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Delicadeza camerística

, por Alexandre Matias

Francisca Barreto segue testando novos formatos para o seu repertório e nesta sexta-feira apareceu na Sala B da Casa de Francisca novamente em um duo, agora com seu guitarrista e produtor Victor Kroner, com quem dividiu o palco intimista do Palacete Tereza no Centro de São Paulo em uma noite lotada de um público bem variado que foi reconhecer a artista em ascensão. Sempre acompanhada de seu violoncelo, ela também trouxe o violão tenor para tocar em algumas músicas e mais uma vez tocou com o cello no colo, como se fosse um contrabaixo em “Bico da Proa”, na composição que, ao lado de sua “Luz”, baliza o espetáculo. Ao chamar Kroner para dividir a noite, aproveitou para dar espaço para o guitarrista mostrar duas de suas (curtas) composições instrumentais, que estão se transformando em disco. Chica ainda trouxe uma surpresa, ao convidar sua amiga e parceira Nina Maia para dividir os vocais na “Gosto Meio Doce” de Felipe Távora, que gravaram quando ainda tocavam como uma dupla e estavam começando a rascunhar suas respectivas carreiras solo, em 2023. Além de suas próprias canções, os dois abriram a noite com uma das Bachianas de Villa-Lobos, emendaram duas de Caymmi (“A Jangada Voltou Só” e “O Vento”), uma de Damien Rice (“Eskimo”, estreando no repertório), Yaniel Matos (“Habana”, seu primeiro single) e Joni Mitchell (“Little Green”), estas duas últimas no bis de um show que, se já era delicado mesmo com banda, ganhou uma roupagem camerística especial neste novo formato.

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