujo, ao mesmo tempo que vive um processo de abandono do Twitter, Instagram e Facebook, redes sociais que ele enxerga e detecta com cada vez menos relevância jornalística. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Tenso é uma série de encontros, conversas e reflexões entre a Urubu e aqueles que não coincidem perfeitamente com o seu tempo.

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O próximo vídeo é sobre jornalismo.

Jornalismo-Arte: Ricardo Alexandre

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A primeira novidade da terceira temporada do CliMatias é um programa para discutir, mais que jornalismo e música, seus protagonistas. Ainda não defini se o programa é semanal ou quinzenal, mas começamos com um longo papo com o mano Ricardo Alexandre, o jundiaiense mais prolífico do nosso jornalismo, que já editou o Zap no Estadão, o site da Som Livre, a finada Usina do Som, a última fase da Bizz, a Época São Paulo, a Trip, sem contar seus livros e documentários. Atualmente apostando suas fichas num podcast recém-lançado, aproveitei essa deixa para ouvi-lo contando sobre sua carreira e mostrando o caminho das pedras – se é que existe um – para quem quiser trilhar por esse rumo.

Altos Massa: Você é o que você gosta?

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Mais uma vez eu e Pablo Miyazawa questionamos a forma como valorizamos a cultura a partir do momento em que a usamos para nos rotular – seja em tribos, em estilos de vida, em estilos artísticos, preferências e gostos pessoais. Estas tags se misturam à imagem que queremos que as pessoas tenham sobre a gente ao mesmo tempo em que moldamos nossa própria personalidade a partir desta criação, que é quase um escudo. E o Altos Massa dessa quinzena fala sobre como transformamos substantivos próprios em adjetivos para nossa conveniência emocional – e como podemos sair disso.

Bom Saber #023: Renata Simões

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Acompanho o trabalho da Renata Simões bem antes de nos tornarmos amigos e sempre fui fã de sua curiosidade cara-de-pau, que descobre histórias nos intervalos das gravações, puxa personagens improváveis para assuntos pouco óbvios ou simplesmente aponta pessoas que estão fazendo diferença, sempre experimentando linguagem, tom e abordagem num meio tão engessado como a televisão. Do Vídeo-Show ao Urbano, passando por seu documentário e agora as reportagens no Metrópolis, ela mistura jornalismo, entretenimento e crônica de um jeito em que tanto ela, o espectador e o entrevistado se sintam bem à vontade. E como ela é comadre, o papo nunca termina…

Cine Ensaio: O Novo Cinema de Classes

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Dois dos filmes mais bem-sucedidos do ano passado – Bacurau e Parasita – reforçaram uma tendência cinematográfica recente de questionar o sistema a partir da realização que ele é composto por pessoas. São filmes como Nós, Sobre Facas e Segredos, Coringa, entre vários outros, que parecem despertar uma consciência das classes oprimidas ao mesmo tempo em que revêem o papel dos ricos nessa história. No Cine Ensaio desta semana, eu e André Graciotti nos aprofundamos nessa tendência recente para também lembrar a forma dúbia que milionários foram retratados na história do cinema.

Como a música se comunica?

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Participo neste domingo de uma mesa sobre música e comunicação dentro da programação do festival online MIA 2020, que vem acontecendo desde a semana passada. O papo será mediado por Pedro Antunes e terá também as participações da Katia Abreu e da Nerie Bento, a partir das 19h45. A transmissão acontece pelos canais do MIA tanto no YouTube quanto no Facebook. Confira o resto da programação do festival aqui.
Dá pra assistir à mesa online no vídeo abaixo (que tem a íntegra do festival online), a partir das quatro horas.

Bom Saber #022: Vladimir Cunha

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Vladimir Cunha é o melhor narrador que você pode encontrar para o que acontece na principal capital do norte do Brasil. O jornalista e diretor paraense atravessou três décadas acompanhando de perto as transformações culturais de Belém, tanto como agente cultural como registrando tudo que acontecia – das aparelhagens à volta da guitarrada, do tecnobrega à criação de uma cena independente única no país. Além de fissurado por teorias da conspiração e pela cultura da internet, Vlad também é um grande broder e ótimo contador de causos, o que tornou esta a edição mais extensa do Bom Saber até hoje.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo. Além do Vlad, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, GG Albuquerque, Matias Maxx, Ana Frango Elétrico, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Pablo Miyazawa, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo ou lá no meu canal no YouTube.

Cine Ensaio: A Banalidade do Mal no Cinema

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A relativização dos valores morais que está acontecendo no mundo hoje reflete-se inevitavelmente no cinema, quando assistimos a filmes – e também séries e games – que buscam entender as motivações do antagonista ao mesmo tempo em que busca falhas éticas no protagonista. Sem distinguir bem e mal, a produção cinematográfica recente parece dissipar estas fronteiras à medida em que personagens outrora vilanescos ganham contornos de herói. Eu e André Graciotti discutimos esta tendência e nos perguntamos sobre como isso se reflete de volta na sociedade como um todo.

Bom Saber #021: GG Albuquerque

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Dos grandes nomes do jornalismo cultural deste século, o pernambucano GG Albuquerque sempre misturou crítica musical, reportagem e edição, aos poucos afunilando sua produção ao redor da cultura periférica, primeiro de sua cidade-natal, e depois para o resto do Brasil. Dono dos blogs O Volume Morto e do podcast Embrazado, ele está prestes a dar um importante passo em sua carreira, ao liderar um portal de notícias batizado a partir de seu podcast, que, por sua vez já foi uma festa. E na semana em que ele sobe um degrau considerável em sua biografia, o chamo para conversar sobre música, jornalismo, vanguarda e o Brasil em 2020.

Altos Massa: Por que estamos tão tristes?

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A tristeza é inerente aos nossos dias ou ela nos foi imposta como uma grande mensagem subliminar nas últimas décadas? Na nova edição do Altos Massa, eu e Pablo mergulhamos na transformação das metas de nossas vidas, falando sobre como a felicidade deixou de ser um horizonte possível para abrir espaço para sua negação como regra e assim lembramos dos tempos da hiperinflação, falamos da diferença entre gerações, da descoberta da internet, da cultura do cancelamento e outros assuntos de alguma forma correlatos a essa sensação melancólica que atravessa nossos dias.