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Voa Manu!

, por Alexandre Matias

Manu Julian começou seu 2026 com os dois pés firmes no palco do Bona, mostrando que é um dos nomes para ficar de olho nesse novo ano (se você acompanha meu trabalho sabe disso faz tempo). Em sua primeira apresentação com banda, ela expandiu o microverso que começou a moldar ao lado do fiel escudeiro Thales Castanheira, guitarrista que tornou-se diretor musical da nova apresentação, sem perder a emotividade e intensidade dramática, que anda no fio da navalha com a timidez e a incerteza, qualidades que equilibrava no detalhe dos shows que fazia até aqui. Uma vez acompanhada de sua irmã de Pelados Helena Cruz no baixo, da precisa e eficaz Bianca Godói na bateria e do irmão Jvka disparando efeitos e segurando percussões, Manu decolou de um jeito disposta a ver o horizonte ainda mais de cima. Passeando por composições alheias e próprias, ela não só repassou músicas que já estavam em seu repertório (com sua deliciosa “Sempre Mais”, a versão para os argentinos El Príncipe Idiota “Novedades”, “Mexe Comigo” dos Pelados e “Fala” dos Secos e Molhados), como estreou várias músicas inéditas, como a ótima “2058” (parceria com Sophia Chablau, que deveria estar no show mas teve um problema de saúde), “Copo Vazio”, o reggaeinho “Tuí”, “Balada Boba”, “Bomba” (parceria com Theo Cecato e Téo Serson) e a intensa “Make Me WIld”, que encerrou o curto show, que ainda teve versões novas para músicas da Sophia (a bela “Se Você”) e uma de Felipe Vaqueiro (a ótima “Lamento da Pia Quebrada”, com a qual abriu a noite). Com o volume de som e a presença de mais amigos no palco, Manu deixou a fragilidade em casa e entregou-se em seu melhor show até hoje, seja soltando sua voz maravilhosa, deixando seu corpo pulsar a vibração das canções ou fazendo piadas infames entre as músicas. Voa Manu!

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