Trabalho Sujo - Home

Aparelho: A grande mentira sobre o brasileiro

Mais uma vez reunidos, eu, Vladimir Cunha e Emerson Gasperin seguimos uma nova reunião do Aparelho: Jornalismo-Fumaça, desta vez partindo do compasso de espera pela vacinação para bater de frente em uma mentira contada sobre o brasileiro nos últimos anos – a de que um povo esculhambado e sem vergonha como esse fosse moralista e que abre mão de um estado forte para ficar na mão-boba invisível do mercado. No meio do caminho, falamos sobre pornografia sueca, passar a mão na bunda do guarda, mendigos empreendedores, o disco mais censurado depois da ditadura militar, Genival Lacerda, a grande lição da fábula capitalista, o fim do funk proibidão, como o Paulo Guedes parece com o Mxyzptlk, qual a relação entre jingle bell e o fim do papel, a guinada à direita (?!) de Luciano Huck, onde o comunismo deu certo, a iminência dos saques, a música de duplo sentido como música de protesto e como pagar as contas com o poder da mente.

Vários Artistas: Luciano Kalatalo

Seguindo mais uma edição do meu novo programa dedicado às conversas sobre música, desta vez chamei outro compadre de noites de festa: o conterrâneo Luciano Kalatalo, com quem dividi as cabines de discotecagem pelo país como a dupla Gente Bonita. A festa que começamos em 2006 é o começo do papo, que inevitavelmente vai para outra de suas grandes realizações, que é a fundação de um dos fanzines mais importantes dos anos 90, o mitológico Tupanzine, além de suas novas descobertas musicais – ele que segue discotecando na quarentena, nem que apenas para os vizinhos.

Tudo Tanto #076: Rodrigo Caçapa

O pernambucano Rodrigo Caçapa passou a debruçar-se na pesquisa sobre a música nordestina do último século, trabalho que acabou tomando a frente de sua obra como músico, cantor e compositor. Finalmente terminando um projeto que resgata a musicalidade naquela região do país a partir de acervos fonográficos e registros audiovisuais dos anos 20, 30 e 40, aproveito o gancho para conversar sobre o longevo preconceito em relação à música e a cultura nordestina e como esta ajudou o mercado de discos sediado no Rio de Janeiro e em São Paulo a dar passos consideráveis nesta direção – e o que era uma entrevista para o meu programa sobre música brasileiro Tudo Tanto se tornou uma pequena aula sobre a divisão do país em dois grandes polos culturais – e como um deles sempre se aproveita do outro.

Cine Ensaio: Esse tal de “pós-horror”

Uma nova fase de ouro do cinema de horror fez surgir uma percepção que só recentemente a produção destes filmes sempre usa o sobrenatural, o medo e a tensão como forma de fazer referências sócio-políticas à realidade que habitamos – e a isso deram o rótulo de “pós-horror”. Mas eu e André Graciotti discordamos deste rótulo e nesta edição do Cine Ensaio falamos sobre como o horror sempre fez isso desde o início do cinema e tentamos decifrar o que realmente há de novo nesta nova safra de filmes, puxando, como gancho, o ótimo O Que Ficou Para Trás, que estreou no Netflix no final do ano.

Artejornalismo: Pérola Mathias

Na nova edição do meu programa dedicado a entender as transformações do jornalismo e da música no século 21, convido a querida amiga Pérola Mathias (que, como digo logo no começo do papo, não tem nenhum parentesco) para conversar sobre seu trabalho com música, que começou na academia mas aos poucos se espalhou para outros veículos, fazendo-a parir o blog Poro Aberto, que nestes últimos meses está em estado de suspensão. Mas isso não quer dizer que ela esteja parada – e é justamente sobre o que ela tem feito, além de rever sua trajetória profissional e universitária, o tema da conversa em mais uma edição do Artejornalismo.

Bom Saber #033: Mauricio Tagliari

Maurício Tagliari teve um 2019 movimento: sua gravadora/estúdio YB completou 20 anos de idade ao mesmo tempo em que se viu em busca de um novo imóvel para se instalar. Felizmente conseguiu trocar de endereço antes da pandemia, mas, como todos, foi atropelado por ela e teve de repensar seu trabalho à frente desta que é uma das principais marcas que representam a música brasileira hoje. Mas a conversa desta edição do meu programa semanal de entrevistas Bom Saber vai para muito além de trabalho e conversamos sobre criação e inspiração – e como estas qualidades estão sendo atingidas pelo peso destes dias de 2020. E ele já está com dois discos na manga, prontos pra serem lançados em 2021!

Altos Massa: Desapegue da nostalgia

Qual é a diferença entre saudade e nostalgia? Por que nos apegamos ao passado e às memórias como se elas pudessem nos salvar emocionalmente? Por que guardamos tantas coisas? Por que buscamos tantas referências antigas? Eu e Pablo Miyazawa dissecamos essa necessidade de olhar para trás e constatamos que ela mais faz mal do que bem, em mais uma edição do Altos Massa – a primeira gravada em altas temperaturas.

Vários Artistas: Luiz Pattoli e Danilo Cabral

Quem tem saudade de conversar sobre música? Eu não tenho porque é um assunto recorrente na minha vida. E não falar sobre mercado, métricas, mais vendidos e outras formalidades. Estou falando em conversar sobre discos, sobre músicas, sobre shows e o impacto disso em nossas vidas. E para estrear este novo programa em meu canal, convidei meus dois irmãos Danilo Cabral e Luiz Pattoli, que agitam as Noites Trabalho Sujo comigo há quase uma década, para falarmos sobre o que gostamos de ouvir, nosso passado musical comum e suas lembranças sonoras de diferentes épocas da vida.

Tudo Tanto #75: Karina Buhr

Karina Buhr é uma artista completa: canta, compõe, toca, escreve, pinta e se posiciona de forma veemente sobre assuntos que dizem respeito a todos – e paga um preço por isso. Baiana criada no Recife, ela é um dos principais pilares da música pernambucana contemporânea e minha convidada desta terceira edição em vídeo da coluna Tudo Tanto, que antes era publicada na revista Caros Amigos e agora ganha este novo formato. Conversamos sobre como sua carreira foi afetada pela pandemia, o que ela tem feito neste período e aproveitamos para dissecar sua carreira desde o início, antes de ela tocar no Eddie, banda que pertenceu à primeira formação, formar o Cumade Fulozinha, trabalhar com Zé Celso Martinez Correia e assumir a carreira solo ancorada por dois dos maiores guitarristas do Brasil. E enquanto ela fala sobre a própria trajetória, aproveita para falar sobre preconceitos, processo criativo, da cena contemporânea e das novidades que está planejando para o ano que vem.

Discotecando online na Casa do Mancha

Fui chamado pela Casa do Mancha para fechar a programação da Casinha dentro desta força-tarefa de DJs, produtores, festas e casas noturnas chamada Clube em Casa. Parte da programação da Virada Cultural deste ano, o evento reúne casas de diferentes portes, como o Tokyo, o Mundo Pensante, o Boteco Prato do Dia, a Casa da Luz, o Caracol, a Aparelha Luzia e a Fatiado Discos, que convidam nomes tão diferentes quanto Discopédia, KL Jay, Akin, ODD, Pilantragi, Jorge Du Peixe, Mamba Negra, Millos Kaiser, Lys Ventura, Caverna, Desculpa Qualquer Coisa, Batekoo, Mari G, Gop Tun, entre vários outros nomes para tocar a festa nestes sábado e domingo . Quem divide as picapes comigo é a Joyce Guillarducci, do blog Cansei do Mainstream, mas não vamos tocar juntos não, afinal, apesar de ser na Casa do Mancha, a frequência é reduzida à técnica da transmissão por motivos sanitários. Os trabalhos da Casinha começam às 18h, com o próprio Mancha, que chamou a Liu para discotecar com ele, seguido da festa Caverna, do Alex Correa, que convida a Juli Baldi, a partir das 20h, e a parte Trabalho Sujo da noite começa com a Joyce, às 22h, e eu entro logo em seguida para encerrar. Você encontra todas as informações sobre todo o evento, que será transmitido pela Twitch.tv da produtora Flerte, aqui.