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Cine Ensaio: O melhor do cinema em 2020

Imagine um ano em que nenhum filme blockbuster é lançado. Assim foi 2020 que, tirando o insistente Tenet de Christopher Nolan, nenhum outro grande filme comercial foi lançado, uma vez que os grandes filmes – e séries – fugiram da pompa industrial característica dos primeiros vinte anos da indústria cinematográfica neste século. E como eu mal conseguir ver filmes deste ano, muito menos fazer uma lista, deixei essa tarefa na mão do André Graciotti – e dissecamos esse estranho e frutífero ano para a sétima arte.

Eis a lista:

11 – Papicha
10 – First Cow
9 – Never Rarely Sometimes Always
8 – A Assistente
7 – Swallow
6 – Little Women
5 – O Homem Invisível
4 – Sound of Metal
3 – His House
2 – O Farol
1 – Retrato de Uma Jovem em Chamas

Polimatias: Organizar e classificar

Instigado por um comentário de um espectador, eu e Polly Sjobon explicamos a forma como organizamos nossas coleções e nossos mergulhos culturais, cada um à sua maneira: ela, arquiteta de formação, supermetódica e eu, jornalista por vocação, completamente caótico. E explicamos melhor porque nos organizamos desta forma e como isso ajuda inclusive a melhorar essa nossa capacidade de fruição no último Polimatias de 2020.

Altos Massa: 2020 – O bingo da quarentena

Último programa do ano e eu e Pablo Miyazawa resolvemos voltar para trás e recapitular o impacto deste 2020 em nossas vidas: o que aprendemos? Como podemos melhorar? Que lições tiramos deste ano bizarro? Qual a expectativa em relação ao ano que vem por aí? E será que algum de nossos espectadores completou o bingo da quarentena?

DM: Dezembro, esse inferno

Dez

Será que esse último mês foi o pior mês deste bizarro 2020? O quanto a expectativa sobre o fim do ano e a negação do brasileiro em relação à quarentena transformou estes últimos trinta dias num dos períodos mais desgastantes de um ano pra lá de exaustivo. Eu e Dodô Azevedo embarcamos no último DM de 2020 puxando referências tão díspares quanto como a revolução industrial matou a noite, o Popol Vuh, Carl Jung, Tenet, nosso histórico de natais e reveillons, o From Hell colorido, a solidão do fim de ano e as adversidades que nos unem.

Bom Saber #034: Ramon VItral

Vamos falar de quadrinhos? Juntei a necessidade de ampliar as pautas do Bom Saber, meu programa semanal de entrevistas, com a vontade de voltar a conversar com um velho amigo e convidei o jovem Ramon Vitral para falar tanto sobre sua trajetória como referência crítica brasileira nas HQs quanto para comentar a excelente fase que ele vem atravessando, tanto do ponto de vista criativo quanto do ponto de vista do mercado editorial – ele que é fruto justamente desta mudança que vem acontecido com o meio nos últimos vinte anos. E, claro, pedi para que ele desse algumas dicas pra quem quiser se inteirar mais sobre as novidades desta arte atualmente.

Aparelho: A grande mentira sobre o brasileiro

Mais uma vez reunidos, eu, Vladimir Cunha e Emerson Gasperin seguimos uma nova reunião do Aparelho: Jornalismo-Fumaça, desta vez partindo do compasso de espera pela vacinação para bater de frente em uma mentira contada sobre o brasileiro nos últimos anos – a de que um povo esculhambado e sem vergonha como esse fosse moralista e que abre mão de um estado forte para ficar na mão-boba invisível do mercado. No meio do caminho, falamos sobre pornografia sueca, passar a mão na bunda do guarda, mendigos empreendedores, o disco mais censurado depois da ditadura militar, Genival Lacerda, a grande lição da fábula capitalista, o fim do funk proibidão, como o Paulo Guedes parece com o Mxyzptlk, qual a relação entre jingle bell e o fim do papel, a guinada à direita (?!) de Luciano Huck, onde o comunismo deu certo, a iminência dos saques, a música de duplo sentido como música de protesto e como pagar as contas com o poder da mente.

Vários Artistas: Luciano Kalatalo

Seguindo mais uma edição do meu novo programa dedicado às conversas sobre música, desta vez chamei outro compadre de noites de festa: o conterrâneo Luciano Kalatalo, com quem dividi as cabines de discotecagem pelo país como a dupla Gente Bonita. A festa que começamos em 2006 é o começo do papo, que inevitavelmente vai para outra de suas grandes realizações, que é a fundação de um dos fanzines mais importantes dos anos 90, o mitológico Tupanzine, além de suas novas descobertas musicais – ele que segue discotecando na quarentena, nem que apenas para os vizinhos.

Tudo Tanto #076: Rodrigo Caçapa

O pernambucano Rodrigo Caçapa passou a debruçar-se na pesquisa sobre a música nordestina do último século, trabalho que acabou tomando a frente de sua obra como músico, cantor e compositor. Finalmente terminando um projeto que resgata a musicalidade naquela região do país a partir de acervos fonográficos e registros audiovisuais dos anos 20, 30 e 40, aproveito o gancho para conversar sobre o longevo preconceito em relação à música e a cultura nordestina e como esta ajudou o mercado de discos sediado no Rio de Janeiro e em São Paulo a dar passos consideráveis nesta direção – e o que era uma entrevista para o meu programa sobre música brasileiro Tudo Tanto se tornou uma pequena aula sobre a divisão do país em dois grandes polos culturais – e como um deles sempre se aproveita do outro.

Cine Ensaio: Esse tal de “pós-horror”

Uma nova fase de ouro do cinema de horror fez surgir uma percepção que só recentemente a produção destes filmes sempre usa o sobrenatural, o medo e a tensão como forma de fazer referências sócio-políticas à realidade que habitamos – e a isso deram o rótulo de “pós-horror”. Mas eu e André Graciotti discordamos deste rótulo e nesta edição do Cine Ensaio falamos sobre como o horror sempre fez isso desde o início do cinema e tentamos decifrar o que realmente há de novo nesta nova safra de filmes, puxando, como gancho, o ótimo O Que Ficou Para Trás, que estreou no Netflix no final do ano.

Artejornalismo: Pérola Mathias

Na nova edição do meu programa dedicado a entender as transformações do jornalismo e da música no século 21, convido a querida amiga Pérola Mathias (que, como digo logo no começo do papo, não tem nenhum parentesco) para conversar sobre seu trabalho com música, que começou na academia mas aos poucos se espalhou para outros veículos, fazendo-a parir o blog Poro Aberto, que nestes últimos meses está em estado de suspensão. Mas isso não quer dizer que ela esteja parada – e é justamente sobre o que ela tem feito, além de rever sua trajetória profissional e universitária, o tema da conversa em mais uma edição do Artejornalismo.