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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Lauiz e Tagore

Temos que dar um jeito nesse frio polar que só entristece a vida das pessoas – e esse jeito chama-se Inferninho Trabalho Sujo, que acendemos em mais uma sexta-feira no Picles, a última antes do mês de junho e uma fogueira de boas vibrações. A começar pelos shows, que materializam não só um, mas dois lançamentos quentinhos que acabaram de sair do forno. Quem abre a noite é o produtor Lauiz, mostrando pela primeira vez ao vivo seu recém-lançado Perigo Imediato, que vem acompanhado do grande Tagore, este lançando seu belo Barra de Jangada. E depois dos shows assumo a pista ao lado da minha intrépida parceira de alucinações musicais coletivas Bamboloki, ambos disposotos a esquentar por dentro os corpos que se entregarem à nossa discotecagem. O Picles fica no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde e a noite começa a esquentar a partir das dez. Venham!

Quando entrevistei Renato Russo

O doutor Ricardo Tacioli, velho companheiro de aventuras do tempo em que fazíamos Ciências Sociais na Unicamp e tateávamos o mundo do jornalismo e da produção cultural, reativou seu célebre site de entrevistas sobre música brasileira e para inaugurar essa nova fase desenterrou um dos meus primeiros trabalhos profissionais, quando, há exatos 30 anos, entrevistava Renato Russo, um dos grandes nomes da música pop brasileira e uma das primeiras referências que tive no mundo da música. Nascido em Brasília, cresci numa cidade sem tradições que, a partir do surgimento do Legião Urbana, começou a desenvolver um orgulho candango inédito que persiste até hoje – e tive a oportunidade de viver essa transformação em primeira mão, indo a dois shows históricos da carreira da banda: o lançamento de seu segundo disco em 1986 (que foi o primeiro show que fui na vida) e o último que eles fizeram na cidade no ano seguinte (que terminou num quebra-quebra generalizado e com a banda amaldiçoada por seus fãs). Sete anos depois, comecei minha carreira entrevistando nomes conhecidos para um jornal que fizemos na faculdade que foi a minha porta de entrada para o jornalismo em si, quando comecei a sugerir pautas para o Diário do Povo, o jornal da cidade, e entre as primeiras entrevistas que fiz está essa que fiz com Renato logo depois do show que a banda fez na cidade vizinha de Valinhos. A entrevista seria publicada em uma revista impressa que idealizava com o doutor Tacioli, mas acabou tendo trechos publicados na matéria que fiz para o Diário sobre o primeiro disco solo de Renato, The Stonewall Celebration Concert, e depois em versão extendida para a Folha de São Paulo, cinco anos após a morte de Russo, que aconteceu em 1996. Ricardo trombou com a transcrição original da entrevista e me perguntou se gostaria de cedê-la para a nova fase de seu site, que volta à ativa depois de quase uma década no limbo digital, e a visita àquela madrugada de outono de 1994 também me proporcionou uma viagem no tempo que me conectou de volta aos meus primeiros dias de carreira. A íntegra do papo está lá no Gafieiras, confere lá.

Ava só precisa dela mesma

Ava Rocha incendiou o Inferninho Trabalho Sujo nessa sexta-feira ao subir sozinha no palco do Picles em quase duas horas de apresentação. Ela começou só com a voz, puxando pessoas para o palco para participar de seu ritual enquanto emulava percussão e pedia palmas do público e logo foi cercada por outras pessoas – amigos, conhecidos ou não – que transformaram a apresentação solitária numa celebração coletiva, que por vezes virava puro delírio (como quando o baixista Klaus Sena subiu na batera e puxou “Joana Dark”) por outras tornava-se introspecção pura (como quando ela pegou a guitarra e fez todos cantarem seus hits como “Você Não Vai Passar” e “Transeunte Coração”). Perto do fim, ela chamou seu tecladista Vini Furquim para passar algumas músicas de seu disco mais recente Néktar, fechando uma noite histórica. E depois eu e Fran encerramos o inferno astral desta última com a discotecagem mais bizarra que fizemos nos últimos tempos. Tudo estranho, mas deu tudo certo.

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Ava Rocha e Boca de Leoa

Vamos a mais uma sexta infernal, ateando chamas nos corações e mentes que abandonarem todas as expectativas ao adentrar no portal chamado Picles. E neste dia 17 vai ter ritual de descarrego, quando recebemos ninguém menos que Ava Rocha para uma celebração quente no palco do Inferninho Trabalho Sujo, logo depois de mais uma apresentação pegando fogo das queridas Boca de Leoa. E como após os shows a temperatura auemnta ainda mais, chegamos eu e a Fran despejando gasolina para transformar a pista em nossa panela de pressão alto astral. Venha e não se arrependerás – o Picles fica no número 1838 da Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, e a primeira banda começa às 22h. Queima!

Como Assim? | 17.5.2024

Nessa sexta-feira faremos mais uma apresentação do conjunto musical Como Assim? em que toco ao lado de Mateus Potumati, Pablo Miyazwa e Carlão Freitas clássicos de nossas juventudes – apresentando pela primeira vez canções em português. Mais uma vez abrimos a noite para os compadres do Earl Greys – que trazem a fina flor do pop britânico de todas as épocas – novamente no Aurora, nosso jardim de infância. A festa começa às 20h e o show da Como Assim? começa pontualmente às 21h30 – e os ingressos estão à venda neste link .

Desaniversário | 11.5.2024

Sábado é dia de continuar com essa vibe boa, quando eu, Clarice, Camila e Claudinho nos reunimos mais uma vez para transformar o Bubu em nossa querida pista de dança. Você conhece o riscado: a festa começa cedo e termina cedo pra que possamos aproveitar tanto o sábado se acabando de dançar quanto o domingo, seja emendando com outra madrugada adentro, seja dormindo cedo pra curtir o dia seguinte desde a manhã. No som, aquela mistura boa de músicas atuais que você conhece com músicas antigas que você nem lembrava da existência, sempre chacoalhando quadris e corações desde o início. O Bubu fica na Praça Charles Miller s/n° (no estádio do Pacaembu) e a festa começa a partir das sete da noite – e termina meia-noite. Vem dançar com a gente!

Trabalho Sujo All Stars | 10.5.2024

Nessa sexta-feira tem mais uma Trabalho Sujo All-Stars, aquela festa em que convido amigos pra discotecar comigo noite adentro. Mais uma vez ela acontece no Bar Alto e mantemos a entrada gratuita, só que dessa vez tenho algumas novidades: a festa vai até às quatro da manhã e vou encarar um long set como há tempos não faço – acho que desde antes da pandemia não toco sozinho uma noite inteira. Quer dizer, pode ser que convidados surjam no meio da noite, sem aviso, vai saber… O Bar Alto fica no número 194 da rua Aspicuelta, na Vila Madalena, e abre a partir das sete da noite, mas a festa começa mesmo das dez em diante… Vamo?

Sensibilidade à flor da pele

Duas produtoras líderes de bandas que estão começando experimentaram pela primeira vez o palco do Picles neste fim de semana, quando Tiny Bear e Grisa apresentaram seus trabalhos no Inferninho Trabalho Sujo. Com muita emoção à flor da pele, as bandas passeiam por camadas sonoras tensas e hipnóticas para cantar músicas com sensibilidade à flor da pele. Liderado por Bia Brasil, o grupo Tiny Bear derramou seu drama posicionando-se em algum lugar entre as baladas de anime, o trip hop e o indie rock e mesmo com um integrante a menos não fez feio, com sua cabeça e vocalista entregando-se às canções.

O clima já estava quente e quando chegou a vez da Grisa de Giovana Ribeiro Santos, de Juiz de Fora, a temperatura manteve-se firme, abrindo outras possibilidades dramáticas. Calcadas num soul pesado, no rock psicodélico e no shoegaze, o grupo fez seu primeiro show em São Paulo, mostrando músicas já lançadas e algumas de seu primeiro álbum, Geografia de Lugar Nenhum, prometido ainda para esse ano. Entre a guitarra e o theremin, Giovana mostrou a que veio – e deixou tudo no jeito pra que eu e a Bamboloki, que discotecou comigo dessa vez, levássemos a pista do Picles para um universo de rock, dance music e esquisitices desenfreada. Discotecar na sexta-feira é outro nível, né…

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Tiny Bear e Grisa

De novo às sextas, abrimos o mês de maio no Inferninho Trabalho Sujo com duas bandas conduzidas por produtoras – Tiny Bear e Grisa – que encontram um ponto de conexão musical nessa primeira sexta do mês no palco do Picles. Depois quem me acompanha madrugada adentro desta vez é a arquiteta do caos Bamboloki, que me ajuda a atravessar da sexta pro sábado entre o êxtase e a esquisitice. Vamo que a noite promete!

O impossível aconteceu!

Como o Juka gosta de dizer: mais uma vez o impossível aconteceu! DiMelo no Picles! Tinha gente saindo pelo ladrão para assistir ao imorrível em pleno Inferninho Trabalho Sujo, ao ser acompanhado por uma banda formada pelo coletivo Jazz no Limoeiro que ainda trouxe o mestre trombonista Bocato de lambuja. Um poço de simpatia, o aniversariante da semana esbaldou-se no meio da multidão e deixou a noite no grau pra que eu e a Fran seguíssemos incendiando hormônios pela madrugada de quinta-feira…

Assista a um trecho aqui.

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