Toco hoje na Glow in the Dark, festa que o Move That Jukebox promove com o MyCool na Funhouse. O truque da festa – além da sonzeira – é que ela é iluminada apenas por luz negra – quem for de camisa branca tem desconto na entrada e serão distribuídas canetinhas fluorescentes pra quem quiser pintar o sete (como assim? Entenda aqui). No som, além do Alex e de mim, dão as caras o Rafael Morenttini e os Adverteasers. Cola lá, vai ser altos!
Move That Jukebox e MyCool apresentam: Glow In The Dark
Com Adverteasers, Alex Correa (Move That Jukebox), Alexandre Matias (Trabalho Sujo) e Rafael Morettini
Data: 6 de maio, sexta-feira, a partir das 23h
Local: Funhouse – Rua Bela Cintra, 567 – São Paulo, SP
R$15 (para quem for de camiseta branca) ou R$20 (quem for sem camiseta branca)
Já já tou no YouPix de novo, pra mediar um papo sobre como a internet matou (matou?) a música eletrônica como nicho de uma galerinha só:
* 19:00 – 20:00 > AS REDES SOCIAIS ESTÃO MATANDO A MÚSICA ELETRÔNICA? (música) A música eletrônica não é mais nicho. Ganhou público, mas, dizem os puristas, perdeu sua essência. Resultado disso é a superlotação das pistas dos principais clubes de São Paulo, com público mais interessado no local como ponto de encontro transformado em uma extensão das redes sociais do que como um ambiente pra ouvir boa música. Alexandre Matias (Vida Fodona e Trabalho Sujo) tem a missão de pilotar uma mesa que conta com a presença de Facundo Guerra (empresário da noite, dono dos clubes Vegas e Lions, e dos bares Carniceria Z e Volt), Claudia Assef (DJ, autora do livro Todo DJ Já Sambou, diretora de conteúdo do Vírgula, colunista do Estadão), Flavia Durante (editora dos sites Trip e TPM, DJ e ativista cultural), Camilo Rocha (DJ e editor do Vírgula Música), Lalai Luna (publicitária, produtora de festas e DJ) e Bruno Tozzini (publicitário e produtor de festa).
Participo do YouPix hoje em uma mesa que vai, er, discutir “a importância dos trolls”. Sério. Olha o briefing:
18:32 – 19:30 > POR QUE OS TROLLS SÃO IMPORTANTES? (debate) Gostando ou não, a trollagem é um dos pilares da cultura de internet e tem uma função saudável no desenvolvimento da rede. Por que os trolls existem? Qual a motivação e contribuição desses provocadores para a cultura de internet e a democratização da crítica? Mediados por Alexandre Matias (Link – Estadão), Demi Getschko (coordenador do NIC.br), Bruno Tozzini (Head of Social Media da DM9), Wagner “MrManson” Martins (sócio-criativo da Espalhe, ex-Cocadaboa), Eden Wiedemann (Gerente de Conteúdo e Mídias Sociais da F.biz) e Ana Brambilla (jornalista e editora de social media).
Às 18h30, o bate-papo sobre os novos caminhos da música digital parecia show de stand up comedy. Sabe-se lá como, os convidados Alexandre Matias, Emerson Gasperin, Fábio Bianchini e Marcos Espíndola conseguiram misturar no mesmo debate temas como profissionalização musical, indústria da música, redes sociais, discos de ouro, funcionalismo público, movimento pós-punk, teoria da cauda longa e Dinho Ouro Preto. Esse último, concluiu-se, adotara o estilo grunge quando o grunge sequer existia e, portanto, merece passar a ser chamado “Dinho, o visionário sem talento”.
Passo o finde em Florianópolis, onde tenho duas atividades agendadas para este sábado. De tarde, participo do Florianópolis Music Trends, falando sobre o ponto de encontro entre as principais tendências de cultura pop e digital atual (indo do micro ao macro, do global ao local), papo que é seguido de um debate com os chapas Fabio Bianchini, Marcos Espíndola e Emerson Gasperin (tudo em casa…). De noite, discoteco no Jivago onde já me apresentei com a Gente Bonita – mas o vôo dessa vez é solo, quando toco na festa Convida, ao lado de uma trupe de bambas locais. O domingo tá livre, mas pelo que diz a previsão do tempo, não tenho dúvida: praia. Depois eu conto como foi…
No finde seguinte, tem a festa dos quinze anos do Trabalho Sujo, completos no fim do ano passado, mas comemorados apenas agora, com uma festa arrasa-quarteirão. Mais infos em breve, mas já marca aí na agenda o dia 9 de abril, que vai ser histórico.
Não para por aí. No sábado seguinte, duas boas. Primeiro tem Gente Bonita na Locomotiva Discos, loja que os irmãos Custódio – Márcio e Gilberto – abriram no centro. Tocamos de tarde bem no Record Store Day, antes da participação do Kid Vinil. E de noite tocamos na Virada Cultural de São Paulo, mas longe do cheiro de mijo do centro, numa apresentação feita apenas para o evento ao lado do coletivo de VJs Embolex. Tocamos na entrada do Sesc Pinheiros bem na virada do sábado para o domingo, até às 3h da manhã.
No fim de semana seguinte é a Páscoa e não tem nada marcado, mas na sexta-feira, dia 29, a Gente Bonita volta para Belo Horizonte, onde tocamos na festa da querida Bruna, no velho conhecido Velvet.
Mais tarde, lá pelas 21h, eu, Ronaldo, Juliano Polimeno, Pena Schimdt e Maurício Tagliari retomamos o Think Tank (lembra?) para conversar sobre música, mercado, internet, direitos autorais, políticas culturais e outros assuntos que possam vir à baila. O programa será gravado, mas também será transmitido ao vivo via twitcam (aqui). Se esse link não estiver funcionando na hora, veja no Twitter da YB se eles mudaram o canal de transmissão…
Falei que ia fazer uns vídeos ontem, olha eles aí. Consegui filmar todas as músicas, menos minha participação (por motivos óbvios, ainda não aprendi a mediar um debate e me autofilmar ao mesmo tempo), mas já já elas aparecem por aí. Os vídeos vão aparecendo exatamente na ordem da noite…
…que começou com o Emicida rimando sem acompanhamento, só na moral…
…continuou com o Takara, o nosso Baden Powell, quebrando tudo sozinho…
…depois PB e Maurício Fleury caíram prum delírio kraut…
…e foram acompanhados pelo Guizado e foram pruma base instrumental que começou electro e caiu pro jazz…
…para depois tocarem “Maya”, do primeiro disco do Gui…
…depois Blubell subiu no palco e cantou sua “Good Hearted Woman”…
…e no final Bruno Morais desenterrou “Morte da Sandália de Couro”, do Bebeto, para encerrar a noite. Não filmei a participação do Zegon, porque seu equipamento só chegou ao final, quando rolou uma jam session com todo mundo e a bateria da minha câmera foi para o saco junto com a minha vontade de fazer uma social. Foi demais, quem foi sabe.