Trabalho Sujo - Home

Bom Saber #090: Katia Lyra

Vamos falar sobre comida? Mas não estou falando de receitas e modos de preparo e sim como a culinária e a gastronomia estão ao nosso redor e como é inevitável abraçá-las. Chamei a chef Katia Lyra, que entre várias cozinhas também é uma das cabeças por trás do Sopão das Manas, para falar sobre a centralidade das refeições em nossas vidas, em sua carreira e como isso conversa tanto com cultura quanto com política. Sirva-se!

Assista aqui.  

Tudo Tanto #133: Thiagson

A história da música é racista, classista, machista e colonialista. Esse é o pressuposto básico do qual parte o professor Thiagson para falar especificamente sobre o funk brasileiro do ponto de vista da musicologia acadêmica. Dentro da universidade ele foi aos poucos percebendo o quanto a música popular era colocada em segundo plano como uma forma de disfarçar uma série de preconceitos e privilégios a partir de conceitos como “beleza”, “grande arte” ou “música boa”. A partir de sua própria paixão adolescente – o funk que originalmente nasceu no Rio de Janeiro mas que se espalhou por todo o Brasil – ele começou a quebrar estas barreiras dentro da academia e aos poucos ganhou as redes sociais discutindo questões que devem ir para além dos muros da escola. E ele antecipa em primeira mão o primeiro livro de funk escrito por um músico!

Assista aqui.  

Na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Começou mais uma Bienal do Livro em São Paulo e me convidaram para participar de quatro atividades a partir desta segunda-feira. As duas primeiras acontecem já na segunda: a primeira delas às quatro da tarde, quando faço a mediação de um bate-papo sobre game e cultura com o Rafael Evangelista, que escreveu o prefácio do livro que traduzi para ano passado The Playstation Dreamworld, e o compadre Pablo Miyazawa, e depois, às sete da noite, converso com Aline Zouvi, Hugo Canuto e Rafael Calça na mesa Fazer HQ no Brasil hoje. Na quarta-feira, dia 6, faço a mediação de um bate papo com Danilo Cymrot, autor do livro O Funk na Batida: Baile, Rua e Parlamento, e ninguém menos que MC Bin Laden, na mesa que leva o nome do livro. E, finalmente, na quinta-feira, às 19h, converso com os grandes Kalaf Epalanga e Allan da Rosa na mesa Poesia, Música e Letras. A semana promete!

Aparelho: Uma máquina de pogo muito louca de verão amazônico

Depois do hiato de um mês sem Aparelho, voltamos à ativa recapitulando os últimos dias, mas com cuidado para não falar em política – mas não há muito como contornar isso. O papo então começa indo por uma gileadzação dos festivais de rock, a consciência de classe da inteligência artificial, a nova fase do Maurício de Souza, a profecia autorrealizável de Top Gun, a esgrima do amor do sabre de luz e a invenção de uma máquina de pogo – vê se é possível uma coisa dessas. Estamos de volta, putada!

Assista aqui.  

Centro Westworld: The Auguries

Finalmente entramos em uma nova etapa de uma das melhores séries da atualidade e mesmo depois de uma fraca terceira temporada, Westworld volta com um episódio que parece costurar os desvios da safra anterior de capítulos ao cogitar uma nova realidade em que até a personagem Dolores é reinventada. E assim retomo o Centro Westworld, série de programas que criei em 2020 para comentar semanalmente a série da HBO.

Assista aqui.  

DM: Tudo em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo – inclusive Pavement, Dinosaur Jr, R.E.M., Cure e David Byrne

Longo DM à moda antiga, em que eu e Dodô discutimos sobre a lenta paulistanização da metade carioca desta dupla (que no mês de julho dará um curso em São Paulo, na Casa Waiwai – mais informações aqui – e se você quiser desconto, manda um email pra dodomundi@gmail.com dizendo que soube do desconto pelo DM) ao mesmo tempo em que mais uma vez revisito minha viagem às duas edições do festival Primavera para falarmos sobre Pavement, Dinosaur Jr, Yo La Tengo e outras bandas que queríamos ver ao vivo (como R.E.M., The Cure, Sonic Youth e David Byrne). E não podíamos também ficar sem falar sobre o filme da vez, Everything Everywhere All At Once, que explodiu nossas cabeças.

Assista aqui.  

Altos Massa: Contemplando um mundo (quase) pós-pandêmico

Primeiro Altos Massa presencial que, achávamos, seria feito no velho continente, durante nossas férias. Mas eu e Pablo Miyazawa preferimos gravar programas em áudio em vez de ligar a câmera por nossa passagem pela Península Ibérica – nossa primeira viagem juntos – e deixar para conversar sobre este assunto quando já estivéssemos de volta ao Brasil. A novidade é que, além de fazermos o primeiro programa num mesmo ambiente, também voltamos a falar sobre pandemia e a vida depois do Coronavírus, comparando a vida que levamos num país que só não foi completamente negacionista por conta da própria população com a de países que seguiram estritamente os protocolos de segurança e agora quase sequer mencionam a existência da doença.

Assista aqui.  

Bom Saber #089: Manoela Miklos

Volto com o meu programa de entrevistas depois do recesso chamando a querida Manoela Milkos para falar sobre sua área de atuação: direitos humanos. Ela faz parte da ONG Nossas, que tem diversas iniciativas para reverter a tragédia que habitamos neste Brasil de 2002, como Amazônia de Pé e Mapa do Acolhimento. A gente conversa um pouco sobre essas iniciativas, mas também sobre a soturna fase que o país atravessa e conseguimos até ser otimistas dentro desse cenário deprimente que atravessamos.

Assista aqui.  

Conversando sobre o Dinosaur Jr.

O já clássico festival de documentários sobre música In Edit Brasil já começou há uma semana e participo desta edição apresentando Freak Scene, dirigido por Philipp Reichenheim, que conta a história de uma das principais bandas da cena independente norte-americano, o Dinosaur Jr., liderado pelo maior guitar hero dos anos 80, J Mascis. O filme tem entrevistas com J e os outros dois integrantes da banda, o querido Lou Barlow, que depois fundou o Sebadoh, e o carismático Murph, além de papos com grandes nomes da época sobre a importância e história da banda, como Kim Gordon, Thurston Moore, Bob Mould e Henry Rollins. Faço uma introdução de 15 minutos e depois da exibição do filme, que começa às 16h, na Cinemateca, bato um papo sobre o documentário. Mais informações aqui.

Cine Ensaio: O multiverso de Everything Everywhere All at Once

Retomando o Cine Ensaio depois das minhas férias, puxei o André Graciotti pra discutir um dos melhores filmes dos últimos tempos, Everything Everywhere All at Once (que acabou de estrear no Brasil com o título de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo), dirigido por Dan Kwan e Daniel Scheinert. Partindo da vida monótona de uma mãe de família encurralada por diversos problemas cotidianos (impostos, família, trabalho), somos jogados a um multiverso de linguagens e gêneros que filosofa sobre a existência sem perder o pé da rotina, misturando paródias, existencialismo, filmes de ação, comédia de humor negro e os limites do bom gosto.

Assista aqui.