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Jornalismo-Arte: Carlos Albuquerque

Maior prazer em receber o mestre Calbuque, o pai do jornalismo dub, na edição desta semana do Jornalismo-Arte e ele recupera sua trajetória desde as primeiras vezes em que começou a procurar saber mais sobre música e, mesmo com formação acadêmica indo para o lado da biologia, como isso o levou para o jornalismo, onde começou a reinvenção da linguagem ao comandar o Rio Fanzine ao lado de Tom Leão, com a benção de Ana Maria Bahiana, inspirando novos jornalistas em todo o país. Ele também fala de sua aproximação com as picapes e seus projetos para além do jornalão, tanto na curadoria musical quanto na internet.

Cine Ensaio: O melhor do cinema em 2020

Imagine um ano em que nenhum filme blockbuster é lançado. Assim foi 2020 que, tirando o insistente Tenet de Christopher Nolan, nenhum outro grande filme comercial foi lançado, uma vez que os grandes filmes – e séries – fugiram da pompa industrial característica dos primeiros vinte anos da indústria cinematográfica neste século. E como eu mal conseguir ver filmes deste ano, muito menos fazer uma lista, deixei essa tarefa na mão do André Graciotti – e dissecamos esse estranho e frutífero ano para a sétima arte.

Eis a lista:

11 – Papicha
10 – First Cow
9 – Never Rarely Sometimes Always
8 – A Assistente
7 – Swallow
6 – Little Women
5 – O Homem Invisível
4 – Sound of Metal
3 – His House
2 – O Farol
1 – Retrato de Uma Jovem em Chamas

Polimatias: Organizar e classificar

Instigado por um comentário de um espectador, eu e Polly Sjobon explicamos a forma como organizamos nossas coleções e nossos mergulhos culturais, cada um à sua maneira: ela, arquiteta de formação, supermetódica e eu, jornalista por vocação, completamente caótico. E explicamos melhor porque nos organizamos desta forma e como isso ajuda inclusive a melhorar essa nossa capacidade de fruição no último Polimatias de 2020.

Altos Massa: 2020 – O bingo da quarentena

Último programa do ano e eu e Pablo Miyazawa resolvemos voltar para trás e recapitular o impacto deste 2020 em nossas vidas: o que aprendemos? Como podemos melhorar? Que lições tiramos deste ano bizarro? Qual a expectativa em relação ao ano que vem por aí? E será que algum de nossos espectadores completou o bingo da quarentena?

DM: Dezembro, esse inferno

Dez

Será que esse último mês foi o pior mês deste bizarro 2020? O quanto a expectativa sobre o fim do ano e a negação do brasileiro em relação à quarentena transformou estes últimos trinta dias num dos períodos mais desgastantes de um ano pra lá de exaustivo. Eu e Dodô Azevedo embarcamos no último DM de 2020 puxando referências tão díspares quanto como a revolução industrial matou a noite, o Popol Vuh, Carl Jung, Tenet, nosso histórico de natais e reveillons, o From Hell colorido, a solidão do fim de ano e as adversidades que nos unem.

Bom Saber #034: Ramon VItral

Vamos falar de quadrinhos? Juntei a necessidade de ampliar as pautas do Bom Saber, meu programa semanal de entrevistas, com a vontade de voltar a conversar com um velho amigo e convidei o jovem Ramon Vitral para falar tanto sobre sua trajetória como referência crítica brasileira nas HQs quanto para comentar a excelente fase que ele vem atravessando, tanto do ponto de vista criativo quanto do ponto de vista do mercado editorial – ele que é fruto justamente desta mudança que vem acontecido com o meio nos últimos vinte anos. E, claro, pedi para que ele desse algumas dicas pra quem quiser se inteirar mais sobre as novidades desta arte atualmente.

Aparelho: A grande mentira sobre o brasileiro

Mais uma vez reunidos, eu, Vladimir Cunha e Emerson Gasperin seguimos uma nova reunião do Aparelho: Jornalismo-Fumaça, desta vez partindo do compasso de espera pela vacinação para bater de frente em uma mentira contada sobre o brasileiro nos últimos anos – a de que um povo esculhambado e sem vergonha como esse fosse moralista e que abre mão de um estado forte para ficar na mão-boba invisível do mercado. No meio do caminho, falamos sobre pornografia sueca, passar a mão na bunda do guarda, mendigos empreendedores, o disco mais censurado depois da ditadura militar, Genival Lacerda, a grande lição da fábula capitalista, o fim do funk proibidão, como o Paulo Guedes parece com o Mxyzptlk, qual a relação entre jingle bell e o fim do papel, a guinada à direita (?!) de Luciano Huck, onde o comunismo deu certo, a iminência dos saques, a música de duplo sentido como música de protesto e como pagar as contas com o poder da mente.

Vários Artistas: Luciano Kalatalo

Seguindo mais uma edição do meu novo programa dedicado às conversas sobre música, desta vez chamei outro compadre de noites de festa: o conterrâneo Luciano Kalatalo, com quem dividi as cabines de discotecagem pelo país como a dupla Gente Bonita. A festa que começamos em 2006 é o começo do papo, que inevitavelmente vai para outra de suas grandes realizações, que é a fundação de um dos fanzines mais importantes dos anos 90, o mitológico Tupanzine, além de suas novas descobertas musicais – ele que segue discotecando na quarentena, nem que apenas para os vizinhos.

Tudo Tanto #076: Rodrigo Caçapa

O pernambucano Rodrigo Caçapa passou a debruçar-se na pesquisa sobre a música nordestina do último século, trabalho que acabou tomando a frente de sua obra como músico, cantor e compositor. Finalmente terminando um projeto que resgata a musicalidade naquela região do país a partir de acervos fonográficos e registros audiovisuais dos anos 20, 30 e 40, aproveito o gancho para conversar sobre o longevo preconceito em relação à música e a cultura nordestina e como esta ajudou o mercado de discos sediado no Rio de Janeiro e em São Paulo a dar passos consideráveis nesta direção – e o que era uma entrevista para o meu programa sobre música brasileiro Tudo Tanto se tornou uma pequena aula sobre a divisão do país em dois grandes polos culturais – e como um deles sempre se aproveita do outro.

Cine Ensaio: Esse tal de “pós-horror”

Uma nova fase de ouro do cinema de horror fez surgir uma percepção que só recentemente a produção destes filmes sempre usa o sobrenatural, o medo e a tensão como forma de fazer referências sócio-políticas à realidade que habitamos – e a isso deram o rótulo de “pós-horror”. Mas eu e André Graciotti discordamos deste rótulo e nesta edição do Cine Ensaio falamos sobre como o horror sempre fez isso desde o início do cinema e tentamos decifrar o que realmente há de novo nesta nova safra de filmes, puxando, como gancho, o ótimo O Que Ficou Para Trás, que estreou no Netflix no final do ano.